quarta-feira, 10 de julho de 2013

Beijo

Beijo

Que doce esse teu beijo apaixonado!
Ai como é bom sentir teus låbios puros
E de repente ver me acorrentado
A sentimentos nobres tão maduros

E canto para ti o nosso fado
Saído destes lábios inseguros
E vamos caminhando lado a lado
Galgando derribando imensos muros

Trilhemos pois amor nosso caminho
Amando, partilhando esse carinho
Que em sonhos nos clama a todo o instante

E quando, no fragor desta paixão,
Sentirmos como é bela este união,
Entao, tu serás minha eterna amante!

José Sepúlveda

Sinfonia do Mar

Sinfonia do Mar

Ao longe, o marulhar, a melopeia 
Das ondas desse meu imenso mar...
Chegou de madrugada, maré cheia, 
Em lindas melodias, seu cantar...

Eterna paz, caminho pela areia
Olhando mil gaivotas a voar
Num mágico bailado que se enleia
Aos sons da sinfonia , o marulhar...

Se de repente aquele mar se agita,
Eu perco-me de amor, minha alma aflita
Se lança pelas ondas sem temor...

Ó mar sem fundo, tão imenso e forte
Tu és meu mundo, sina, a minha sorte,
A Sinfonia Eterna do Amor!

Jose Sepulveda
(Poema para o Mar-à-Tona... em poesia
Dia 23 de Março ás 21:00 h
Diana-Bar - Póvoa de Varzim

Um Céu de Estrelas

Um Céu de Estrelas

Um Céu de estrelas... Olho o firmamento...
Meu pensamento voa para ti
E vivo intensamente esse momento
E nesse mar de esperança, te senti

Olho tão nobre e puro sentimento
Que brota do teu peito e me sorri
E nesse enleio imenso peço ao vento
Mil beijos de teus lábios de rubi

Estrela minha, brilha em meu olhar,
Eu hei-de me por ti apaixonar
Em cada curva desta imensa estrada…

E vamos dar um rumo á nossa vida
E nesse Céu de estrelas, tu, querida,
Serás a estrela em cada madrugada!

José Sepúlveda

Prece

Prece

Estou aqui, Senhor, indiferente,
Vivendo na mais pura apostasia,
Fujo de ti, de mim, de toda a gente
Envolto nesta triste nostalgia.

Desejo caminhar e de repente
Eu não consigo. Triste esta apatia
Que nos impele a percorrer na mente
Caminhos que nos mentem cada dia.

Meu Deus, vem-me ajudar, quero sentir
De novo essa alegria, esse prazer
Que nos faz renascer, nos dá fulgor.

Eu quero olhar para Ti, ver-Te sorrir,
E descobrir que em cada alvorecer
Renasce em mim a chama desse Amor

José Sepúlveda

Antologia dos Poetas Poveiros e Amigos da Póvoa


Melissa Fidalgo


Entrevista do Projecto Divulga/Escritor

Notícias » Cultura

30/05/2013 • 12h48 | atualizado em 31/05/2013 • 11h16

Os desafios que vem de Portugal,onde os poetas se rebelam Entrevista a Shirley M. Cavalcante


O poeta português José Sepúlveda quer restabelecer os elos da corrente escritor-editora-distribuidora-livraria-mercado para acabar com os atravessadores, que são verdadeiras quadrilhas de bandidos na área cultural

