terça-feira, 17 de junho de 2014
Refrigério
Refrigério
Que refrigério, ó Deus, este aconchego
Do Templo teu, da Casa de Oração,
As suaves melodias, o enlevo
Tão pleno de harmonia e perfeição
Quando aqui venho, sempre de Ti levo
Conforto, alegria e união
E sinto o Teu carinho, o Teu apego
Acalentando um frágil coração
E mesmo sendo vil e pecador,
Aqui me encontro, Ó Deus, ó meu Senhor.
Sentindo o Teu amor, o teu carinho
E neste enleio, em minha devoção,
Te peço, vem, estende Tua mão
E leva-me, Senhor, p'lo teu caminho
Que refrigério, ó Deus, este aconchego
Do Templo teu, da Casa de Oração,
As suaves melodias, o enlevo
Tão pleno de harmonia e perfeição
Quando aqui venho, sempre de Ti levo
Conforto, alegria e união
E sinto o Teu carinho, o Teu apego
Acalentando um frágil coração
E mesmo sendo vil e pecador,
Aqui me encontro, Ó Deus, ó meu Senhor.
Sentindo o Teu amor, o teu carinho
E neste enleio, em minha devoção,
Te peço, vem, estende Tua mão
E leva-me, Senhor, p'lo teu caminho
Lingua Mater
LINGUA MATER
Que a força das palavras seja sempre
Expressa em versos, textos e canções,
Transforme o teu falar numa corrente
Que una e alimente corações
Que seja o teu pulsar a voz pungente
Que espalha em toda a parte, entre as nações,
O mágico sentir eloquente
Da triunfante língua de Camões
Que em Cabo-Verde, Angola ou na Guiné,
Brasil, em Moçambique ou S.Tomé,
Na Índia, em Timor ou Portugal
Tu possas gritar alto, com destreza,
Que a nossa língua é a língua portuguesa,
Indómita, divina, triunfal!!!
Que a força das palavras seja sempre
Expressa em versos, textos e canções,
Transforme o teu falar numa corrente
Que una e alimente corações
Que seja o teu pulsar a voz pungente
Que espalha em toda a parte, entre as nações,
O mágico sentir eloquente
Da triunfante língua de Camões
Que em Cabo-Verde, Angola ou na Guiné,
Brasil, em Moçambique ou S.Tomé,
Na Índia, em Timor ou Portugal
Tu possas gritar alto, com destreza,
Que a nossa língua é a língua portuguesa,
Indómita, divina, triunfal!!!
Subindo o Douro
Douro
Nas águas desse Douro eterno e quente
Navego calmamente, rio acima...
Paisagem luxuriante à minha frente
Num manto de verdura que me anima
Que sensação de paz, como é dif'rente
Buscar o novo verso, a nova rima,
No plácido verdor, com minha mente
A mergulhar na água cristalina
Navego sem parar... Ao longe, a Régua
O Douro estende o braço numa trégua
Ao turbilhão da vida vã, perdida...
E às águas do meu rio eterno e belo
Eu lanço o meu pedido, o meu apelo,
Para que dê sentido à minha vida
José Sepúlveda
Leia mais: http://www.divulgaescritor.com/products/douro-por-jose-sepulveda/
Nas águas desse Douro eterno e quente
Navego calmamente, rio acima...
Paisagem luxuriante à minha frente
Num manto de verdura que me anima
Que sensação de paz, como é dif'rente
Buscar o novo verso, a nova rima,
No plácido verdor, com minha mente
A mergulhar na água cristalina
Navego sem parar... Ao longe, a Régua
O Douro estende o braço numa trégua
Ao turbilhão da vida vã, perdida...
E às águas do meu rio eterno e belo
Eu lanço o meu pedido, o meu apelo,
Para que dê sentido à minha vida
José Sepúlveda
Leia mais: http://www.divulgaescritor.com/products/douro-por-jose-sepulveda/
Fado
Fado
Desço o douro e de repente
Entre tanta coisa bela
No meio de tanta gente
Surge o fado da viela
Trinam guitarras baixinho
Há poesia no ar...
