Navegando
Navego nesse mar imenso, infindo,
Ouvindo a doce brisa, o marulhar…
E nessa melopeia vou seguindo
P’ra onde a maresia me levar
No céu, as densas nuvens se esvaindo
Em lágrimas que tombam sobre o mar…
E as forças lentamente vão fugindo,
E sinto-me perdido, a navegar…
Algumas aves voam lá no céu
Sob esse oculto sol, agora breu,
Amedrontadas por me ver penar
E nesta nostalgia peço a Deus
Que venha perdoar pecados meus
Que a vida insiste em não me perdoar…
José Sepúlveda
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Poemas
Poetas
Quantos poemas fiz, quantas belezas
Mandei a meu amor quando era meu,
Quantas loucuras vãs, quantas vilezas
Ridículas contei, quantas, ó céu!
Chamaram-me poeta, quais nobrezas!
Que és tu, irmão poeta, mais que eu?
Poemas são palavras, são certezas
Que a mais singela frase enterneceu.
Poetas somos nós, é toda a gente
Que vive neste mundo e é somente
A forma de escrever que em nós varia
Se alguns dizem poemas a cantar,
Também os há que os dizem sem falar
E quem, silente e só, faz poesia!
José Sepúlveda
Quantos poemas fiz, quantas belezas
Mandei a meu amor quando era meu,
Quantas loucuras vãs, quantas vilezas
Ridículas contei, quantas, ó céu!
Chamaram-me poeta, quais nobrezas!
Que és tu, irmão poeta, mais que eu?
Poemas são palavras, são certezas
Que a mais singela frase enterneceu.
Poetas somos nós, é toda a gente
Que vive neste mundo e é somente
A forma de escrever que em nós varia
Se alguns dizem poemas a cantar,
Também os há que os dizem sem falar
E quem, silente e só, faz poesia!
José Sepúlveda
Cego do Maio
Cego do Maio
Nasceu num berço humilde e carinhoso
Esse poveiro cheio de valor.
O mar foi para si seu grande gozo,
Alfobre de ternura e grande dor.
E em cada dia um gesto corajoso
Se sucedia. E ia sem temor
Roubar ao mar imenso e revoltoso
A vida de um e outro pescador.
Tão cheio dessa vida abnegada
Foi receber um dia a Torre e Espada
Das mãos do Rei. E com simplicidade
Pegou numa saqueta com beijinhos
E disse, rodeado de carinhos:
- São para os seus cachopos, Majestade!
José Sepúlveda
Nasceu num berço humilde e carinhoso
Esse poveiro cheio de valor.
O mar foi para si seu grande gozo,
Alfobre de ternura e grande dor.
E em cada dia um gesto corajoso
Se sucedia. E ia sem temor
Roubar ao mar imenso e revoltoso
A vida de um e outro pescador.
Tão cheio dessa vida abnegada
Foi receber um dia a Torre e Espada
Das mãos do Rei. E com simplicidade
Pegou numa saqueta com beijinhos
E disse, rodeado de carinhos:
- São para os seus cachopos, Majestade!
José Sepúlveda
Nostalgia
Quisera
Há duas coisas que, paciente, espero
Da minha deusa em forma de mulher.
Primeira: estar bem certo que eu a quero;
Segunda: estar bem certo que me quer.
Depois, ver-me embalar num peito aberto
Nada encoberto e, sem me aperceber,
Ver-me abraçado em frenesim liberto,
Corpo com corpo, ardendo sem arder.
E ver sonho ancestral concretizar-se:
Dois seres num só ser, prontos a dar-se
E um fruto desse puro amor nascer.
Ver de seu ventre, em choros aflitos,
Surgir loiro rebento, em altos gritos,
Nessa aventura louca de viver!
José Sepúlveda
Há duas coisas que, paciente, espero
Da minha deusa em forma de mulher.
Primeira: estar bem certo que eu a quero;
Segunda: estar bem certo que me quer.
Depois, ver-me embalar num peito aberto
Nada encoberto e, sem me aperceber,
Ver-me abraçado em frenesim liberto,
Corpo com corpo, ardendo sem arder.
E ver sonho ancestral concretizar-se:
Dois seres num só ser, prontos a dar-se
E um fruto desse puro amor nascer.
Ver de seu ventre, em choros aflitos,
Surgir loiro rebento, em altos gritos,
Nessa aventura louca de viver!
José Sepúlveda
Quisera
Quisera
Há duas coisas que, paciente, espero
Da minha deusa em forma de mulher.
Primeira: estar bem certo que eu a quero;
Segunda: estar bem certo que me quer.
Depois, ver-me embalar num peito aberto
Nada encoberto e, sem me aperceber,
Ver-me abraçado em frenesim liberto,
Corpo com corpo, ardendo sem arder.