Poeta português José Sepulveda
José Sepoúlveda

Os desafios que vem de Portugal,onde os poetas se rebelam
Reinaldo Cabral
A jornalista paraibana Shirley M.Cavalcante  abriu espaço e o poeta português José Sepúlveda pôs o dedo na ferida do mercado editorial latino-americano:escritor é para escrever,editora é para publicar,distribuidor é para distribuir e livraria é para vender. 
A equação é simples mas em toda a América Latina a queixa é comum entre os escritores:atravessadores – para não chamar logo de quadrilhas de bandidos - tem provocado  verdadeiras rupturas nessa cadeia, desencadeando prejuizos incomensuráveis à produção literária, a propria literatura com a apropriação indébita de direitos autorais e a transformação de autores em mendigos e vendedores que estragam sua autoestima no esforço de vender seus proprios livros.
O poeta português José Sepúlveda se propõe a mudar esse processo. Já publicou pelo menos seis coletâneas de poesias em seu blog no facebook e a mobilização  que está encabeçando pretende espalhar por toda a América Latina. Já desenvolve uma campanha de conscientização através do grupo Solar de Poetas com os pés no chão. Contudo considera essa uma luta quase desigual frente a picaretagem organizada contra a nova poesia e literatura continentais,mas, como sonhador, vê alguma chance de vitoria com  a reação em cadeia quando essa proposição for difundida. E cita como um bom exemplo, essa projeto da jornalista e poeta Shirley M. Cavalcante, via facebook, o Divulga Escritor há menos de seis meses no ar. Sua entrevista: 
José Sepúlveda Nascido em Delães, Vila Nova de Famalicão.
Hoje mora em  Póvoa de Varzim – Portugal, ex-funcionário Público, amante da literatura, administrador do grupo Solar de Poetas, no facebook, apoia vários projetos literários, organiza e participa com regularidade em Saraus e Tertúlias.
 Algumas de suas coletâneas:Arca de Quimera, Cantar de Amigo,Exaltação,Intimidades, Auto de Cera Fina, O Canto do Albatroz.

SMC -Grande mestre José Sepúlveda, para nós é uma honra tê-lo conosco no Projeto Divulga Escritor. José conte-nos como começou sua paixão pela escrita?
José Sepúlveda (Sepúlveda)– Quem me dera ser poeta, Shirley. Comecei a ter contacto com a poesia ainda de tenra idade, quando o meu pai, na sua oficina na de alfaiataria, nos confins da aldeia onde nasci, improvisava com os amigos algumas quadras populares, em forma de cantiga popular.
Quando entrei para o ensino primário, deparei-me com os primeiros poemas do Cancioneiro recolhido por Almeida Garrett: A Nau Catrineta, A Bela Infanta… Lembro bem a avidez com que lia a Moleirinha ou a Balada da Neve de Augusto Gil; O lavrador da Arada, do cancioneiro tradicional português.
Depois, com o decorrer dos anos, já no segundo ciclo de ensino, fui a incursão na poesia trovadoresca, com Garcia de Resende e oos mestres de então e a penetração nos malabarismos poéticos que nos ofereciam., entre eles os acrósticos, ainda hoje tão do agrado de muitos poetas.
A partir daí, o gosto pela poesia foi sempre crescendo, começando com as minhas produções tão insípidas pelos doze anos.
Cerca dos dezesseis anos – nessa altura já escrevia poesia de forma mais regular – colaborei num ou noutro jornal ou revista, tendo tido uma coluna num dos semanários poveiros de então.
É por essa altura que surge a primeira coletânea: Musa Perdida.
O período até cerca dos 23 anos foi de grande produção poética. Jazem na Arca de Quimeras (uma arca guarda da religiosamente no sótão) muitas dezenas de manuscritos ainda por tratar .
Foi nesse período que aperfeiçoei a técnica pelos versos de sete sílabas e outras técnicas estruturadas de escrever poesia, sobretudo o soneto.

