AMY
Olhei p'ra ti... e vi-te de repente
Olhando para mim com alegria...
meu coração saltava de contente
ao ver o teu sorriso, Ana Maria!!!
Ai, como é belo o teu sorriso lindo,
Ai, como é meigo e doce o teu olhar!!!
Deixa viver, amor, o sonho infindo
Que estou seguindo em febre de te amar
E se este sonho se extinguisse um dia?
Não sei, amor, não sei o que faria
Se um dia tu partisses para sempre...
Por isso, peço a Deus em oração
Que viva sempre em mim teu coração
E possa amar-te assim eternamente!
José Sepúlveda
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Vento
Vento,
Se vires aí
A minha menina
Diz-lhe que a vida triste
Que espezinha o pensamento
Não existe,
São coisas de momento,
E ilusão…
E, como o sentimento,
É uma bola de sabão
Que em dado momento
Se solta a ti, vento,
E estoira na mão…
Blaaaammm!... ,
Diz-lhe que não sofra,
Não!
Diz-lhe que o tempo
Transforma o momento
Em ocasião…
E conta-lhe,
Ó vento,
Que o seu olhar tão lindo
Vai sair sorrindo
Com paixão…
Dê tempo
Ao tempo,
Ó vento,
E que essa tortura
Que traz amargura
Se transforme
Em sentimento
De ternura
Enooorrrrme
E encha de candura
O seu coração...
Não pares no tempo,
O tempo não dorme,
Ó vento,
Não sejas mauzão…
José Sepúlveda
Se vires aí
A minha menina
Diz-lhe que a vida triste
Que espezinha o pensamento
Não existe,
São coisas de momento,
E ilusão…
E, como o sentimento,
É uma bola de sabão
Que em dado momento
Se solta a ti, vento,
E estoira na mão…
Blaaaammm!... ,
Diz-lhe que não sofra,
Não!
Diz-lhe que o tempo
Transforma o momento
Em ocasião…
E conta-lhe,
Ó vento,
Que o seu olhar tão lindo
Vai sair sorrindo
Com paixão…
Dê tempo
Ao tempo,
Ó vento,
E que essa tortura
Que traz amargura
Se transforme
Em sentimento
De ternura
Enooorrrrme
E encha de candura
O seu coração...
Não pares no tempo,
O tempo não dorme,
Ó vento,
Não sejas mauzão…
José Sepúlveda
Louco
LOUCO
Tanto preciso ser louco
Para me esquecer do mal
Que ao meu redor se propaga
Que se deixasse um só pouco
Essa loucura anormal
Que nunca de mim se apaga
Num louco me tornaria,
Loucura sem alegria
E sem ter qualquer valor
Pois minha realidade
É ser louco de verdade
Mas ser louco por amor
José Sepúlveda
Tanto preciso ser louco
Para me esquecer do mal
Que ao meu redor se propaga
Que se deixasse um só pouco
Essa loucura anormal
Que nunca de mim se apaga
Num louco me tornaria,
Loucura sem alegria
E sem ter qualquer valor
Pois minha realidade
É ser louco de verdade
Mas ser louco por amor
José Sepúlveda
Sedução
SEDUÇÃO
Chamaste-me amiguinho. Atarantado,
Olhando sem saber o que fazer,
Aqui fiquei perdido, baralhado,
Pensando no que havia de dizer.
Trocamos um olhar mal disfarçado
Com cândido brilhar. Não ousei ler,
No teu sorriso lindo, amordaçado,
Palavras que nem qu’ria compreender!
Menina frágil, doce, tão sensível,
Aqui, desta mansão do impossível,
Te envio o meu abraço, o meu carinho.
Avança, não desistas, segue em frente,
Que mesmo neste mundo inconsistente
Um dia hás-de encontrar o teu caminho!
José Sepúlveda
Chamaste-me amiguinho. Atarantado,
Olhando sem saber o que fazer,
Aqui fiquei perdido, baralhado,
Pensando no que havia de dizer.
Trocamos um olhar mal disfarçado
Com cândido brilhar. Não ousei ler,
No teu sorriso lindo, amordaçado,
Palavras que nem qu’ria compreender!