E ver sonho ancestral concretizar-se:
Dois seres num só ser, prontos a dar-se
E um fruto desse puro amor nascer.
Ver de seu ventre, em choros aflitos,
Surgir loiro rebento, em altos gritos,
Nessa aventura louca de viver!
José Sepúlveda
Há duas coisas que, paciente, espero
Da minha deusa em forma de mulher.
Primeira: estar bem certo que eu a quero;
Segunda: estar bem certo que me quer.
Depois, ver-me embalar num peito aberto
Nada encoberto e, sem me aperceber,
Ver-me abraçado em frenesim liberto,
Corpo com corpo, ardendo sem arder.
E ver sonho ancestral concretizar-se:
Dois seres num só ser, prontos a dar-se
E um fruto desse puro amor nascer.
Ver de seu ventre, em choros aflitos,
Surgir loiro rebento, em altos gritos,
Nessa aventura louca de viver!
José Sepúlveda
Pedala
Pedala, Miguel
Dedicado ao meu filho Miguel
quando da doença grave por que passou.
(Poema reescrito a partir de uma mensagem
encontrada na Internet)
No princípio,
eu olhava para Jesus com outro olhar.
Via um Jesus vigilante,
Juiz que não esquecia
as coisas erradas que eu fazia
Sempre, a cada instante.
Ele estava ali, com Seu poder,
Senhor e Fonte do saber…
Reconhecia a Sua imagem
mas não tinha coragem
de O conhecer
…
Mais tarde,
quando passei a conhecê-Lo,
pareceu-me que a vida
era como um passeio de bicicleta
e percebi que Jesus seguia atrás,
de forma discreta,
segurando-me e ajudando-me
a pedalar…
E tudo ficou mais belo!
Não me lembro quando foi
que Ele mudou para o meu lugar,
só sei que desde esse dia
a vida ficou cheia de alegria…
E queria cantar!
…
Conforme o tempo
voava como o vento
e agora me tornara paciente,
tudo ficou mais compreensível,
todo o momento feliz e atraente…
Quando eu estava no comando,
sabia onde queria chegar
e quase sempre encontrava
um caminho exequível.
Mas, incrível, não ficava satisfeito,
Tudo aquilo era previsível… mas imperfeito…
Depois que Jesus assumiu a liderança,
Cresceu-me a confiança.
Dia após dia descobria
que Ele conhecia atalhos maravilhosos.
Passei a subir montanhas,
transpor terrenos pedregosos,
trajectos vertiginosos!
Tudo o que tinha que fazer
era segurar-me confiante
E correr, correr, sempre adiante…
Ele dirigia,
E eu, contente, sorria!
E conquanto
Às vezes me parecesse uma loucura
Ele apenas dizia:
“Segura, Miguel, segura!"
…
Quando me sentia
ansioso e preocupado,
perguntava-Lhe:
“Senhor, vamos por esse lado?”
Ele corria,
e trocávamos olhares à porfia…
Pouco a pouco foi crescendo a confiança.
E quando às vezes
me surgia a desesperança,
Ele virava-se para trás,
agarrava fortemente a minha mão…
e zás!
Na sua doce e mansa fala,
dizia: “Pedala, Miguel, pedala!”
Levou-me até pessoas que não conhecia;
deu-me o dom do serviço e da alegria…
Depois, olhava para mim… e sorria.
Muitas das pessoas
que trouxe até mim
apoiaram-me em momentos difíceis
e me ajudaram a superar obstáculos
e a prosseguir assim na minha caminhada.
…E, juntos, derrubámos toda a barricada!
E dia após dia
passei a pedalar
na Sua companhia…
Um dia, olhando para mim,
olhos nos olhos,
disse-me:
“Entrega os dons que trazes na mochila
aos amigos e vizinhos da montanha ou da vila.
Às tuas costas são abrolhos, ou espinhos,
é supérflua… e pesada!,
Não vale nada!”
E, sorrindo,
comecei a distribui-los
por todos que encontrava.
E pude descobrir com alegria
que quanto mais dava,
mais recebia!
E o meu fardo
era mais suave e leve
em cada dia…
…
Ao princípio, não compreendia
e vivia indeciso e com temor.
Mas o Senhor conhecia bem
os "segredos" da minha bicicleta,
sabia como incliná-la em curvas arrojadas,
como elevá-la para transpor
obstáculos e valadas,
lugares pedregosos, charcos lamacentos,
proteger-nos de frios e de ventos…
… e no meio de tantas redundâncias,
desmembrar caminhos e atalhos,
encurtar distâncias...
…e trabalhos!
