segunda-feira, 7 de abril de 2014

Um carinho da minha amiga Sol

PARABÉNS, AMIGO ALÉM MAR!

J á disse a ti, meu amigo além mar,
O quanto és tão especial pra mim?
S ou a amiga que tanto o adora sim,
É s tudo de bom da vida, o sonhar!...

S e só o amor é feito de amizade,
E sperança de um dia até encontrar,
P aira no ar deste teu lindo Solar...
U m doce és tu, carinho, vem saudade!...

L eve és como uma tão suave brisa,
V ai e vem, logo, o vento já me avisa,
E sorris em mim: - Tão doce a cantar!

D a resposta com ternura, então falo:
A poesia está em ti e não me calo:
- É feita na harmonia e pra encantar!

Soneto Acróstico para meu amigo além mar, Jose Sepulveda, grande poeta e parceiro. Muitas felicidades e muito sucesso com teu novo livro!!

© SOL Figueiredo — com Jose Sepulveda.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Mar –á-Tona… em Poesia

Tema: Heróis do Mar

Local: Póvoa de Varzim, Diana-Bar - Biblioteca da Praia

MAR-Á-TONA  em poesia

Local: Diana-Bar, Biblioteca da Praia
Póvoa de Varzim

Data: 22 de Março de 2014
Hora: 21:00


Pelo terceiro ano consecutivo, o grupo Poetas Poveiros e Amigos da Póvoa vai comemorar o Dia Mundial da Poesia com a organização de um grande Sarau de Poesia e Música.
Desta vez, iremos invocar aqueles que de algum modo se têm distinguido, com atos heroicos ou outros, nas lides do mar.
No decorrer desta fase de produção poética, serão colocadas narrações de factos heroicos de poetas poveiros que servirão apenas de fonte de inspiração para que cada poeta possa falar dos seus heróis.
Além de diversas intervenções poéticas dos convidados, saídos dentre os elementos dos grupos do facebook Poetas Poveiros e Amigos da Póvoa e Solar de Poetas, teremos a intervenção de:
. Grupo de Fados da Universidade Sénior da Póvoa de Varzim
. Uma surpresa muito especial
… e muita, muita alegria e convívio entre poetas de todo o país
Como participar:
- Concorrentes
Os poemas deverão ser inéditos e subordinados ao tema proposto: Heróis do Mar.
A haver exceções a esta regra serão da exclusiva responsabilidade do grupo organizador.
Cada participante inscrito no evento poderá publicar um poema único, que deverá ser colocado neste evento, até ao dia 20 de Fevereiro.
Os poemas poderão ser também publicados no grupo Solar de Poetas (e Poetas Poveiros e Amigos da Póvoa, para os participantes neste grupo).
Esses poemas serão depois compilados e os que forem selecionados pelo grupo organizador farão parte duma
coletânea que será oferecida aos poetas que intervierem no decorrer do evento.
- Participantes no Sarau
Dos concorrentes acima indicados, sairão os convidados para participar no Sarau.
Alem destes, irão participar os elementos do grupo Poetas Poveiros e convidados que a organização entenda trazer ao evento.
Os poetas que pretendem estar presentes no Sarau para apresentar os seus poemas devem manifestar essa intenção quando da publicação do seu poema no evento.
Alguma dúvida ou questão deverá ser reportada por mensagem para o seguinte endereço de correio eletrónico: correiasepulveda@gmail.com
As respostas às dúvidas que surgirem serão esclarecidas neste espaço.
Muita inspiração, poetas... Viva a Poesia!


Poetas Poveiros e Amigos da Póvoa
 

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

O Teu sorriso



O Teu sorriso

Que paz imensa sinto a olhar para ti!...
O teu olhar transmite-me candura
E ao olhar-te foi que percebi
Quão doce é bela é tua alma pura

Deixa-me olhar o teu olhar sereno,
Sentir todo esse afeto que irradia…
Quero afagar teu rosto e num aceno
Vive-lo com paixão, com alegria!

Deixa-me olhar teus olhos de menina
Que paz perene e doce que me ensina
A amar a vida. Dá-mo, minha amiga!

Se me ofereceres o teu sorrir sereno,
Guardá-lo-ei pra mim, qual verbo pleno,
E ele será meu por toda a vida!

José Sepúlveda

Eusébio



Pantera Negra

Chutavas nessas bolas de farrapos
Que com carinho e garra construias
Caías, rastejavas como sapos
Mas nunca te queixavas… e sorrias

Com todo aquele bando de ganapos
Vivias desfrutando essas orgias
Descalço, só coberto com dois trapos,
Saltadas e gritavas… e vivias

Depois, quando deixaste o teu cantinho,
Vieste conhecer novo caminho -
E assim foste escrevendo a nossa história

Trouxeste a toda a gente orgulho e arte…
Não partes que um guerreiro quando parte
Deixa no rasto o grito da vitória!

José Sepúlveda

Meus Filhos

Meus Filhos

De tantas, tantas graças excelentes
E bênçãos sem ter fim já recebidas,
Deste-nos, Deus, três filhos diferentes
E tão iguais, razão das nossas vidas.

Olha o Luís, tão sóbrio, tão amável,
Seus olhos irradiam alegria.
Sorrindo sempre, com falar afável
Vai espalhando amor e simpatia!