Menina frágil, doce, tão sensível,
Aqui, desta mansão do impossível,
Te envio o meu abraço, o meu carinho.
Avança, não desistas, segue em frente,
Que mesmo neste mundo inconsistente
Um dia hás-de encontrar o teu caminho!
José Sepúlveda
Por do sol
Pôr-do-Sol
O mar está sereno. Pela areia,
Gaivotas mil brincando ao desafio…
É fim da tarde e já a maré cheia
Se diluiu por entre o penedio…
O sol ameno já não se incendeia
Naquele mar infindo… e já sorrio
Ao contemplar aquela bola cheia
Que vai beijando o mar num desvario…
E, quando chega a hora, o sol se esconde
Lá longe, no infinito e até onde
Meus olhos não se cansam de alcançar…
Momentos lindos, de magia, encanto,
Ver esse sol cobrir-se com seu manto
De espuma, envolto nesse imenso mar…
José Sepúlveda
O mar está sereno. Pela areia,
Gaivotas mil brincando ao desafio…
É fim da tarde e já a maré cheia
Se diluiu por entre o penedio…
O sol ameno já não se incendeia
Naquele mar infindo… e já sorrio
Ao contemplar aquela bola cheia
Que vai beijando o mar num desvario…
E, quando chega a hora, o sol se esconde
Lá longe, no infinito e até onde
Meus olhos não se cansam de alcançar…
Momentos lindos, de magia, encanto,
Ver esse sol cobrir-se com seu manto
De espuma, envolto nesse imenso mar…
José Sepúlveda
Carta de Amor
Carta de Amor
Encanto de minha alma, em cada instante
Tu nasces e renasces no meu peito,
Tu és a minha amada, eterna amante
E, envolto nos teus braços, me deleito
Ai, doce companheira, doravante,
Proclamarei o amor e o respeito
Que sinto por te amar e nesse canto
Serás no meu jardim o amor-perfeito
Vem, dá-me o teu abraço, o teu carinho,,
Ensina-me a trilhar esse caminho
Que um dia prometemos caminhar,
Quando surgirem pedras de tropeço,
Galgá-las-emos sempre, a qualquer preço,
Sorrindo, de mãos dadas, a cantar!
José Sepúlveda
Encanto de minha alma, em cada instante
Tu nasces e renasces no meu peito,
Tu és a minha amada, eterna amante
E, envolto nos teus braços, me deleito
Ai, doce companheira, doravante,
Proclamarei o amor e o respeito
Que sinto por te amar e nesse canto
Serás no meu jardim o amor-perfeito
Vem, dá-me o teu abraço, o teu carinho,,
Ensina-me a trilhar esse caminho
Que um dia prometemos caminhar,
Quando surgirem pedras de tropeço,
Galgá-las-emos sempre, a qualquer preço,
Sorrindo, de mãos dadas, a cantar!
José Sepúlveda
Nectar
Néctar
O néctar duma paixão
é qual taça que se eleva
e faz jus ao coração…
…no principio, nos alegra,
mas a seguir embebeda
e quando fermenta azeda…
Não é mais que uma ilusão
Que logo se desintegra.
Blaaammmm!!!!
José Sepúlveda
O néctar duma paixão
é qual taça que se eleva
e faz jus ao coração…
…no principio, nos alegra,
mas a seguir embebeda
e quando fermenta azeda…
Não é mais que uma ilusão
Que logo se desintegra.
Blaaammmm!!!!