Aprendi a ouvi-Lo cantar ao pedalar
nos caminhos mais incertos,
aprendi a apreciar a planície infinda,
Estendida em espaços abertos,
E cada dia mais linda…, mais linda!
senti o soprar da fresca brisa
que nos desliza pela fronte,
ao subir a serra, ao descer o monte…
E eu sorria ao desfrutar tanta alegria!
…
Agora,
quando sinto que não posso ir mais além,
olho em Seu olhar sereno
que num aceno me sorri
Como quem diz: - Estou aqui…
e com fraternal carinho,
murmura baixinho:
“Pedala, Miguel, pedala, filhinho!..."
José Sepúlveda
Dedicado ao meu filho Miguel
quando da doença grave por que passou.
(Poema reescrito a partir de uma mensagem
encontrada na Internet)
No princípio,
eu olhava para Jesus com outro olhar.
Via um Jesus vigilante,
Juiz que não esquecia
as coisas erradas que eu fazia
Sempre, a cada instante.
Ele estava ali, com Seu poder,
Senhor e Fonte do saber…
Reconhecia a Sua imagem
mas não tinha coragem
de O conhecer
…
Mais tarde,
quando passei a conhecê-Lo,
pareceu-me que a vida
era como um passeio de bicicleta
e percebi que Jesus seguia atrás,
de forma discreta,
segurando-me e ajudando-me
a pedalar…
E tudo ficou mais belo!
Não me lembro quando foi
que Ele mudou para o meu lugar,
só sei que desde esse dia
a vida ficou cheia de alegria…
E queria cantar!
…
Conforme o tempo
voava como o vento
e agora me tornara paciente,
tudo ficou mais compreensível,
todo o momento feliz e atraente…
Quando eu estava no comando,
sabia onde queria chegar
e quase sempre encontrava
um caminho exequível.
Mas, incrível, não ficava satisfeito,
Tudo aquilo era previsível… mas imperfeito…
Depois que Jesus assumiu a liderança,
Cresceu-me a confiança.
Dia após dia descobria
que Ele conhecia atalhos maravilhosos.
Passei a subir montanhas,
transpor terrenos pedregosos,
trajectos vertiginosos!
Tudo o que tinha que fazer
era segurar-me confiante
E correr, correr, sempre adiante…
Ele dirigia,
E eu, contente, sorria!
E conquanto
Às vezes me parecesse uma loucura
Ele apenas dizia:
“Segura, Miguel, segura!"
…
Quando me sentia
ansioso e preocupado,
perguntava-Lhe:
“Senhor, vamos por esse lado?”
Ele corria,
e trocávamos olhares à porfia…
Pouco a pouco foi crescendo a confiança.
E quando às vezes
me surgia a desesperança,
Ele virava-se para trás,
agarrava fortemente a minha mão…
e zás!
Na sua doce e mansa fala,
dizia: “Pedala, Miguel, pedala!”
Levou-me até pessoas que não conhecia;
deu-me o dom do serviço e da alegria…
Depois, olhava para mim… e sorria.
Muitas das pessoas
que trouxe até mim
apoiaram-me em momentos difíceis
e me ajudaram a superar obstáculos
e a prosseguir assim na minha caminhada.
…E, juntos, derrubámos toda a barricada!
E dia após dia
passei a pedalar
na Sua companhia…
Um dia, olhando para mim,
olhos nos olhos,
disse-me:
“Entrega os dons que trazes na mochila
aos amigos e vizinhos da montanha ou da vila.
Às tuas costas são abrolhos, ou espinhos,
é supérflua… e pesada!,
Não vale nada!”
E, sorrindo,
comecei a distribui-los
por todos que encontrava.
E pude descobrir com alegria
que quanto mais dava,
mais recebia!
E o meu fardo
era mais suave e leve
em cada dia…
…
Ao princípio, não compreendia
e vivia indeciso e com temor.
Mas o Senhor conhecia bem
os "segredos" da minha bicicleta,
sabia como incliná-la em curvas arrojadas,
como elevá-la para transpor
obstáculos e valadas,
lugares pedregosos, charcos lamacentos,
proteger-nos de frios e de ventos…
… e no meio de tantas redundâncias,
desmembrar caminhos e atalhos,
encurtar distâncias...
…e trabalhos!
Aprendi a ouvi-Lo cantar ao pedalar
nos caminhos mais incertos,
aprendi a apreciar a planície infinda,
Estendida em espaços abertos,
E cada dia mais linda…, mais linda!
senti o soprar da fresca brisa
que nos desliza pela fronte,
ao subir a serra, ao descer o monte…
E eu sorria ao desfrutar tanta alegria!
…
Agora,
quando sinto que não posso ir mais além,
olho em Seu olhar sereno
que num aceno me sorri
Como quem diz: - Estou aqui…
e com fraternal carinho,
murmura baixinho:
“Pedala, Miguel, pedala, filhinho!..."