SMC -Você hoje é uma referência em projetos literários em Portugal, principalmente para os Poveiros, é responsável pela publicação de coletâneas, conte-nos um pouco como foi seu primeiro projeto Literário?
Sepúlveda– Para falar no primeiro projeto literário, teria que recuar aos meus dezoito anos, altura em que com alguns amigos organizamos um pequeno grupo de tertúlia – Convíviu, que se reunia regularmente nas antigas instalações do Posto de Turismo, na Póvoa. Aí divagávamos sobre poeta e escritores e desenvolvíamos alguns temas de interesse cultural.
Foi por essa altura em que tive contacto com José Régio que com os amigos João Marques e Luís Amaro se reunião aos sábados de tarde no Diana-Bar, hoje, Biblioteca da Praia, em pequenas tertúlias deliciosas, frente ao mar.
É nesse espaço místico que hoje o grupo Poetas Poveiros e Amigos da Póvoa organiza os seus mais marcantes eventos.
A partir daí, o gosto pela formação de grupos de interesse pela poesia nunca mais desapareceu. Mas reactivou duma forma incontornável em 2011, com a formação do grupo Poetas Poveiros e Amigos da Póvoa, que se dedica à promoção de saraus e tertúlias, divulgação de autores escondidos por aí e apoio â publicação dos seus trabalhos, através de parcerias com uma ou outra editora. Esse trabalho é um desafio constante e cria em nós um sentimento de realização pessoal imenso. Apesar do pouco tempo de existência, são já diversas as obras publicadas e as que estão em vias de o ser.

 SMC - Musa Perdida, Kay, Anjo Branco, Pastorinha, Arca de Quimeras , O Canto do Albatroz, … são alguns de seus trabalhos, em que você se inspira para desenvolver seus trabalhos?
Sepúlveda– Alguns dos temas de inspiração de quem escreve são recorrentes e variados. Mas a amizade, o amor, o mar são temas usados por quase todos os poetas . Eu não fui diferente . Mas o amor teve e tem sempre um lugar cativo, bem presente, naquilo que escrevi e escrevo. Com excepção de O Canto do Albatroz, mais generalista , todas as colectâneas mencionadas tem como pano de fundo o amor e as suas musas.

SMC - Quais são as suas referências literárias? Que autores influenciaram em sua formação como escritor?
Sepúlveda– Na minha juventude tive poetas e escritores que marcaram de forma quase irreparável a minha forma de escrever: Luís de Camões, Antero de Quental, Flor bela Espanca, António Nobre, sonetistas de excelência; mas Fernando Pessoa, essencialmente através do heterónimo Álvaro de Campos, José Régio, Guerra Junqueiro, Miguel Torga, António Gedeão e tantos outros, marcaram-me duma forma muito acentuada, quase irreversível.
Depois, uma incursão curiosa pelos grandes clássicos: Homero, Virgílio, Shakespeare e noutra área, Tolstoi, Gorky.
Há três livros que me deliciaram e marcaram: O Músico Cego de Vladimir Korolenko; A Aparição, de Virgílio Ferreira; Olhai os Lírios do Campo, de Erico Veríssimo.
Depois, poemas marcantes: O Mostrengo, de Pessoa; o Cântico Negro, de Régio: O Operário em Construção, de Vinícius. Quantos mais!…

SMC -Você criou o Grupo Solar de Poetas, como foi que surgiu a ideia de criar um grupo Literário? Quais os projetos que temos hoje no Solar?
Sepúlveda– A ideia de formar um grupo literário, em que a poesia fosse rainha surgiu logo que tive acesso ao facebook e comecei a mergulhar em alguns dos grupos que então começavam a proliferar no ciberespaço. Daí que a formação do Solar de Poetas surgiu quase de forma natural.
Antes dele, já o Albatroz cantava na sua página – O Canto do Albatroz, através do Blogue que criara e no qual estão publicadas algumas das minhas coletâneas.

