sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Na Serra
Pintura de Amy Dine
Na serra
Vagueio solitário pela terra,
E cedo alcanço o vale dos perdidos
Silencio... tudo é calmo lá na serra...
E sento-me a ouvir os seus gemidos
A águia no seu voo estonteante
Mergulha pela névoa matutina
E com olhar fugaz e penetrante
Perscruta o alimento, peregrina
Do seu covil a loba parda grita
Em estridente uivar e a turba aflita
Porfia o seu refugio com temor
E nesta intensa luta, prova a prova,
A vida se transforma, se renova,
Ditando as suas regras com rigor!
José Sepúlveda
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
A Tela
São verdes os teus olhos cor de
esperança,
São doces os teus lábios de rubi
Dourados teus cabelos de criança
Que afago quando estou ao pé de ti
E entrando nessa tela colorida
Que envolve o teu viver num mar de cor
Descubro como é bom viver a vida
Sorvendo em cada impulso um grande amor
No verde, no azul, no rubro intenso,
Encontro neste colorido imenso
Fulgor, volúpia, intenso o seu poder,
E ao mundo eu lanço um grito de alegria,
Tão cheio de prazer e fantasia
E então descubro como é bom viver!
José Sepúlveda
sábado, 1 de novembro de 2014
Respira comigo
Poema: José Sepúlveda
Pintura: Glória Costa
Respira comigo
Eu sinto o coração pulsar de amor
Num respirar profundo, envolto em ti,
É nessa tela de prazer e cor
O teu, o meu silêncio nos sorri.
Num respirar profundo, envolto em ti,
É nessa tela de prazer e cor
O teu, o meu silêncio nos sorri.
E neste enleio pleno de fulgor,
Pulsando no teu peito, descobri
Que a vida é sentimento, luz e cor
Momento após momento, de per si.
Pulsando no teu peito, descobri
Que a vida é sentimento, luz e cor
Momento após momento, de per si.
Deixa abraçar teu coração imenso,
Olhar teu lindo rosto e, no silêncio,
Cantar a paz, o amor e a alegria…
Olhar teu lindo rosto e, no silêncio,
Cantar a paz, o amor e a alegria…
E neste abraço puro e singular,
Olhar no céu estrelas e cantar
Um hino à vida, um hino à fantasia!
Olhar no céu estrelas e cantar
Um hino à vida, um hino à fantasia!
José Sepúlveda
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Madrinha dos Poetas
Madrinha dos Poetas
à minha amiga Conceição Lima
Madrinha dos poetas, vem cantar
A melodia linda do teu peito
E a trovadores e vates alargar
O seu caminho às vezes tão estreito
A melodia linda do teu peito
E a trovadores e vates alargar
O seu caminho às vezes tão estreito
Que possas nesse imenso caminhar
Concretizar seus sonhos e a teu jeito
Abrir as portas desse imenso mar
Aonde se navega sem respeito
Concretizar seus sonhos e a teu jeito
Abrir as portas desse imenso mar
Aonde se navega sem respeito
Rainha dos poetas, vem cantar,
Estende o teu abraço e faz brilhar
A estrela que ilumina o seu caminho.
Estende o teu abraço e faz brilhar
A estrela que ilumina o seu caminho.
E quer seja poeta ou trovador,
Não deixes de afagar com muito amor
As aves que se aninham no teu ninho
Não deixes de afagar com muito amor
As aves que se aninham no teu ninho
José Sepulveda
domingo, 26 de outubro de 2014
Parabéns, Luís
Feliz Aniversário, Luís
Já vão quarenta anos... Nem parece
Que o tempo se passou com tanta pressa
O certo, é que o fervor da nossa prece
Gerou um belo fruto bem depressa
E agora que esta vida desvanece
E o tempo que passou já não regressa
Não peças a esse tempo que regresse
Que a cada instante a vida recomeça
E pensa no alvor da tua vida;
Que possas resguardar-te na corrida
E vivas os teus dias sem assombro
E mesmo que haja pedras no caminho,
Não quero que te encontres mais sozinho
Mas sintas minha mão sobre o teu ombro
José Sepúlveda
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
sábado, 18 de outubro de 2014
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Mar de Prata
Mar de prata
Argente mar, que ocultas no teu ventre
Coberto por teu manto de fissuras?
São peixes, são sereias, será gente
Ou também tu não sabes quem procuras?
A gente jaz silente em tua mente,
Roubada nas marés cheias de agruras;
Os peixes, filhos teus, tu, ternamente,
Os vais alimentando de algas puras...
E oiço-te a chorar, a marulhar,
Murmúrios mais murmúrios pelo ar,
Nesse vaivém sem fim, cheio de encanto!
Ai, mar de prata, casa de segredos,
Que escondes desventuras e os degredos
No impávido clamor desse teu pranto!
José Sepúlveda
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Teus Olhos
Pintura de Glória Costa
Teus olhos
Rios de amor descendo p'la colina
Por entre os pedregais e os abrolhos,
Regatos de água pura, cristalina,
Que saltam do verdor desses teus olhos.
E sigo esperançoso, rio acima
Envolto nesse olhar e vou seguindo
Buscando nos teus olhos de menina
O enlevo dum amor tão puro e lindo
E quando atinjo o cume em paz e em Glória
Eu sinto em mim o gozo da vitória
No olor de cada flor eu sou matiz
E com o teu olhar no pensamento
Eu canto aos quatro ventos num momento
Os versos tão singelos que te fiz.
