quinta-feira, 16 de outubro de 2014
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Mar de Prata
Mar de prata
Argente mar, que ocultas no teu ventre
Coberto por teu manto de fissuras?
São peixes, são sereias, será gente
Ou também tu não sabes quem procuras?
A gente jaz silente em tua mente,
Roubada nas marés cheias de agruras;
Os peixes, filhos teus, tu, ternamente,
Os vais alimentando de algas puras...
E oiço-te a chorar, a marulhar,
Murmúrios mais murmúrios pelo ar,
Nesse vaivém sem fim, cheio de encanto!
Ai, mar de prata, casa de segredos,
Que escondes desventuras e os degredos
No impávido clamor desse teu pranto!
José Sepúlveda
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Teus Olhos
Pintura de Glória Costa
Teus olhos
Rios de amor descendo p'la colina
Por entre os pedregais e os abrolhos,
Regatos de água pura, cristalina,
Que saltam do verdor desses teus olhos.
E sigo esperançoso, rio acima
Envolto nesse olhar e vou seguindo
Buscando nos teus olhos de menina
O enlevo dum amor tão puro e lindo
E quando atinjo o cume em paz e em Glória
Eu sinto em mim o gozo da vitória
No olor de cada flor eu sou matiz
E com o teu olhar no pensamento
Eu canto aos quatro ventos num momento
Os versos tão singelos que te fiz.
José Sepúlveda
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Menina Marota
Menina Marota
O teu sorriso lindo, franco, aberto,
Que me ilumina em toda a madrugada,
Esconde o olhar mais vivo, bem desperto,
Que descobri na minha caminhada
E quando esse sorriso está mais perto
E brilha com mais luz e resplendor,
Meu coração se sente mais liberto
P'ra desvendar a fonte desse amor.
Vem, mostra o teu sorriso de menina
Pois essa fonte de água cristalina
É o curso desse olhar que não se esgota
No teu olhar tão puro e natural
Esconde-se o sorriso divinal
Dessa menina linda, da Marota!
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Meigo olhar
Ao ver o teu olhar tão puro e manso
Olhando o meu olhar com tal brandura,
Eu olho para ti e não me canso
De olhar a tua imensa formosura
E busco em meu jardim a linda flor
Na esperança de algum dia te encontrar
E ao procurar eu sinto o imenso amor
Que só consigo ver no teu olhar
E se algum dia no raiar da aurora
Tu vires que chegou a aquela hora
Que enche os corações de luz e cor
No teu olhar sereno, puro e manso
Hás-de encontrar por fim paz e descanso,
Sei lá, viver pra sempre um grande amor
Lançamento do livro Ventos do Norte, Antologia I,
dos Poetas Poveiros, lendo o poema de Tina Tinoco
VENTOS
ventos violentos
empurram,
massacram,
atordoam,
levam algo valioso…
mas não derrubam…!
outros ventos surgem,
outras vontades nascem,
outros momentos acontecem,
| VENTOS DO NORTE · ANTOLOGIA I 245
e aquele vendaval que outrora amachucara,
metamorfoseia-se num subtil bailado,
onde os sentimentos se acasalam
e a vida brota miraculosamente,
entranhando- se nos recônditos do Eu,
tocando o topo da
existência.
Tina Tinoco
Mar de Prata
Mar de prata
Argente mar, que ocultas no teu ventre
Coberto por teu manto de fissuras?
São peixes, são sereias, será gente
Ou também tu não sabes quem procuras?
Coberto por teu manto de fissuras?
São peixes, são sereias, será gente
Ou também tu não sabes quem procuras?
A gente jaz silente em tua mente,
Roubada nas marés cheias de agruras;
Os peixes, filhos teus, tu, ternamente,
Os vais alimentando de algas puras...
Roubada nas marés cheias de agruras;
Os peixes, filhos teus, tu, ternamente,
Os vais alimentando de algas puras...
E oiço-te a chorar, a marulhar,
Murmúrios mais murmúrios pelo ar,
Nesse vaivém sem fim, cheio de encanto!
Murmúrios mais murmúrios pelo ar,
Nesse vaivém sem fim, cheio de encanto!
Ai, mar de prata, casa de segredos,
Que escondes desventuras e os degredos
No impávido clamor desse teu pranto!
Que escondes desventuras e os degredos
No impávido clamor desse teu pranto!