José Sepúlveda
Rosas
ROSAS
Aqui te envio rosas, minha amada…
São rosas que eu espalho à tua frente
Para que possa ter-te bem presente,
Bem perto de minha alma apaixonada…
E quando, pela alta madrugada,
Tu fazes parte do meu corpo e mente
Me sinto como vão delinquente
Vagueando tão sozinho nessa estrada
São rosas de toucar que eu algum dia,
Seguindo para alem da fantasia,
Hei-de entregar-te em suave amanhecer…
E quando as minhas rosas te entregar
Descobrirei, por fim, como encontrar,
De novo essa alegria de viver
José Sepúlveda
Aqui te envio rosas, minha amada…
São rosas que eu espalho à tua frente
Para que possa ter-te bem presente,
Bem perto de minha alma apaixonada…
E quando, pela alta madrugada,
Tu fazes parte do meu corpo e mente
Me sinto como vão delinquente
Vagueando tão sozinho nessa estrada
São rosas de toucar que eu algum dia,
Seguindo para alem da fantasia,
Hei-de entregar-te em suave amanhecer…
E quando as minhas rosas te entregar
Descobrirei, por fim, como encontrar,
De novo essa alegria de viver
José Sepúlveda
Pétalas Vermelhas
PÉTALAS VERMELHAS
As rosas, lindas rosas, meu amor
São pétalas vermelhas que espalhei
Na tua cama, em tudo ao teu redor
Co’as rosas mais formosas que encontrei
Inala pois o seu intenso olor,
Descobre nelas tudo o que eu não sei
Dizer-te por palavras, o fervor
Com que te amo e sempre te amarei
E um dia, ao recordares este dia
Envolta nessas rosas, que a alegria
Eu possa ver brilhar no teu olhar
Que eu sei que as rubras pétalas dirão
Como é feliz e grato o coração
Que envolto nessas rosas te vou dar
José Sepúlveda
As rosas, lindas rosas, meu amor
São pétalas vermelhas que espalhei
Na tua cama, em tudo ao teu redor
Co’as rosas mais formosas que encontrei
Inala pois o seu intenso olor,
Descobre nelas tudo o que eu não sei
Dizer-te por palavras, o fervor
Com que te amo e sempre te amarei
E um dia, ao recordares este dia
Envolta nessas rosas, que a alegria
Eu possa ver brilhar no teu olhar
Que eu sei que as rubras pétalas dirão
Como é feliz e grato o coração
Que envolto nessas rosas te vou dar
José Sepúlveda
Relógio
Relógio
Quem passa junto à praia, na esplanada
E eleva para o alto o seu olhar
Vai ver naquela torre iluminada
A hora que o relógio teima em dar.
Se o tempo para uns não vale nada,
É para outros coisa basilar
Que o tempo nesta nossa caminhada
Passa a correr p’ra nunca mais voltar.
Aprende esta lição: se o vires passar
Não pares, continua a caminhar
Mas vai descontraído, sem ter pressa.
Não vale a pena andar sempre a correr
Se na verdade o tempo é p’ra viver
E em cada instante a vida recomeça
José Sepúlveda
Quem passa junto à praia, na esplanada
E eleva para o alto o seu olhar
Vai ver naquela torre iluminada
A hora que o relógio teima em dar.
Se o tempo para uns não vale nada,
É para outros coisa basilar
Que o tempo nesta nossa caminhada
Passa a correr p’ra nunca mais voltar.
Aprende esta lição: se o vires passar
Não pares, continua a caminhar
Mas vai descontraído, sem ter pressa.
Não vale a pena andar sempre a correr
Se na verdade o tempo é p’ra viver
E em cada instante a vida recomeça
José Sepúlveda
Vates
VATES
(imitação de soneto)
Fui assistir a um desfile
De vates da nossa terra
E entre poemas mil
Falaram de paz, de guerra
Falaram do céu anil
De paixões e de quimera
Abordaram de perfil
Segredos que a vida encerra
Vi sonetos, redondilhas,
Quadras soltas, maravilhas,
Entre muita fantasia
Vi também verso corrido
Com sentido, sem sentido,
Tudo escrito em poesia
José Sepúlveda
(imitação de soneto)
Fui assistir a um desfile
De vates da nossa terra
E entre poemas mil
Falaram de paz, de guerra
Falaram do céu anil
De paixões e de quimera
Abordaram de perfil
Segredos que a vida encerra
Vi sonetos, redondilhas,
Quadras soltas, maravilhas,
Entre muita fantasia
Vi também verso corrido
Com sentido, sem sentido,
Tudo escrito em poesia
José Sepúlveda
Amiga
Amiga
Amiga, como é doce o teu olhar!
Se olho para ti num só momento,
Descubro coisas tais que se calhar
São alimento do teu pensamento!
Que bom ver-te sorrir, ver-te brincar,
Ver-te voar tão leve como o vento
Num sensual e suave levitar
Lançando para longe o sofrimento!