José Sepúlveda
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Menina Marota
Menina Marota
O teu sorriso lindo, franco, aberto,
Que me ilumina em toda a madrugada,
Esconde o olhar mais vivo, bem desperto,
Que descobri na minha caminhada
E quando esse sorriso está mais perto
E brilha com mais luz e resplendor,
Meu coração se sente mais liberto
P'ra desvendar a fonte desse amor.
Vem, mostra o teu sorriso de menina
Pois essa fonte de água cristalina
É o curso desse olhar que não se esgota
No teu olhar tão puro e natural
Esconde-se o sorriso divinal
Dessa menina linda, da Marota!
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Meigo olhar
Ao ver o teu olhar tão puro e manso
Olhando o meu olhar com tal brandura,
Eu olho para ti e não me canso
De olhar a tua imensa formosura
E busco em meu jardim a linda flor
Na esperança de algum dia te encontrar
E ao procurar eu sinto o imenso amor
Que só consigo ver no teu olhar
E se algum dia no raiar da aurora
Tu vires que chegou a aquela hora
Que enche os corações de luz e cor
No teu olhar sereno, puro e manso
Hás-de encontrar por fim paz e descanso,
Sei lá, viver pra sempre um grande amor
Lançamento do livro Ventos do Norte, Antologia I,
dos Poetas Poveiros, lendo o poema de Tina Tinoco
VENTOS
ventos violentos
empurram,
massacram,
atordoam,
levam algo valioso…
mas não derrubam…!
outros ventos surgem,
outras vontades nascem,
outros momentos acontecem,
| VENTOS DO NORTE · ANTOLOGIA I 245
e aquele vendaval que outrora amachucara,
metamorfoseia-se num subtil bailado,
onde os sentimentos se acasalam
e a vida brota miraculosamente,
entranhando- se nos recônditos do Eu,
tocando o topo da
existência.
Tina Tinoco
Mar de Prata
Mar de prata
Argente mar, que ocultas no teu ventre
Coberto por teu manto de fissuras?
São peixes, são sereias, será gente
Ou também tu não sabes quem procuras?
Coberto por teu manto de fissuras?
São peixes, são sereias, será gente
Ou também tu não sabes quem procuras?
A gente jaz silente em tua mente,
Roubada nas marés cheias de agruras;
Os peixes, filhos teus, tu, ternamente,
Os vais alimentando de algas puras...
Roubada nas marés cheias de agruras;
Os peixes, filhos teus, tu, ternamente,
Os vais alimentando de algas puras...
E oiço-te a chorar, a marulhar,
Murmúrios mais murmúrios pelo ar,
Nesse vaivém sem fim, cheio de encanto!
Murmúrios mais murmúrios pelo ar,
Nesse vaivém sem fim, cheio de encanto!
Ai, mar de prata, casa de segredos,
Que escondes desventuras e os degredos
No impávido clamor desse teu pranto!
Que escondes desventuras e os degredos
No impávido clamor desse teu pranto!
José Sepúlveda
terça-feira, 23 de setembro de 2014
Serenidade
O mar esta sereno esta acalmia
Me traz paz e descanso ao coração
E fico olhando o mar a maresia
Perdido na penumbra da ilusão
Me traz paz e descanso ao coração
E fico olhando o mar a maresia
Perdido na penumbra da ilusão
Ai quem me dera ter sossego um dia
Viver a paz imensa que vivi
E olhando ao meu redor esta acalmia
Sentir que esta vida me sorri
Viver a paz imensa que vivi
E olhando ao meu redor esta acalmia
Sentir que esta vida me sorri
O vento sopra solto esta
sereno
Gaivotas pelo céu num voo amena
Silencio e paz se espalha ao meu redor
Gaivotas pelo céu num voo amena
Silencio e paz se espalha ao meu redor
E nesta nostalgia fria e
quente
Meu coração transmite a paz silente
Dum frágil coração cheio de amor
Meu coração transmite a paz silente
Dum frágil coração cheio de amor
Pintura de Bárbara Santos
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Paz
Paz
A chuva cai, o mar em tom aflito
Lança o seu grito em todo o seu furor...
E nesta solidão, eu vou contrito
Seguindo nas pegadas do Senhor
Silêncio e paz... Entrei na Tua Igreja
E à minha volta tudo é paz e calma
A solidão se foi. Louvado seja!
E o júbilo voltou à minha alma
Ó!, como é bom o teu refúgio, ó Deus,
Sentir teu aconchego, a paz dos céus,
Em cânticos suaves de louvor
E almejo o nobre dia em que do céu
Vieres resgatar o povo teu,
Com glória e com poder, em resplendor!
A chuva cai, o mar em tom aflito
Lança o seu grito em todo o seu furor...
E nesta solidão, eu vou contrito
Seguindo nas pegadas do Senhor
Silêncio e paz... Entrei na Tua Igreja
E à minha volta tudo é paz e calma
A solidão se foi. Louvado seja!
E o júbilo voltou à minha alma
Ó!, como é bom o teu refúgio, ó Deus,
Sentir teu aconchego, a paz dos céus,
Em cânticos suaves de louvor
E almejo o nobre dia em que do céu
Vieres resgatar o povo teu,
Com glória e com poder, em resplendor!
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