José Sepúlveda
terça-feira, 23 de setembro de 2014
Serenidade
O mar esta sereno esta acalmia
Me traz paz e descanso ao coração
E fico olhando o mar a maresia
Perdido na penumbra da ilusão
Me traz paz e descanso ao coração
E fico olhando o mar a maresia
Perdido na penumbra da ilusão
Ai quem me dera ter sossego um dia
Viver a paz imensa que vivi
E olhando ao meu redor esta acalmia
Sentir que esta vida me sorri
Viver a paz imensa que vivi
E olhando ao meu redor esta acalmia
Sentir que esta vida me sorri
O vento sopra solto esta
sereno
Gaivotas pelo céu num voo amena
Silencio e paz se espalha ao meu redor
Gaivotas pelo céu num voo amena
Silencio e paz se espalha ao meu redor
E nesta nostalgia fria e
quente
Meu coração transmite a paz silente
Dum frágil coração cheio de amor
Meu coração transmite a paz silente
Dum frágil coração cheio de amor
Pintura de Bárbara Santos
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Paz
Paz
A chuva cai, o mar em tom aflito
Lança o seu grito em todo o seu furor...
E nesta solidão, eu vou contrito
Seguindo nas pegadas do Senhor
Silêncio e paz... Entrei na Tua Igreja
E à minha volta tudo é paz e calma
A solidão se foi. Louvado seja!
E o júbilo voltou à minha alma
Ó!, como é bom o teu refúgio, ó Deus,
Sentir teu aconchego, a paz dos céus,
Em cânticos suaves de louvor
E almejo o nobre dia em que do céu
Vieres resgatar o povo teu,
Com glória e com poder, em resplendor!
A chuva cai, o mar em tom aflito
Lança o seu grito em todo o seu furor...
E nesta solidão, eu vou contrito
Seguindo nas pegadas do Senhor
Silêncio e paz... Entrei na Tua Igreja
E à minha volta tudo é paz e calma
A solidão se foi. Louvado seja!
E o júbilo voltou à minha alma
Ó!, como é bom o teu refúgio, ó Deus,
Sentir teu aconchego, a paz dos céus,
Em cânticos suaves de louvor
E almejo o nobre dia em que do céu
Vieres resgatar o povo teu,
Com glória e com poder, em resplendor!
quinta-feira, 24 de julho de 2014
A Biblioteca
De cada vez que entrava ali na sala,
Olhava para mim esfuziante...
Virava‐se e falava com voz rala,
Num grito de silêncio perturbante…
Garbosa, revestida de alta gala,
Mostrava‐me um sorriso penetrante,
Qual fonte do saber que em mim resvala
De cada folha ou livro, cada estante...
Um dia, fiquei sem respiração...
Entrei e não a vi. Desilusão,
Partiu sem um abraço à despedida!
E cada livro jaz encarcerado
Nas tábuas, na parede, ali ao lado,
Num atentado insano
à própria vida!
José Sepúlveda
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Caminhos Cruzados
Dobrei aquela esquina e num instante
Estava frente a ti na noite escura...
O teu olhar altivo, provocante,
Escancarou pra mim tua forma impura
E descobri naquela vida errante
Que segues nesses trilhos de amargura,
Falácias dum viver periclitante
Que ilude a tua sede de aventura
Segui teus passos... Nesse caminhar
Eu descobri no teu tão meigo olhar
O anjo que há em ti, menina linda...
E almejo que no teu caminho incerto
Tu ouses descobrir um céu aberto
Aonde possas ser feliz ainda .
José Sepúlveda
domingo, 20 de julho de 2014
SONETOS DO UNIVERSO: CAMINHOS CRUZADOS
SONETOS DO UNIVERSO: CAMINHOS CRUZADOS: Caminhos cruzados Dobrei aquela esquina e num instante Estava frente a ti na noite escura... O teu olhar altivo, provocant...
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Sol
Sol
Chegaste a Portugal e, de repente,
Há gente que se encanta ao ver te aqui
E junta‐se no Jô tão simplesmente
Porque és dif'rente..., pois, gostou de ti...
E envolta no calor de tanta gente
O teu olhar que em lágrimas senti,
Mostrou‐nos tua paz, como quem sente
Que o mundo à tua volta te sorri.
E agora, navegando além do mar,
Os teus amigos vão‐te recordar
Por teu olhar sereno e delicado.
E nosso abraço puro e singular
Guardado no teu peito há‐de ficar
Para poderes sentir-te ao nosso lado!
José Sepúlveda
SOL RENASCEU
Amigo tão querido, já senti
Saudades dos carinhos recebidos
de ti e de meus amigos daí,
Que mesmo longe são muito sentidos!...
Por emoção ao vê-los, eu sorri,
Nem sei dizer o quanto são queridos
Por mim... Naquele dia me perdi
Em meio de sentimentos aturdidos!...
No American Club com tanta gente,
Momento tão estonteante, um bar.
O coração ficou assim contente!...
Poetas e fadistas ao meu lado,
Amo amar Vocês!... Sempre vou amar!...
Quem dera a vida fosse um lindo fado!...
SOL Figueiredo – 16 de julho de 2014 – 14h.
Chegaste a Portugal e, de repente,
Há gente que se encanta ao ver te aqui
E junta‐se no Jô tão simplesmente
Porque és dif'rente..., pois, gostou de ti...