José Sepúlveda
Veronese
Veronese
Os gritos entoavam lá na praia
Perante tal cenário. E, impotente,
No Veronese há gente que desmaia
Ao pressentir a morte à sua frente.
Chegaram os poveiros. Já se ensaia
O modo de abordar aquela gente.
E o comandante impede que se saia
Ao ver nova tragédia tão presente.
Então, Lagoa chama os seus amigos
Que sem ligar a apelos ou perigos
Se lançam lá no mar, à sua sorte.
E envoltos em coragem, destemor,
Alcançam num instante esse vapor
Salvando toda a gente. Gesta forte!
José Sepúlveda
Os gritos entoavam lá na praia
Perante tal cenário. E, impotente,
No Veronese há gente que desmaia
Ao pressentir a morte à sua frente.
Chegaram os poveiros. Já se ensaia
O modo de abordar aquela gente.
E o comandante impede que se saia
Ao ver nova tragédia tão presente.
Então, Lagoa chama os seus amigos
Que sem ligar a apelos ou perigos
Se lançam lá no mar, à sua sorte.
E envoltos em coragem, destemor,
Alcançam num instante esse vapor
Salvando toda a gente. Gesta forte!
José Sepúlveda
Passeio Alegre
Passeio Alegre
Passeio alegre. A multidão se agita
Num louco frenesim, sem mais parar.
O povo se atropela e se espevita
Em longas caminhadas junto ao mar.
E toda aquela gente nos incita
A passear felizes, sem parar.
E nem sequer se fala, quase grita
Que é grande o alarido ali no ar.
Em noites de luar, o mar sereno
Nos chama e nos convida num aceno
A desfrutar momentos de prazer.
Que bom ouvir o mar, seu marulhar
E no silêncio e paz reencontrar
Essa alegria imensa de viver!
José Sepúlveda
Passeio alegre. A multidão se agita
Num louco frenesim, sem mais parar.
O povo se atropela e se espevita
Em longas caminhadas junto ao mar.
E toda aquela gente nos incita
A passear felizes, sem parar.
E nem sequer se fala, quase grita
Que é grande o alarido ali no ar.
Em noites de luar, o mar sereno
Nos chama e nos convida num aceno
A desfrutar momentos de prazer.
Que bom ouvir o mar, seu marulhar
E no silêncio e paz reencontrar
Essa alegria imensa de viver!
José Sepúlveda
Espelho
Espelho…
(à laia de soneto)
Quando cheguei ao espelho o meu rosto
E me fitei, ainda com a esperança
Que um dia me encontraria, sem gosto
Fiquei ao ver uns olhos de criança
Velhos, velhos! Com desprazer me encosto
E ali fico tão vário que me cansa
Saber que sou eu e quase que aposto
Que nem eu sou. E já sem confiança
Olho-me bem. Tristeza! Baixo os olhos
E sem querer fito o chão. Só escolhos,
Só lixo. Não, sou só! Porque não vou
Convosco? Somente por cretinice…
De novo, olhei p’ra mim e p’ra mim disse:
- Não posso mais deixar de ser quem sou!...
… e adormeci no sono da vida
José Sepúlveda
(à laia de soneto)
Quando cheguei ao espelho o meu rosto
E me fitei, ainda com a esperança
Que um dia me encontraria, sem gosto
Fiquei ao ver uns olhos de criança
Velhos, velhos! Com desprazer me encosto
E ali fico tão vário que me cansa
Saber que sou eu e quase que aposto
Que nem eu sou. E já sem confiança
Olho-me bem. Tristeza! Baixo os olhos
E sem querer fito o chão. Só escolhos,
Só lixo. Não, sou só! Porque não vou
Convosco? Somente por cretinice…
De novo, olhei p’ra mim e p’ra mim disse:
- Não posso mais deixar de ser quem sou!...
… e adormeci no sono da vida
José Sepúlveda
Estrela
Minha Estrela
aquela estrela linda que me guia
quer seja noite e dia, como é bela
seu nome é Luz do Mundo, simpatia,
e não existe estrela como ela
quando a seu lado, a luz que ela irradia
tudo ilumina enquanto por mim zela...
e sinto segurança e alegria
ao ver em si a minha doce estrela
a noite vem..., me abraça com carinho
me dá um terno beijo e bem baixinho
me diz: estou aqui, amor da minha vida
e sigo nessa estrada que nao finda
gritando; Minha Estrela, como és linda
vem, luz do meu caminho, estrela amiga!