Olha o Miguel, sincero, artista nato,
Amante do desporto e do retrato,
Pacato em seu viver, giesta em flor

Por fim, o Pedro, filho dedicado
Que insiste viver sempre ao nosso lado,
Fazendo deste lar um lar de amor

José Sepúlveda

Lágrima

Lágrima

Seguia de mão dada pela estrada
Lançando para o filho um meigo olhar
A sua mente assaz preocupada
Por não ter alimento pra lhe dar

Os tempos são de míngua, são de mágoa...
E nessa luta atroz de cada dia
Um pouco de alimento, um copo de água
E a fome e a tristeza se alivia

Parou num contentor, abriu confiante...
a sua expectativa num instante
Se esvaneceu... ali não tinha nada

E ocultando o seu sorriso lindo,
Seus olhos, rio de água se esvaindo,
Um pouco de pão duro lhe entregava…

José Sepúlveda

O Menino

O Menino

Belém Efrata está alvoroçada! 
O povo se aglomera em todo o lado
Cansado por aquela atroz jornada
Atravessando o monte e o valado

A jumentinha mansa, fatigada,
Cansada, quase que perdia o tino,
Trouxera nessa sua caminhada
A mãe e, no seu ventre, o seu menino

Mas ao chegar feliz, pra seu espanto,
Os dois não encontraram um recanto
Aonde pernoitar, pela cidade

E numa manjedoura, entre animais,
No aconchego santo de seus pais,
Nascia o Salvador da humanidade

José Sepúlveda

domingo, 5 de janeiro de 2014

Pecado Original

Pecado Original

Do pó da terra um dia te formei
E dei‐te a minha Lei pra seres feliz
A terra e animais eu te entreguei
E era muito bom tudo o que Eu fiz

Estavas só e uma mulher te dei
Formada da costela, da raiz.
Mas ela transgrediu a minha lei
Um dia, ao ser tentada ‐ não me quis.

Que dia triste, Adão, que dor intensa!
Tu rejeitaste o acesso á vida imensa
Que com tão grande amor eu te quis dar

Para te reaver mudei a história...
E quis mostrar‐te o gozo da vitória
Morrendo numa cruz pra te salvar

José Sepúlveda

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O Natal da Vaquinha

Com muita honra e prazer
Venho aqui anunciar
Que uma linda mulher
Veio em meu leito gerar

Chegaram de Nazaré
Após longo caminhar
E nem ela nem José
Tinham onde pernoitar

Esta minha manjedoura
Vai ser o repouso seu
Há melodias lá fora
São os anjos lá do céu

Vou dar‐lhes o meu cantinho
Humilde para dormir
Olha‐me bem o menino
Que não para de sorrir

Burrico, vem por favor
Nesta noite longa e fria
Dar um pouco de calor
Ao menino e a Maria

Estou contente e feliz
Nesta noite iluminada
Co'a senhora e o petiz
Estou bem acompanhada

Andam cânticos no ar
São os pastores á porfia
Parecem querer cantar
Para Jesus e Maria

Chorai, ó homens sem tino,
Bradai alto em tristes ais
Lançastes este menino
Neste curro de animais

Sinto o coração em brasa
E esse sentir é profundo
Pois nasceu na minha casa
O Salvador deste mundo

José Sepúlveda

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Quarenta anos depois...

Um ano e outro ano, minha amada…
Pudemos nesse dia relembrar
Os dias  de aventura apaixonada
Que um dia prometemos partilhar

Penoso e longo o nosso caminhar
Com rosas e espinhos na jornada
Coragem sem limite a derrubar
As pedras de tropeço dessa estrada

E agora, ao declinar o sol poente,
Olhamos para trás como quem sente
Tristezas, alegrias sem medida…

E neste humilde lar que Deus nos deu
Eu vejo em ti a estrela do meu céu,
Meu verso, meu poema, minha vida.
José Sepúlveda

Lágrima

Lágrima

Seguia de mão dada pela estrada
Lançando para o filho um meigo olhar
A sua mente assaz preocupada
Por não ter alimento pra lhe dar

Os tempos são de míngua, são de mágoa...
E nessa luta atroz de cada dia
Um pouco de alimento, um copo de água
E a fome e a tristeza se alivia

Parou num contentor, abriu confiante...
a sua expectativa num instante
Se esvaneceu... ali não tinha nada

E ocultando o seu sorriso lindo,
Seus olhos, rio de água se esvaindo,
Um pouco de pão duro lhe entregava…

José Sepúlveda

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Sereia



Sereia

Fui ver o mar… Lá longe, bem distante,
Eu vi uma sereia que, a cantar,
No seu bailado alegre e triunfante. 
Lançava sobre mim um doce olhar

Sereia azul, tão bela, cativante,
Com teu olhar sereno, de encantar,
Além, no horizonte, num instante
Meu coração quiseste conquistar

Deusa do amor, se um dia te encontrar
Nas águas mais revoltas desse mar,
Eu hei-de-te abraçar, meu dom superno

Que desde que pulsaste no meu peito,
No teu amor intenso me deleito
Na esperança dum abraço imenso, eterno!

José Sepúlveda

Poetas



Poetas

Quantos poemas fiz, quantas belezas
Mandei a meu amor quando era meu,
Quantas loucuras vãs, quantas vilezas
Ridículas contei, quantas, ó céu!

Chamaram-me poeta, quais nobrezas!
Que és tu, irmão poeta, mais que eu?
Poemas são palavras, são certezas
Que a mais singela frase enterneceu.

Poetas somos nós, é toda a gente
Que vive neste mundo e é somente
A forma de escrever que em nós varia

Se alguns dizem poemas a cantar,
Também os há que os dizem sem falar
E quem, silente e só, faz poesia!

José Sepúlveda

São Rosas