Sente‐se amor e muito carinho
Que os fadistas vão cantar
Silêncio vamos ouvir
Guitarras no seu trinado
Ouçamo‐las a sorrir
Pois vai‐se cantar o fado
José Sepúlveda
Desço o douro e de repente
Entre tanta coisa bela
No meio de tanta gente
Surge o fado da viela
Trinam guitarras baixinho
Há poesia no ar...
Sente‐se amor e muito carinho
Que os fadistas vão cantar
Silêncio vamos ouvir
Guitarras no seu trinado
Ouçamo‐las a sorrir
Pois vai‐se cantar o fado
José Sepúlveda
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Na minha Aldeia
Na minha aldeia
Na minha aldeia havia um lindo rio
De cristalinas águas a jorrar
E quer fizesse sol, fizesse frio,
A gente ia até lá, p’ra se banhar.
E era para nós um desafio
Passar pela turbina a trabalhar,
Atravessar o dique corredio
E ir na outra margem passear.
Seguíamos cantando por ali fora
Aqui colhendo zimbro, ali amora,
E desfrutando os sons da natureza.
E ao regressar a casa, p’la noitinha,
O nosso coração não se continha
Por termos desfrutado tal beleza!
José Sepúlveda
Septimpublica
Septimpública
O Duraton desliza das montanhas
E serpenteia à volta dos socalcos;
Parece que rebenta p’las entranhas,
Subindo, regredindo, sempre aos saltos.
Na compressão das margens algo estranhas,
Vislumbro nos seus pontos mais revoltos
Memórias de combates e façanhas,
Vitórias mais vitórias…, pontos altos!.
Fernan Gonzalez, conde de Sevilha;
A sua argente espada ainda brilha
No cimo das muralhas sós, abortas…
Sepúlveda, cidade maravilha!
Tomara ser soldado que perfilha
Manter inabaláveis tuas portas! (José Sepúlveda)
O Duraton desliza das montanhas
E serpenteia à volta dos socalcos;
Parece que rebenta p’las entranhas,
Subindo, regredindo, sempre aos saltos.
Na compressão das margens algo estranhas,
Vislumbro nos seus pontos mais revoltos
Memórias de combates e façanhas,
Vitórias mais vitórias…, pontos altos!.
Fernan Gonzalez, conde de Sevilha;
A sua argente espada ainda brilha
No cimo das muralhas sós, abortas…
Sepúlveda, cidade maravilha!
Tomara ser soldado que perfilha
Manter inabaláveis tuas portas! (José Sepúlveda)
Ensina-me a Pintar
Ensina-me a pintar
Ensina me a pintar que ao ver brilhar
O teu pincel naquela tela mansa
Meu coração não para de saltar
Como se fora um sonho de criança
Ensina-me a pintar. Ó quanto almejo
Pegar pincel e tela e de repente
Lançar os tons da cor do meu desejo
E ver brilhar a luz que tenho em mente
Aí quem me dera um dia ser pintor
Lançar me na aventura sem pudor
Dar azo a toda a minha fantasia
Poder pintar no fundo duma tela
A cor da minha vida fresca e bela
E ver na tela a cor da poesia
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Lingua Mater
Língua Mater
Que a força das palavras seja sempre
Expressa em versos, textos e canções,
Transforme o teu falar numa corrente
Que una e alimente corações
Que seja o teu pulsar a voz pungente
Que espalha em toda a parte, entre as nações,
O mágico sentir eloquente
Da triunfante língua de Camões
Que em Cabo‐Verde, Angola ou na Guiné,
Brasil, em Moçambique ou S.Tomé,
Em Príncipe, em Timor ou Portugal
Tu possas gritar alto, com clareza,
Que a nossa língua é a língua portuguesa,
Indómita, divina, triunfal!