José Sepúlveda
aquela estrela linda que me guia
quer seja noite e dia, como é bela
seu nome é Luz do Mundo, simpatia,
e não existe estrela como ela
quando a seu lado, a luz que ela irradia
tudo ilumina enquanto por mim zela...
e sinto segurança e alegria
ao ver em si a minha doce estrela
a noite vem..., me abraça com carinho
me dá um terno beijo e bem baixinho
me diz: estou aqui, amor da minha vida
e sigo nessa estrada que nao finda
gritando; Minha Estrela, como és linda
vem, luz do meu caminho, estrela amiga!
José Sepúlveda
Ressentimento
Ressentimento
Aquele coração humilde e bom
Que minha mãe me deu quando nasci,
Não tem qualquer valor, perdeu o dom
De perdoar, fui eu quem o perdi
Saudade, que saudade! O coração
Que aos mais humildes consolar eu vi,
Já não consegue dar consolação
Àqueles a quem tanto prometi
Senhor, vem dar-me forças, dar-me paz,
Bem vês que só por mim não sou capaz
De perdoar a quem me fez sofrer.
O orgulho e a vaidade vem limpar
Para que a quem me ofende eu possa dar
A paz e a alegria de viver!
José Sepúlveda
Aquele coração humilde e bom
Que minha mãe me deu quando nasci,
Não tem qualquer valor, perdeu o dom
De perdoar, fui eu quem o perdi
Saudade, que saudade! O coração
Que aos mais humildes consolar eu vi,
Já não consegue dar consolação
Àqueles a quem tanto prometi
Senhor, vem dar-me forças, dar-me paz,
Bem vês que só por mim não sou capaz
De perdoar a quem me fez sofrer.
O orgulho e a vaidade vem limpar
Para que a quem me ofende eu possa dar
A paz e a alegria de viver!
José Sepúlveda
Amy
AMY
Olhei p'ra ti... e vi-te de repente
Olhando para mim com alegria...
meu coração saltava de contente
ao ver o teu sorriso, Ana Maria!!!
Ai, como é belo o teu sorriso lindo,
Ai, como é meigo e doce o teu olhar!!!
Deixa viver, amor, o sonho infindo
Que estou seguindo em febre de te amar
E se este sonho se extinguisse um dia?
Não sei, amor, não sei o que faria
Se um dia tu partisses para sempre...
Por isso, peço a Deus em oração
Que viva sempre em mim teu coração
E possa amar-te assim eternamente!
José Sepúlveda
Olhei p'ra ti... e vi-te de repente
Olhando para mim com alegria...
meu coração saltava de contente
ao ver o teu sorriso, Ana Maria!!!
Ai, como é belo o teu sorriso lindo,
Ai, como é meigo e doce o teu olhar!!!
Deixa viver, amor, o sonho infindo
Que estou seguindo em febre de te amar
E se este sonho se extinguisse um dia?
Não sei, amor, não sei o que faria
Se um dia tu partisses para sempre...
Por isso, peço a Deus em oração
Que viva sempre em mim teu coração
E possa amar-te assim eternamente!
José Sepúlveda
Vento
Vento,
Se vires aí
A minha menina
Diz-lhe que a vida triste
Que espezinha o pensamento
Não existe,
São coisas de momento,
E ilusão…
E, como o sentimento,
É uma bola de sabão
Que em dado momento
Se solta a ti, vento,
E estoira na mão…
Blaaaammm!... ,
Diz-lhe que não sofra,
Não!
Diz-lhe que o tempo
Transforma o momento
Em ocasião…
E conta-lhe,
Ó vento,
Que o seu olhar tão lindo
Vai sair sorrindo
Com paixão…
Dê tempo
Ao tempo,
Ó vento,
E que essa tortura
Que traz amargura
Se transforme
Em sentimento
De ternura
Enooorrrrme
E encha de candura
O seu coração...
Não pares no tempo,
O tempo não dorme,
Ó vento,
Não sejas mauzão…
José Sepúlveda
Se vires aí
A minha menina
Diz-lhe que a vida triste
Que espezinha o pensamento
Não existe,
São coisas de momento,
E ilusão…
E, como o sentimento,
É uma bola de sabão
Que em dado momento
Se solta a ti, vento,
E estoira na mão…
Blaaaammm!... ,
Diz-lhe que não sofra,
Não!
Diz-lhe que o tempo
Transforma o momento
Em ocasião…
E conta-lhe,
Ó vento,
Que o seu olhar tão lindo
Vai sair sorrindo
Com paixão…
Dê tempo
Ao tempo,
Ó vento,
E que essa tortura
Que traz amargura
Se transforme
Em sentimento
De ternura
Enooorrrrme
E encha de candura
O seu coração...
