quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Esperança
Esperança
Fecham se as portas
Dum labirinto
Que ha trevas mortas
Nesse recinto
Dum labirinto
Que ha trevas mortas
Nesse recinto
Trabalho mouro
Que triste sina
Aves de agouro
E de rapina
Que triste sina
Aves de agouro
E de rapina
Portas coelhos
Todos pra rua
Novos e velhos
Coutada sua
Todos pra rua
Novos e velhos
Coutada sua
Na assembleia
Tigres leões
A casa cheia
Mas de ladroes
Tigres leões
A casa cheia
Mas de ladroes
Com que desmando
A reles gente
Vive roubando
Impunemente
A reles gente
Vive roubando
Impunemente
Fecha essa lura
Ó vil Coelho
Ja nao tens cura
'Stas podre e velho
Ó vil Coelho
Ja nao tens cura
'Stas podre e velho
Lobos à solta
A ocasião
Pra dar a volta
À situação
A ocasião
Pra dar a volta
À situação
Que um ano novo
Pleno de esperança
Traga a este povo
Paz e bonança
Pleno de esperança
Traga a este povo
Paz e bonança
José Sepúlveda
O Voo da Águia
O voo da águia
À sombra dum pinhal, com minha amada,
Um dia me encontrei pela tardinha
E nessa tarde amena recatada
Quis por a toda a prova a vida minha
Ouviam-se ruidos lá na estrada
E gente curiosa se avizinha,
Mas ela olhou pra mim determinada,
E abraçou-me até dobrar a espinha
Passámos bons momentos de prazer;
Depois, mostrando raça da mulher,
A águia ousou voar no descampado
Qual Fénix, libertou-se das amarras,
Lançou sobre meu corpo as suas garras
E ali compôs comigo um outro fado!
José Sepulveda
À sombra dum pinhal, com minha amada,
Um dia me encontrei pela tardinha
E nessa tarde amena recatada
Quis por a toda a prova a vida minha
Ouviam-se ruidos lá na estrada
E gente curiosa se avizinha,
Mas ela olhou pra mim determinada,
E abraçou-me até dobrar a espinha
Passámos bons momentos de prazer;
Depois, mostrando raça da mulher,
A águia ousou voar no descampado
Qual Fénix, libertou-se das amarras,
Lançou sobre meu corpo as suas garras
E ali compôs comigo um outro fado!
José Sepulveda
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Lucy Bream
Lucy Bream
Lançaste numa tela imensa e fria
Um manancial de cor, cian e green...
Com qual perícia, viste que pedia,
Yellow ... E assinaste Lucy Bream...
Brilhante! Vi na tela o teu semblante
Rejubilante. cheio de alegria...
E, então, sonhei
que vi naquele instante
A Deusa da Floresta, eterna, amante,
Moldada entre o verdor e a fantasia!
José
Sepúlveda
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
Teresa Almeida
Teresa Almeida
Trago no peito o
brilho desse olhar
E o teu sorriso
lindo que, a cantar,
Repousa em meu
olhar com alegria!
E sinto aqui tão
perto o teu carinho
Sabendo que te
encontras num cantinho
Aonde abunda paz e
harmonia!
Ao longe, oiço
cantar o Mirandês;
Leio e releio
versos com fervor,
Mastigo cada qual
na sua vez
E deixo-me enlevar
no seu calor…
Iluminado por teu
doce olhar,
Desejo em cada
verso desfrutar
A luz do teu
sereno e puro amor,
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Adriana Henriques
Adriana Henriques
Ai quem me dera
abrir teu pensamento,
Deixar-me navegar
num mar sem fundo,
Roubar-te o sol e
nesse espaço-tempo
Incendiar teu
peito tão fecundo…
Ai quem me dera,
princesinha bela,
Nadar em cor,
entrar nessa aguarela,
Alinhavando as
rendas do teu mundo!
Há nessa tela um
filho a irromper,
Enaltecendo a
força que há em ti,
No teu olhar
profundo de mulher
Resguardas o amor
que existe em si…
Imensidão e sede
de infinito
Que imerge em
profusão em luz e cor,
Um filho a ser
parido em tom aflito,
Envolto em extasia
e no seu grito
Servindo a causa
eterna do amor!
José Sepúlveda
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
Subida ao Tronco
A subida ao tronco é uma
tradição antiga dos poveiros.
No dia 8 de Dezembro, junto à fortaleza de N. Sr.a da Conceição, ergue-se um troco besuntado, no cimo do qual se coloca um bacalhau (às vazes acompanhado por uma garrafa de vinho do Porto).
Um ou mais corajosos vão assim tentar a sua sorte, trepar ao poste e levar para casa o bacalhau para a consoada. Bacalhau suado, sem dúvida.
No dia 8 de Dezembro, junto à fortaleza de N. Sr.a da Conceição, ergue-se um troco besuntado, no cimo do qual se coloca um bacalhau (às vazes acompanhado por uma garrafa de vinho do Porto).