SMC - Quais os principais desafios que encontras como gestor do Grupo Solar de Poetas?
Sepúlveda– Os desafios são sempre grandes. Há uma espécie de sede insaciável que nos empurra e nos leva a cada dia querer mais, novos projetos, novas iniciativas.
Daí, as parcerias que vamos estabelecendo com Rádios, com outros espaços cujo objetivo se identifique com o nosso – divulgar cultura.
Nem sempre é fácil a gestão dum grupo assim, dado a necessidade de presença contínua e do aparecimento de aliciantes que tornem o espaço vivo e atraente. Para isso, o contributo assíduo e dedicado de ilustres administradoras que com carinho dedicam tempo precioso no acompanhamento e comentário dos trabalhos que vão surgindo, num espírito de dedicação que não pode deixar de ser exaltado. A todas elas, as que aqui já deram o seu contributo e as que ainda mantém essa coragem e perseverança de estar presentes, a minha gratidão.
Daí, a necessidade sistemática de recurso a desafios e eventos, e iniciativas como esta – Divulga Escritor, que veio valorizar de forma significativa o nosso espaço.

   SMC - Você esta publicando um livro no segundo semestre de 2013, o livro já tem um Titulo? fale-nos um pouco sobre seu livro, como esta sendo os processos para publicação?
Sepúlveda– O livro chamar-se-á Um Céu de Anil e a curiosidade surge pelo facto da maioria dos seus poemas terem sido escritos no bloco de apontamentos do telemóvel, ao longo dos últimos meses.
 Nele será incluída também uma súmula de poemas inseridos numa ou noutra colectânea.

   SMC -Quais as melhorias que você citaria para o mercado literário em Portugal?
Sepúlveda– Um dos objetivos dos grupos que dirijo – Solar de Poetas e Poetas Poveiros e Amigos da Póvoa, é sem dúvida apoiar e divulgar as obras escritas por autores mais ou menos iniciados e que tem guardado os seus poemas nas gavetas à espera de oportunidade de divulgação.
Acho que o mercado começa a perceber que um autor não terá que escrever, pagar pela impressão das suas obras e ainda por cima ter que ser ele a divulga-las, quase a mendigar a sua compra dos seus livros. Há que alterar todo esse status e cada um dos componentes assumir as suas responsabilidades. Ao autor cabe-lhe e escrever, ao editor editar, o distribuidor distribuir e ao leitor ler. Enquanto não for assim, tudo estará distorcido, Há que mudar mentalidades. Mudar é sempre uma forma de crescer

SMC - Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista, agradecemos sua participação, muito bom conhecer melhor o Escritor José Sepúlveda, que mensagem você deixa para nossos leitores?
Sepúlveda– É para mim um grande privilégio poder participar neste projecto, que providencial e generosamente surge no ciberespaço e que será., com certeza uma referência que muitos terão como desafio a seguir.
Uma mensagem de confiança para os autores. Os tempos irão mudar. Surgirá o dia em que cada auto poderá divulgar as suas criações sem necessidade de mendigar para que as criações atinjam o seu alvo – o leitor. Quando assim acontecer, poderemos gritar : A Poesia vive, viva a Poesia.
Obrigado, Shirley , pelo teu empenho na divulgação da poesia e dos seus criadores de sonhos.

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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Vem






Vem,
dá-me um longo abraço, meu amor...
vem abraçar as garças, as gaivotas,
voando, esvoaçando em derredor
com mil trinados loucos, delirantes,
e em seus bailados ébrios, incessantes
banhar-nos de carinho, de fulgor...

Vem...
dá-me um longo abraço, meu amor,
vem ver no mal o sol que declina
em mananciais de estrias e se anima
beijando as águas frias do seu mar
naquele abraço cheio de magia!

Vem...
dá-me um longo abraço, meu amor,
vem dar-me o teu abraço à luz da lua
que faz brilhar meu rosto, teu olhar,
vai-te despindo até que fiques nua
e sinta o corpo teu a me abraçar...
Depois, entrelaçados, sobre a areia,
sem medos, sem temer a maré cheia,
amemo-nos e diz p'ra mim: sou tua

E nesse sonho lindo, por te amar,
te peço, meu amor,
vem-me abraçar!!!