Não pares no tempo,
O tempo não dorme,
Ó vento,
Não sejas mauzão…
José Sepúlveda
Louco
LOUCO
Tanto preciso ser louco
Para me esquecer do mal
Que ao meu redor se propaga
Que se deixasse um só pouco
Essa loucura anormal
Que nunca de mim se apaga
Num louco me tornaria,
Loucura sem alegria
E sem ter qualquer valor
Pois minha realidade
É ser louco de verdade
Mas ser louco por amor
José Sepúlveda
Tanto preciso ser louco
Para me esquecer do mal
Que ao meu redor se propaga
Que se deixasse um só pouco
Essa loucura anormal
Que nunca de mim se apaga
Num louco me tornaria,
Loucura sem alegria
E sem ter qualquer valor
Pois minha realidade
É ser louco de verdade
Mas ser louco por amor
José Sepúlveda
Sedução
SEDUÇÃO
Chamaste-me amiguinho. Atarantado,
Olhando sem saber o que fazer,
Aqui fiquei perdido, baralhado,
Pensando no que havia de dizer.
Trocamos um olhar mal disfarçado
Com cândido brilhar. Não ousei ler,
No teu sorriso lindo, amordaçado,
Palavras que nem qu’ria compreender!
Menina frágil, doce, tão sensível,
Aqui, desta mansão do impossível,
Te envio o meu abraço, o meu carinho.
Avança, não desistas, segue em frente,
Que mesmo neste mundo inconsistente
Um dia hás-de encontrar o teu caminho!
José Sepúlveda
Chamaste-me amiguinho. Atarantado,
Olhando sem saber o que fazer,
Aqui fiquei perdido, baralhado,
Pensando no que havia de dizer.
Trocamos um olhar mal disfarçado
Com cândido brilhar. Não ousei ler,
No teu sorriso lindo, amordaçado,
Palavras que nem qu’ria compreender!
Menina frágil, doce, tão sensível,
Aqui, desta mansão do impossível,
Te envio o meu abraço, o meu carinho.
Avança, não desistas, segue em frente,
Que mesmo neste mundo inconsistente
Um dia hás-de encontrar o teu caminho!
José Sepúlveda
Por do sol
Pôr-do-Sol
O mar está sereno. Pela areia,
Gaivotas mil brincando ao desafio…
É fim da tarde e já a maré cheia
Se diluiu por entre o penedio…
O sol ameno já não se incendeia
Naquele mar infindo… e já sorrio
Ao contemplar aquela bola cheia
Que vai beijando o mar num desvario…
E, quando chega a hora, o sol se esconde
Lá longe, no infinito e até onde
Meus olhos não se cansam de alcançar…
Momentos lindos, de magia, encanto,
Ver esse sol cobrir-se com seu manto
De espuma, envolto nesse imenso mar…
José Sepúlveda
O mar está sereno. Pela areia,
Gaivotas mil brincando ao desafio…
É fim da tarde e já a maré cheia
Se diluiu por entre o penedio…
O sol ameno já não se incendeia
Naquele mar infindo… e já sorrio
Ao contemplar aquela bola cheia
Que vai beijando o mar num desvario…
E, quando chega a hora, o sol se esconde
Lá longe, no infinito e até onde
Meus olhos não se cansam de alcançar…
Momentos lindos, de magia, encanto,
Ver esse sol cobrir-se com seu manto
De espuma, envolto nesse imenso mar…
José Sepúlveda
Carta de Amor
Carta de Amor
Encanto de minha alma, em cada instante
Tu nasces e renasces no meu peito,
Tu és a minha amada, eterna amante
E, envolto nos teus braços, me deleito
Ai, doce companheira, doravante,
Proclamarei o amor e o respeito
Que sinto por te amar e nesse canto
Serás no meu jardim o amor-perfeito
Vem, dá-me o teu abraço, o teu carinho,,
Ensina-me a trilhar esse caminho
Que um dia prometemos caminhar,
Quando surgirem pedras de tropeço,
Galgá-las-emos sempre, a qualquer preço,
Sorrindo, de mãos dadas, a cantar!
José Sepúlveda
Encanto de minha alma, em cada instante
Tu nasces e renasces no meu peito,
Tu és a minha amada, eterna amante
E, envolto nos teus braços, me deleito
Ai, doce companheira, doravante,
Proclamarei o amor e o respeito
Que sinto por te amar e nesse canto
Serás no meu jardim o amor-perfeito
Vem, dá-me o teu abraço, o teu carinho,,
Ensina-me a trilhar esse caminho
Que um dia prometemos caminhar,
Quando surgirem pedras de tropeço,
Galgá-las-emos sempre, a qualquer preço,
Sorrindo, de mãos dadas, a cantar!