Um ou mais corajosos vão assim tentar a sua sorte, trepar ao poste e levar para casa o bacalhau para a consoada. Bacalhau suado, sem dúvida.
Subida ao tronco
O tronco estava negro e
encebado...
Mas, com um saco cheio de serrim,
Tentavas com teu ar determinado
Subi-lo ponta a ponta, até ao fim
Mas, com um saco cheio de serrim,
Tentavas com teu ar determinado
Subi-lo ponta a ponta, até ao fim
No cimo, um bacalhau bem
amarrado
E tu, olhando, olhando, ao vê-lo assim,
Pensavas com teu ar bem humorado:
- Aquele bacalhau vai ser pra mim
E tu, olhando, olhando, ao vê-lo assim,
Pensavas com teu ar bem humorado:
- Aquele bacalhau vai ser pra mim
E eis que chega a hora
da subida...
Então, sem dar tréguas nem guarida,
Te lanças com força, sem temor!
Então, sem dar tréguas nem guarida,
Te lanças com força, sem temor!
Contra a razão da força,
com vontade,
Lutando contra a própria liberdade,
Tu mostras para todos teu valor!
Lutando contra a própria liberdade,
Tu mostras para todos teu valor!
José Sepúlveda
Conceição Lima
Conceição Lima
Com faz bem estar à tua frente,
Ouvir tudo o que tens pra nos dizer
Naquele tom de voz eloquente
Com que nos brindas sempre com prazer!
E nesse teu estar perante a gente,
I
maginando um novo
alvorecer,
Conspiras p’ra roubar num só momento
Ao tempo que te foge como o vento
Os versos que nos tarzes p’ra dizer!
Levanta-te, poeta, aonde fores
Intenta ser na selva vâ, medonha
Madrinha de poetas, de escritores,
A terna mão amiga de quem sonha!
José Sepúlveda
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
Sabina sou
Pintura de Sabina Figueiredo
Sabina ….. sou
Deixai que o sentimento de
mudança
Que vibra nas entranhas de meu
ser
Transforme um lindo sonho de
criança
Em telas transbordantes de prazer
Deixai-me ouvir a voz da
esperança
Livrar-me das amarras, renascer
Num novo circuito de bonança
Liberta dos grilhões do meu viver
E ao raiar da aurora hei-de
mostrar
Com traços de magia singular
O meu pintar tão cheio de ilusão
E em cada quadro irei a cada
instante
Levar ao mundo aquela voz
vibrante
Que faz pular tão forte o
coração!
José Sepúlveda.
Meu barco
Pintura de Adiasmachado
Meu barco
Navego peregrino pela vida
Nas ondas mais revoltas deste
mar,
O medo e a incerteza dão guarida
Ao meu estranho e incerto
navegar.
E nesta senda louca, vã, perdida,
Por entre a multidão, fico a
remar
Tentando ver ao longe uma saída
Que não consigo nunca vislumbrar.
Os magos e os duendes serpenteiam
Por essa embarcação e lá semeiam
Mentiras e promessas sem ter
fim...
E nesse turbilhão imenso,
agreste,
Agarro no meu remo e entrego ao
Mestre
Que me sorri e diz: - Confia em
mim!
José Sepúlveda
Folhas de Outono
Folhas de Outono
Folhas de outono, a natureza grita
À nostalgia de um verão passado;
A folha cai, a passarada aflita
Procura o seu refúgio em qualquer lado.
O equinócio dita a sua lei
E as árvores revestem-se de cor
O amarelo, o rubro, já nem sei
Que lindo manto, colorido, amor!
Folhas de outono, a terra geme e chora...
O brilho, a cor, a luz, irão agora
À tela do pintor dar cor e forma…
Antoin’ Lavoisier já nos dizia:
“A natureza nada perde ou cria
Mas por magia tudo se transforma!”
José Sepúlveda
Luísa Ramos
Luísa Ramos
Luisa, tens o dom da eloquência,
Um dom dos mais queridos que Deus fez;
Intentas ler com terna paciência,
Salientar em textos de excelência
As frases mais bonitas tu lês.
Relês o texto... Com trabalho e zelo,
A cada frase dás magia e cor;
Misturas as palavras... Com anelo,
O que parece tosco fica belo,
Sentindo-se em teu peito um grande amor!
Está em festa o mundo literário...
Meus parabéns, feliz aniversario!
José Sepúlveda
Teresa Teixeira
Teresa
Teus olhos, frescas fontes de bonanca,
Envoltos em correntes de esperanca,
Resvalam em torrentes de paixão
Em busca do oceano puro e lindo,
Segredo dum amor imenso, infindo,
Aonde habita um grande coração.
Teus rosto, nesse rubro terno e doce,
Expande-se na luz que te ilumina
Irradiando paz, como se fosse
Xabouco de água pura e cristalina...