José Sepúlveda




Sereia Azul







Sereia Azul, dulçor dos meus encantos,
Sulco os recantos deste imenso mar,
Desfaço-me em poemas, doces cantos,
Na esperança de algum dia te encontrar

E nesse caminhar, livre de prantos,
Mergulho nas carícias desse olhar
E perco-me nas ondas, rastos santos,
Dos teus cabelos lindos a brilhar

Deixa voar o sonho, a fantasia,
Permite-me viver essa utopia
Que em ti, Sereia, pude reencontrar

Que desde que caíste no meu peito
No afago dos teus seios me deleito
E aguardo, na esperança de te amar



José Sepúlveda



segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Solidão





Que sonhos de ventura, que tristeza,
Que denso nevoeiro vagabundo
Que a fome de ternura torna imundo
E a dor que me consome assim despreza.

A turba soa além, no fim do mundo,
Gemendo melodias com frieza,
A gente já não sente e é com certeza
Alheia à pobre dor dum moribundo.

Cantai, águas do rio, águas do Tejo,
Cantai num só clamor que se praguejo
Não é por vos querer mal, é por não querer

A dor que vive em mim da qual não vejo
Chegar o fim, cantai que o realejo
Que ouvis sem harmonia é meu sofrer!





José Sepulveda

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

No teu Jardim






Um dia, passeando em teu jardim,
Eu mergulhei, amor, num sonho lindo…
Olhei-te quando olhavas para mim
E, ao ver o teu olhar, olhei, sorrindo…

E, nesse enleio que não via o fim,
Meu coração ficou feliz, sentindo
Que o nosso amor crescia. Agora, sim,
Podíamos viver um sonho infindo…

Que bom sentir-te dentro do meu peito
Neste caminho puro, são, perfeito,
E ver-te junto a mim, sempre, presente…

E peço a Deus, em canto de louvor,
Que venha abençoar o nosso amor
E possa ter-te sempre, eternamente!



José Sepúlveda


terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Natal

Google Images


Vejam bem o desatino
Destes ilustres mortais
Deixar nascer o Menino
Num casebre de animais

Que frio, como está frio
Na choupana do Menino
Que se aquece co’o bafio
Da vaquinha e do burrinho

Vamos numa correria
Levar-lhe com emoção
O calor e a alegria
Que nos vai no coração

Neste dia de harmonia
E de paz universal
Façamos de cada dia
Mais um dia de Natal


José Sepúlveda


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Tempo





Momento a momento,
Sem ter p’ra onde ir,
Perdi-me no tempo…
E o tempo a fugir!

Voou como o vento
Num tempo impreciso,
Nas vagas do tempo
Perdi meu sorriso

E um triste lamento
No céu ecoou,
Perdi-me no tempo
Meu tempo esgotou



José Sepúlveda



sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Sessenta Rosas





Parabéns, Amy Dine



Sessenta rosas, doces primaveras
Vividas desde o tempo de menina
São rosas simples, sonhos e quimeras
Que vão passando. Vida peregrina!

Sessenta beijos numa eterna espera
De ser feliz. A vida nos ensina
Que o mundo gira, gira nesta esfera
De sonhos, de ventura em cada esquina

Sessenta abraços, gritos de meu peito,
Que busca em teu olhar puro, perfeito,
O amor e o carinho que há em ti

São rosas que me trazem a alegria
Por ter-te como minha companhia
Sentindo, amor, que a vida nos sorri!



José Sepúlveda


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Bruçó




Aquela aldeia oculta entre as montanhas
Que fica para além do Mogadouro
Preserva coisas lindas e façanhas
Que são p’ra nós autêntico tesouro.


Tentando penetrar suas entranhas
Buscando histórias, coroas de louro,
Nós encontramos coisas tão estranhas
Que na diferença são pepitas de ouro.


Bruçó, aldeia antiga, nobre gente,
Na sua intimidade diferente
E genuína em forma e em saber.