José Sepúlveda
Nectar
Néctar
O néctar duma paixão
é qual taça que se eleva
e faz jus ao coração…
…no principio, nos alegra,
mas a seguir embebeda
e quando fermenta azeda…
Não é mais que uma ilusão
Que logo se desintegra.
Blaaammmm!!!!
José Sepúlveda
O néctar duma paixão
é qual taça que se eleva
e faz jus ao coração…
…no principio, nos alegra,
mas a seguir embebeda
e quando fermenta azeda…
Não é mais que uma ilusão
Que logo se desintegra.
Blaaammmm!!!!
José Sepúlveda
Rosas
ROSAS
Aqui te envio rosas, minha amada…
São rosas que eu espalho à tua frente
Para que possa ter-te bem presente,
Bem perto de minha alma apaixonada…
E quando, pela alta madrugada,
Tu fazes parte do meu corpo e mente
Me sinto como vão delinquente
Vagueando tão sozinho nessa estrada
São rosas de toucar que eu algum dia,
Seguindo para alem da fantasia,
Hei-de entregar-te em suave amanhecer…
E quando as minhas rosas te entregar
Descobrirei, por fim, como encontrar,
De novo essa alegria de viver
José Sepúlveda
Aqui te envio rosas, minha amada…
São rosas que eu espalho à tua frente
Para que possa ter-te bem presente,
Bem perto de minha alma apaixonada…
E quando, pela alta madrugada,
Tu fazes parte do meu corpo e mente
Me sinto como vão delinquente
Vagueando tão sozinho nessa estrada
São rosas de toucar que eu algum dia,
Seguindo para alem da fantasia,
Hei-de entregar-te em suave amanhecer…
E quando as minhas rosas te entregar
Descobrirei, por fim, como encontrar,
De novo essa alegria de viver
José Sepúlveda
Pétalas Vermelhas
PÉTALAS VERMELHAS
As rosas, lindas rosas, meu amor
São pétalas vermelhas que espalhei
Na tua cama, em tudo ao teu redor
Co’as rosas mais formosas que encontrei
Inala pois o seu intenso olor,
Descobre nelas tudo o que eu não sei
Dizer-te por palavras, o fervor
Com que te amo e sempre te amarei
E um dia, ao recordares este dia
Envolta nessas rosas, que a alegria
Eu possa ver brilhar no teu olhar
Que eu sei que as rubras pétalas dirão
Como é feliz e grato o coração
Que envolto nessas rosas te vou dar
José Sepúlveda
As rosas, lindas rosas, meu amor
São pétalas vermelhas que espalhei
Na tua cama, em tudo ao teu redor
Co’as rosas mais formosas que encontrei
Inala pois o seu intenso olor,
Descobre nelas tudo o que eu não sei
Dizer-te por palavras, o fervor
Com que te amo e sempre te amarei
E um dia, ao recordares este dia
Envolta nessas rosas, que a alegria
Eu possa ver brilhar no teu olhar
Que eu sei que as rubras pétalas dirão
Como é feliz e grato o coração
Que envolto nessas rosas te vou dar
José Sepúlveda
Relógio
Relógio
Quem passa junto à praia, na esplanada
E eleva para o alto o seu olhar
Vai ver naquela torre iluminada
A hora que o relógio teima em dar.
Se o tempo para uns não vale nada,
É para outros coisa basilar
Que o tempo nesta nossa caminhada
Passa a correr p’ra nunca mais voltar.
Aprende esta lição: se o vires passar
Não pares, continua a caminhar
Mas vai descontraído, sem ter pressa.
Não vale a pena andar sempre a correr
Se na verdade o tempo é p’ra viver
E em cada instante a vida recomeça
José Sepúlveda
Quem passa junto à praia, na esplanada
E eleva para o alto o seu olhar
Vai ver naquela torre iluminada
A hora que o relógio teima em dar.
Se o tempo para uns não vale nada,
É para outros coisa basilar
Que o tempo nesta nossa caminhada
Passa a correr p’ra nunca mais voltar.
Aprende esta lição: se o vires passar
Não pares, continua a caminhar
Mas vai descontraído, sem ter pressa.
Não vale a pena andar sempre a correr
Se na verdade o tempo é p’ra viver
E em cada instante a vida recomeça
José Sepúlveda
Vates
VATES
(imitação de soneto)
Fui assistir a um desfile
De vates da nossa terra
E entre poemas mil
Falaram de paz, de guerra
Falaram do céu anil
De paixões e de quimera
Abordaram de perfil
Segredos que a vida encerra
Vi sonetos, redondilhas,
Quadras soltas, maravilhas,
Entre muita fantasia
Vi também verso corrido
Com sentido, sem sentido,
Tudo escrito em poesia
José Sepúlveda
(imitação de soneto)
Fui assistir a um desfile
De vates da nossa terra
E entre poemas mil
Falaram de paz, de guerra
Falaram do céu anil
De paixões e de quimera
Abordaram de perfil
Segredos que a vida encerra
Vi sonetos, redondilhas,
Quadras soltas, maravilhas,
Entre muita fantasia
Vi também verso corrido
Com sentido, sem sentido,
Tudo escrito em poesia
José Sepúlveda
Amiga
Amiga
Amiga, como é doce o teu olhar!