José Sepúlveda
terça-feira, 6 de maio de 2014
A Cor da Poesia
Pintura interpretativa do poema, do pintor Adiasmachado
TELA DA VIDA
Lancei meus sentimentos numa tela
E pus-me a pincelar na noite escuraOlhei e então notei ser tão singela
A tela desta minha vida obscura
Pintei naquela tela uma aguarela
Co'as cores que ditava o coração
Senti-me aprisionado numa cela
De amor, de fantasia e de ilusão
E quando já no fim olhei meu quadro
Fiquei olhando um lado, o outro lado,
A minha estrada em cores ressarcida
Nos traços dessa tela eu descobri
As sensações estranhas que vivi
Nas ternas pinceladas desta vida.
Pintura de Bárbara Santos
A Cor da Poesia
O Músico, o Poeta e o Pintor
Juntaram- se ao luar no vale do Vez
Para levar o tom, o verbo, a cor
Ao cantos mais sagrados que Deus fez
E cheios de vontade, com labor,
Uniram seus talentos e a três
Cantaram a alegria, a paz, o amor
Que ousaram espalhar de lés a lés
Perfeita a simbiose ali gerada:
Poetas e pintores de mão dada
Criando imagens cheias de harmonia
E a alma do poeta, apaixonada,
Permaneceu por toda a madrugada
A transformar a cor em poesia
José Sepúlveda
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Em Braga, com amigos, entre os quais os pintores Adriana Henriques e Adiasmachado
Meu Livro
Imagem: Pintura de Adriana Henriques, interpretativa deste poema. Quadro e poema apresentados no Evento: As Cores da Poesia, organizado pela Fundação Jorge Antunes, casa da Cultura de Vizela
MEU LIVRO
Tu eras meu refúgio, esse caminho
Aonde procurava algum sossego.
Buscava o teu conforto, o teu carinho,
Levava-te escondido e em segredo.
E ao pisar as pedras do caminho,
Às vezes me perdia, tinha medo
De calcorrear a estrada tão sozinho,
Desamparado neste meu degredo.
E, quando em minha mão, te devorava,
Tragava-te palavra após palavra
Na ânsia de uma nova descoberta.
E página após página encontrava
O lenitivo que me consolava
E me indicava sempre a estrada certa.
José Sepúlveda
Tu eras meu refúgio, esse caminho
Aonde procurava algum sossego.
Buscava o teu conforto, o teu carinho,
Levava-te escondido e em segredo.
E ao pisar as pedras do caminho,
Às vezes me perdia, tinha medo
De calcorrear a estrada tão sozinho,
Desamparado neste meu degredo.
E, quando em minha mão, te devorava,
Tragava-te palavra após palavra
Na ânsia de uma nova descoberta.
E página após página encontrava
O lenitivo que me consolava
E me indicava sempre a estrada certa.
José Sepúlveda
quinta-feira, 1 de maio de 2014
O Meu Abril
O meu Abril
Olho para o teu rosto de perfil
E lembro um outro Abril do meu passado,
Um lindo alvorecer, um céu anil
E um meigo olhar, tão puro e delicado.
Deixara há pouco tempo o meu redil
Tão cheio de alegria, esperançado
Nos dias de bonança, sonhos mil,
Em construção, contigo de meu lado
E vivo o nosso sonho eterno e doce
Cantando essa alegria que nos trouxe,
Subindo a nossa escada passo a passo
E neste canto à vida, à liberdade
Tu dás-me a tua paz, serenidade,
E eu dou-te o meu amor num longo abraço.
José Sepúlveda
Olho para o teu rosto de perfil
E lembro um outro Abril do meu passado,
Um lindo alvorecer, um céu anil
E um meigo olhar, tão puro e delicado.
Deixara há pouco tempo o meu redil
Tão cheio de alegria, esperançado
Nos dias de bonança, sonhos mil,
Em construção, contigo de meu lado
E vivo o nosso sonho eterno e doce
Cantando essa alegria que nos trouxe,
Subindo a nossa escada passo a passo
E neste canto à vida, à liberdade
Tu dás-me a tua paz, serenidade,
E eu dou-te o meu amor num longo abraço.
José Sepúlveda
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