Em toda a parte o teu sereno olhar,
Iluminando o mundo ao teu redor,
Reflete o teu sentir, o teu sonhar,
A vida no seu máximo explendor!
José Sepúlveda
Noite de Natal
Noite de natal
Dobrei aquela
esquina. Ali num canto,
Um pobre vagabundo mais um cão...
Olhei com atenção... P'ra meu espanto,
O cão comia, o vagabundo não!
Um pobre vagabundo mais um cão...
Olhei com atenção... P'ra meu espanto,
O cão comia, o vagabundo não!
Nos olhos seus
não vi temor ou pranto,
Nao senti dor, tristeza ou solidao...
O vagabundo olhava-o com encanto,
O cão lambia alegre a sua mão...
Nao senti dor, tristeza ou solidao...
O vagabundo olhava-o com encanto,
O cão lambia alegre a sua mão...
Ao longe, na
mansão iluminada,
Ouviam-se cantar na madrugada
Cantigas de louvor ao Deus-Menino.
Ouviam-se cantar na madrugada
Cantigas de louvor ao Deus-Menino.
E o vagabundo
olhava entre as estrelas,
Agradecendo ao cão as coisas belas
E a prenda que lhe pôs no sapatinho.
Agradecendo ao cão as coisas belas
E a prenda que lhe pôs no sapatinho.
Josė Sepúlveda
Poema superiormente musicado com vídeo pelo meu amigo António Teixeira, a quem, reconhecido, agradeço.
https://www.youtube.com/watch?v=wRY-IrRgots&feature=youtu.be
Poema superiormente musicado com vídeo pelo meu amigo António Teixeira, a quem, reconhecido, agradeço.
https://www.youtube.com/watch?v=wRY-IrRgots&feature=youtu.be
Feliz Natal
Feliz Natal
Neste Natal, a
voz do pensamento
Irei lançar ao vento num clamor
E tu vais ser o eterno sentimento
Que guardarei no peito com amor.
Irei lançar ao vento num clamor
E tu vais ser o eterno sentimento
Que guardarei no peito com amor.
E a luz do teu
olhar em movimento,
Rasgado pelo tempo e pela dor,
Vai ser no nosso eterno firmamento
A estrela que irradia luz e cor!
Rasgado pelo tempo e pela dor,
Vai ser no nosso eterno firmamento
A estrela que irradia luz e cor!
Vem-me
abraçar! No nosso sapatinho
Só quero o teu amor... E o teu carinho
Irradiará na pruma do pinheiro!
Só quero o teu amor... E o teu carinho
Irradiará na pruma do pinheiro!
E num abraço
puro e singular,
No teu olhar meus olhos vão brilhar
E então vai ser Natal o ano inteiro!
No teu olhar meus olhos vão brilhar
E então vai ser Natal o ano inteiro!
José Sepúlveda
Poema magnificamente ilustrado pela pintora Kika Luz e superiormente musicado com vídeo pelo meu amigo António Teixeira, a quem, reconhecido, agradeço.
Poema superiormente musicado com vídeo pelo meu amigo António Teixeira, a quem, reconhecido, agradeço.
https://www.youtube.com/watch?v=3C1DBhrTRFg
Poema magnificamente ilustrado pela pintora Kika Luz e superiormente musicado com vídeo pelo meu amigo António Teixeira, a quem, reconhecido, agradeço.
Poema superiormente musicado com vídeo pelo meu amigo António Teixeira, a quem, reconhecido, agradeço.
https://www.youtube.com/watch?v=3C1DBhrTRFg
FELIZ NATAL - Pintura de Kika Luz
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Manuela Bulcão
Manuela Bulcão
Medi teus passos… Vi-te caminhar
Airosa, sem receios, passo-a-passo,
Num sítio, noutro sítio, a versejar
Um dia e outro dia, sem cansaço…
E quando nessas noites de luar
Levavas
tua alma a passear,
A hora se esvaía em teu abraço…
Bem hajas, doce lava de um vulcão!
Um dia hás-de sentir o coração
Levado nas torrentes do amor…
Com toda a viva força do tei peito
A fama grangearás sem preconceito
Olhando a vida sem qualquer temor!
José Sepúlveda
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
Maçã que voa
Essa maçã…
Ao meu amigo Arnaldo
Macedo
Essa maçã que voa em liberdade
Cruzando terra e mar, o imenso céu,
Qual pária ou peregrina e que não sabe
O rumo do destino que escolheu…,
Que segue pela estrada da saudade
No tempo sem ter tempo, azul ou breu,
Persiste em exprimir a liberdade
Que prematuramente conheceu.
E nesse voo livre, tão fecundo,
Com luz e cor se abre para o mundo,
Nessa maçã sem mácula ou pecado.
E o eco que se estende p'las montanhas,
Desventra seu viver, suas entranhas,
Num longo e eterno grito apaixonado!
José Sepúlveda
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