Se olho para ti num só momento,
Descubro coisas tais que se calhar
São alimento do teu pensamento!
Que bom ver-te sorrir, ver-te brincar,
Ver-te voar tão leve como o vento
Num sensual e suave levitar
Lançando para longe o sofrimento!
Ai como é bom sentir-te e de repente,
Quase embalado em sonhos e silente
Esvoaçar no etéreo céu de anil.
Pensar que nesse voo apaixonado
Ocultas no teu manto de brocado
Um sonho renovado, esperanças mil...
Jose Sepulveda
Amiga, como é doce o teu olhar!
Se olho para ti num só momento,
Descubro coisas tais que se calhar
São alimento do teu pensamento!
Que bom ver-te sorrir, ver-te brincar,
Ver-te voar tão leve como o vento
Num sensual e suave levitar
Lançando para longe o sofrimento!
Ai como é bom sentir-te e de repente,
Quase embalado em sonhos e silente
Esvoaçar no etéreo céu de anil.
Pensar que nesse voo apaixonado
Ocultas no teu manto de brocado
Um sonho renovado, esperanças mil...
Jose Sepulveda
Partilha
Partilha
A vida passa em grande reboliço.
Crescemos, partilhamos mil conselhos
E, de repente, sem darmos por isso,
Nós despertamos. Pronto, estamos velhos!
Agora, o que fazer, que compromisso
Vamos tomar no mundo à nossa volta?
Ficar a navegar até que o enguiço
Nos venha perturbar, criar revolta?
Há tanta gente em pura solidão!
Queremos nós melhor ocasião
P’ra partilhar a paz e a alegria?
Vamos em frente, estende a tua mão,
Pois quando abrimos nosso coração
A vida em nós renasce em cada dia!
José Sepúlveda
A vida passa em grande reboliço.
Crescemos, partilhamos mil conselhos
E, de repente, sem darmos por isso,
Nós despertamos. Pronto, estamos velhos!
Agora, o que fazer, que compromisso
Vamos tomar no mundo à nossa volta?
Ficar a navegar até que o enguiço
Nos venha perturbar, criar revolta?
Há tanta gente em pura solidão!
Queremos nós melhor ocasião
P’ra partilhar a paz e a alegria?
Vamos em frente, estende a tua mão,
Pois quando abrimos nosso coração
A vida em nós renasce em cada dia!
José Sepúlveda
Poeta
Poeta
Pegou numa palavras ocas, vãs,
Tiradas do seu antro de venturas…
Juntou-lhes coisas boas, coisas más
E polvilhou com frases bem maduras
E o sentimento livre que se faz
De coisas simples, quem sabe, inseguras
Partiu à descoberta, sem afãs,
De vivo colorido, imagens puras…
E de repente viu-se confrontado
Com mil palavras, num amontoado…
Poliu-as, burilou-as, deu-lhes brilho…
Deixou gritar bem alto o pensamento
Em plena liberdade… e num momento
Soltou seu grito: - Ó Deus, nasceu-me filho!
José Sepúlveda
Pegou numa palavras ocas, vãs,
Tiradas do seu antro de venturas…
Juntou-lhes coisas boas, coisas más
E polvilhou com frases bem maduras
E o sentimento livre que se faz
De coisas simples, quem sabe, inseguras
Partiu à descoberta, sem afãs,
De vivo colorido, imagens puras…
E de repente viu-se confrontado
Com mil palavras, num amontoado…
Poliu-as, burilou-as, deu-lhes brilho…
Deixou gritar bem alto o pensamento
Em plena liberdade… e num momento
Soltou seu grito: - Ó Deus, nasceu-me filho!
José Sepúlveda
Luto
Basta
Ó fédia coelhada que surgiste
Aqui, no nosso lar, vã, insolente,
Sai deste leito lesta, velozmente,
Que nenhum português vai ficar triste
Se lá, na Merklândia, onde pariste
As mágoas que o nosso povo sente,
Nunca te esqueça nunca a nobre gente
A quem tão fracos tratos infligiste
Se vires que te é dado recordar
De um modo ou de outro a dor que nos deixaste
Neste trajeto, tempo de pesar,
Suplica a Deus, se n ‘Ele confiaste,
Que possa desta terra te afastar
Co’a gasparada infame que criaste!
Um português de luto em luta
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