Ai como é bom sentir-te e de repente,
Quase embalado em sonhos e silente
Esvoaçar no etéreo céu de anil.
Pensar que nesse voo apaixonado
Ocultas no teu manto de brocado
Um sonho renovado, esperanças mil...
Jose Sepulveda
Amiga, como é doce o teu olhar!
Se olho para ti num só momento,
Descubro coisas tais que se calhar
São alimento do teu pensamento!
Que bom ver-te sorrir, ver-te brincar,
Ver-te voar tão leve como o vento
Num sensual e suave levitar
Lançando para longe o sofrimento!
Ai como é bom sentir-te e de repente,
Quase embalado em sonhos e silente
Esvoaçar no etéreo céu de anil.
Pensar que nesse voo apaixonado
Ocultas no teu manto de brocado
Um sonho renovado, esperanças mil...
Jose Sepulveda
Partilha
Partilha
A vida passa em grande reboliço.
Crescemos, partilhamos mil conselhos
E, de repente, sem darmos por isso,
Nós despertamos. Pronto, estamos velhos!
Agora, o que fazer, que compromisso
Vamos tomar no mundo à nossa volta?
Ficar a navegar até que o enguiço
Nos venha perturbar, criar revolta?
Há tanta gente em pura solidão!
Queremos nós melhor ocasião
P’ra partilhar a paz e a alegria?
Vamos em frente, estende a tua mão,
Pois quando abrimos nosso coração
A vida em nós renasce em cada dia!
José Sepúlveda
A vida passa em grande reboliço.
Crescemos, partilhamos mil conselhos
E, de repente, sem darmos por isso,
Nós despertamos. Pronto, estamos velhos!
Agora, o que fazer, que compromisso
Vamos tomar no mundo à nossa volta?
Ficar a navegar até que o enguiço
Nos venha perturbar, criar revolta?
Há tanta gente em pura solidão!
Queremos nós melhor ocasião
P’ra partilhar a paz e a alegria?
Vamos em frente, estende a tua mão,
Pois quando abrimos nosso coração
A vida em nós renasce em cada dia!
José Sepúlveda
Poeta
Poeta
Pegou numa palavras ocas, vãs,
Tiradas do seu antro de venturas…
Juntou-lhes coisas boas, coisas más
E polvilhou com frases bem maduras
E o sentimento livre que se faz
De coisas simples, quem sabe, inseguras
Partiu à descoberta, sem afãs,
De vivo colorido, imagens puras…
E de repente viu-se confrontado
Com mil palavras, num amontoado…
Poliu-as, burilou-as, deu-lhes brilho…
Deixou gritar bem alto o pensamento
Em plena liberdade… e num momento
Soltou seu grito: - Ó Deus, nasceu-me filho!
José Sepúlveda
Pegou numa palavras ocas, vãs,
Tiradas do seu antro de venturas…
Juntou-lhes coisas boas, coisas más
E polvilhou com frases bem maduras
E o sentimento livre que se faz
De coisas simples, quem sabe, inseguras
Partiu à descoberta, sem afãs,
De vivo colorido, imagens puras…
E de repente viu-se confrontado
Com mil palavras, num amontoado…
Poliu-as, burilou-as, deu-lhes brilho…
Deixou gritar bem alto o pensamento
Em plena liberdade… e num momento
Soltou seu grito: - Ó Deus, nasceu-me filho!
José Sepúlveda
Luto
Basta
Ó fédia coelhada que surgiste
Aqui, no nosso lar, vã, insolente,
Sai deste leito lesta, velozmente,
Que nenhum português vai ficar triste
Se lá, na Merklândia, onde pariste
As mágoas que o nosso povo sente,
Nunca te esqueça nunca a nobre gente
A quem tão fracos tratos infligiste
Se vires que te é dado recordar
De um modo ou de outro a dor que nos deixaste
Neste trajeto, tempo de pesar,
Suplica a Deus, se n ‘Ele confiaste,
Que possa desta terra te afastar
Co’a gasparada infame que criaste!
Um português de luto em luta
Fúria
Fúria
Que violência, Mar, porque te agitas
Se busco paz e calma ao vir aqui?
Eu venho procurar-te e tu me gritas
Como se fora intruso, ao pé de ti!