Com coisas simples conta sua história
De gente sà, perene em sua glória,
Tão cheia de alegria de viver!


José Sepúlveda

Poesia Bruçó



sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Junto ao Mar






Olhava aquele espelho à minha frente;
E ali sentado, inerte, eu via a água
Batendo, rebatendo numa frágua
E as gotas se espargindo, suavemente…

E enquanto caminhava ali, silente,
Eu partilhava aquele gozo ou mágoa…
E toda essa magia, agora trago-a
Gravada no meu peito, ternamente…

Depois, sentei-me ouvindo a melopeia
Das ondas e as gaivotas pela areia
Naquela sinfonia de encantar…

E, ali fiquei por tempos infinitos
Perdido entre a magia desses gritos,
Ouvindo os sons aflitos do meu mar…



José Sepúlveda



quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Gosto


Quando respiro os teus poemas
Sinto neles a da tua sensualidade,
A sensibilidade dos teus gestos,
A ternura dessas mãos de veludo
Que me afagam ternamente
Os sentimentos de alma
E do espaço
Que num abraço
Me dão tudo…

Gosto do carinho dos teus versos,
Da poesia que emana do teu coração,
Da candura sedutora desse olhar,
Penetrante,
Profundo,
Quando se infiltra assaz
Nestes meus olhos
Fugindo do mundo...

Gosto do plácido perfume do teu corpo,
Da macieza angélica dos teus cabelos,
Imagem rara de beleza e alegria,
Quando os afago com ternura,
E o meu corpo se extasia
De loucura…

Gosto do rubro dos teus lábios doces,
Quando os afago suavemente,
Mesmo se tento ousar beijá-los
Num repente...

Gosto da ternura dos teus gestos,
Do aconchego do teu peito
E me deleito
A olhar-te
Em estertor…

Gosto desse rosto de menina,
Princesa do Lima,
Meu amor…

Gosto porque gosto,
Gosto porque te amo
Gosto, Amor!...


José Sepúlveda



terça-feira, 4 de outubro de 2011

Fénix



Perdi-me nos teus olhos…  E o destino
Teus olhos me levou p’ra o fim do mundo
E vagueei na terra, peregrino,
Como se fora um pobre vagabundo

E todos os meus sonhos de menino
Se dissiparam nesse vale profundo.
Fiquei á vaguear só e sem tino
Buscando a luz num túnel sem ter fundo

E, quando em desespero, sem esp’rança,
Quis pôr um fim a esta má lembrança,
Lançando ao esquecimento toda a dor,

Das cinzas ressurgia nova vida,
Contigo… Tu voltaste, linda amiga,
Trazendo nova força ao nosso amor!



José Sepúlveda



Os teus poemas






Ao ler os teus poemas, num instante
Eu sinto o coração a saltitar…
Descubro neles uma vida erante
Partindo à descoberta de outro mar

E nesse trilho agreste, cativante,
Tão cheio de volúpia, de prazer,
Não ouso descobrir a eterna amante
Mas antes o fascínio de escrever

E quando a tua mente me desperta
Com pena sensual, mais liberta,
O coração exusta de alegria

Por isso, aqui, à laia de homenagem,
Te peço: mantém sempre essa coragem
E deixa-te esvair em poesia!



José Sepúlveda



segunda-feira, 3 de outubro de 2011

São Rosas


Olhava para mim apaixonada
E passeava à volta, em meu jardim,
Tentava desvendar o o que encontrava
Nas coisas que guardava para mim

E enquanto em meus segredos mergulhava
Tentando descobrir coisas assim,
Num tom apreensivo, perguntava:
- Que levas no regaço, querubim?

E nesse turbilhão de pensamentos,
Tentando controlar os sentimentos
Que possam dar tormentos, trazer dor,

Tentando aliviar a sofridão,
Abri de par em par o coração,
Mostrando-lhe: - São rosas, meu amor!






José Sepúlveda