E envolta no calor de tanta gente
O teu olhar que em lágrimas senti,
Mostrou‐nos tua paz, como quem sente
Que o mundo à tua volta te sorri.
E agora, navegando além do mar,
Os teus amigos vão‐te recordar
Por teu olhar sereno e delicado.
E nosso abraço puro e singular
Guardado no teu peito há‐de ficar
Para poderes sentir-te ao nosso lado!
José Sepúlveda
SOL RENASCEU
Amigo tão querido, já senti
Saudades dos carinhos recebidos
de ti e de meus amigos daí,
Que mesmo longe são muito sentidos!...
Por emoção ao vê-los, eu sorri,
Nem sei dizer o quanto são queridos
Por mim... Naquele dia me perdi
Em meio de sentimentos aturdidos!...
No American Club com tanta gente,
Momento tão estonteante, um bar.
O coração ficou assim contente!...
Poetas e fadistas ao meu lado,
Amo amar Vocês!... Sempre vou amar!...
Quem dera a vida fosse um lindo fado!...
SOL Figueiredo – 16 de julho de 2014 – 14h.
Anjo Lindo
Anjo lindo
Essa menina frágil se estendia
Ali na dura palha dum colchão
Ao brilho da candeia que insistia
Em dar mais luz à sua escuridão.
Ali na dura palha dum colchão
Ao brilho da candeia que insistia
Em dar mais luz à sua escuridão.
Rendida ao tempo, ali permanecia
Lutando contra a sua condição;
Tuberculose, sim, ela sabia
Que não havia outra solução.
Lutando contra a sua condição;
Tuberculose, sim, ela sabia
Que não havia outra solução.
Aonde estás, gazela espavorida
Correndo com fulgor, cheia de vida,
Em mananciais de paz e de alegria?...
.... ... ...
Dormindo agora em teu vestido de anjo,
Vais renascer nos braços de um arcanjo,
Vencida a morte e a dor...naquele dia!
Correndo com fulgor, cheia de vida,
Em mananciais de paz e de alegria?...
.... ... ...
Dormindo agora em teu vestido de anjo,
Vais renascer nos braços de um arcanjo,
Vencida a morte e a dor...naquele dia!
José Sepúlveda
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Meu Gelado Doce
Meu
gelado doce
São
frescas as palavras que te levo
Sentado
ao fim da tarde a ver o mar
São
frescas as carícias que recebo
Se sinto
essa doçura em teu olhar
São
frescos estes versos que te escrevo
Na taça
dum gelado, em seu sabor,
São
frescos esses beijos que recebo
Dos
lábios teus tão cheios de dulçor
Sentado,
saboreio a malvasia
Que rega
o teu sorvete e com magia
Transforma
toda a vida ao meu redor
E quando
o sol se esconde no infinito,
Num
longo e terno abraço eu canto e grito
Perdido
neste teu imenso amor
José
Sepúlveda
terça-feira, 8 de julho de 2014
Se eu fosse...
E dominasse a agulha e o dedal,
Serias meu modelo acarinhado
Em todo o nosso espectro sideral
Levar‐te‐ia então por toda a parte
E em todo o lado aonde quer que fosse,
Embaixatriz serias dessa arte,
Que nos transmite o teu sorriso doce
Se eu fosse um costureiro, minha amada,
Serias tu a eterna enamorada
Do humilde coração que te acarinha
E sobre a tua áurea cabeleira
Colocaria para a vida inteira
Uma coroa digna de rainha
José Sepúlveda
Flor do mar
Flor do mar
Ali, no
meu jardim a beira-mar,
Cruzando essa cortina de neblina,
Cruzando essa cortina de neblina,
Eu vejo a
linda flor desabrochar
Nos teus olhinhos lindos de menina
Nos teus olhinhos lindos de menina
E eis-nos de mão dada a passear.
Banhando os pés na água cristalina,
Co'as ondas num suave murmurar,
Cantando o imenso amor que nos anima.
Vencidos pelo tempo, p'la distância,
Páramos e sorvemos a fragrância
Do mar, do sol, da brisa, do calor.
Depois, voltamos nessa melopeia,
Pegada após pegada, pela areia,
Vivendo intensamente o nosso amor!
José Sepúlveda
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Que refrigério, ó Deus, este aconchego
Do Templo teu, da Casa de Oração,
As suaves melodias, o enlevo
Tão pleno de harmonia e perfeição
Quando aqui venho, sempre de Ti levo
Conforto, muita paz, consolação
E sinto o Teu carinho, o Teu apego
Acalentando um frágil coração
E mesmo sendo vil e pecador,
Aqui me encontro, Ó Deus, ó meu Senhor.
Sentindo o Teu amor, o teu carinho
E neste enleio, em minha devoção,
Te peço, vem, estende Tua mão
E leva-me, Senhor, p'lo teu caminho
José Sepulveda
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