Eu gosto de te ver quando me excitas
Com ar sereno como o que senti
Em tempos de bonança, sem desditas,
Nas horas mais bonitas que vivi
Agora, ao ver-te em fúria, atormentado,
Meu coração se sente amedrontado
E triste, não sabendo o que fazer.
Por isso, Mar, serena o teu furor,
Partilha o teu carinho, o teu amor
E dá-me a mão, ensina-me a viver!
José Sepúlveda
Que violência, Mar, porque te agitas
Se busco paz e calma ao vir aqui?
Eu venho procurar-te e tu me gritas
Como se fora intruso, ao pé de ti!
Eu gosto de te ver quando me excitas
Com ar sereno como o que senti
Em tempos de bonança, sem desditas,
Nas horas mais bonitas que vivi
Agora, ao ver-te em fúria, atormentado,
Meu coração se sente amedrontado
E triste, não sabendo o que fazer.
Por isso, Mar, serena o teu furor,
Partilha o teu carinho, o teu amor
E dá-me a mão, ensina-me a viver!
José Sepúlveda
Abraço
Amy
Deixa-me ficar
contigo,
amor,
Enlaçar-me
no teu corpo
e adormecer
sereno,
sorrindo,
sem tempo
nem espaço,
sentindo o teu calor,
o teu abraço
eterno,
infindo…
Deixa
que me esvaia
no teu corpo
lindo!
José Sepúlveda
Deixa-me ficar
contigo,
amor,
Enlaçar-me
no teu corpo
e adormecer
sereno,
sorrindo,
sem tempo
nem espaço,
sentindo o teu calor,
o teu abraço
eterno,
infindo…
Deixa
que me esvaia
no teu corpo
lindo!
José Sepúlveda
Sonho Lindo
Sonho Lindo
Esta noite sonhei contigo…
E no momento doce do teu beijo,
Penetrei numa fonte mágica
De desejo
E te senti…
E vimo-nos abraçados
Entre linhos e brocados,
Rodeados nessa hora
De pétalas vermelhas,
Centelhas de fogo
Plenas de cor
E de magia…
Tempo de bonança,
Tempos de alegria,
Réstias de esperança,
Gestos de amor…
E estendidos
Nesse leito de paixão
Eis-nos peito com peito,
Num só coração,
Nessa profusão de amor
Perfeito…
Sorvi teus beijos
E candura,
Desejos e ternura,
Ensejos e loucura,
Com pudor…
E, mergulhada
Nessas pétalas sem fim,
Olhaste para mim
Com terno amor…
Depois,
Num longo abraço,
No tempo e no espaço,
Sem cansaço,
Amei-te
Com deleite
Até ser dia…
E ali,
Entrelaçados,
Com gestos delicados,
Sorrimos um para o outro
Apaixonados
No nosso sonho lido…,
Eterno,
Infindo…
Os dois,
Sorrindo!...
José Sepúlveda
Vida
A vida é sofrimento, é alegria,
É lágrima, é sorriso, é ilusão,
A vida é guerra, é paz, é fantasia,
É sombra, é sol, é luz, escuridão
A vida é cruz, é virgo, é dor, é cria,
É carne, é tronco, é mar, imensidão,
A vida é frustração, paralisia,
É crença, é lar, é amor, é uma canção
A vida é loa, é mito, é noite, é dia,
É fé, é sede, é fonte, é fome, é pão,
É lentidão, coragem, agonia.
A vida é roda imensa que nos guia,
É sonho, é despertar, é uma paixão
Aonde o nosso corpo rodopia
José sepulveda
Poesia
Nesta singela folha te respiro,
Teu nome escrevo pela madrugada
E guardo no meu peito esse suspiro
Roubado de teu peito, minha amada
E sinto o coração pulsando imenso
Num longo e forte abraço... Só depois
Olhamos um pró outro, amor intenso,
Num tempo sem ter tempo, só dos dois
E as lágrimas caidas dos teus olhos
Naquela folha branca, sem abrolhos,
Sao para nós momentos de magia
Naquela folha branca sem valor,
Nasceu a mais singela e linda flor,
Um cântico de amor e poesia!
José Sepúlveda
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