quinta-feira, 10 de julho de 2014

Meu Gelado Doce

Meu gelado doce

São frescas as palavras que te levo
Sentado ao fim da tarde a ver o mar
São frescas as carícias que recebo
Se sinto essa doçura em teu olhar

São frescos estes versos que te escrevo
Na taça dum gelado, em seu sabor,
São frescos esses beijos que recebo
Dos lábios teus tão cheios de dulçor

Sentado, saboreio a malvasia
Que rega o teu sorvete e com magia
Transforma toda a vida ao meu redor

E quando o sol se esconde no infinito,
Num longo e terno abraço eu canto e grito
Perdido neste teu imenso amor


José Sepúlveda

terça-feira, 8 de julho de 2014

Se eu fosse...


Se eu fosse costureiro e afamado
E dominasse a agulha e o dedal,
Serias meu modelo acarinhado
Em todo o nosso espectro sideral

Levar‐te‐ia então por toda a parte
E em todo o lado aonde quer que fosse,
Embaixatriz serias dessa arte,
Que nos transmite o teu sorriso doce

Se eu fosse um costureiro, minha amada,
Serias tu a eterna enamorada
Do humilde coração que te acarinha

E sobre a tua áurea cabeleira
Colocaria para a vida inteira
Uma coroa digna de rainha

José Sepúlveda

Flor do mar


Flor do mar

Ali, no meu jardim a beira-mar,
Cruzando essa cortina de neblina,
Eu vejo a linda flor desabrochar 
Nos teus olhinhos lindos de menina

E eis-nos de mão dada a passear. 
Banhando os pés na água cristalina,
Co'as ondas num suave murmurar,
Cantando o imenso amor que nos anima.

Vencidos pelo tempo, p'la distância,
Páramos e sorvemos a fragrância
Do mar, do sol, da brisa, do calor.

Depois, voltamos nessa melopeia,
Pegada após pegada, pela areia,
Vivendo intensamente o nosso amor!


José Sepúlveda

quinta-feira, 3 de julho de 2014


Refrigério 

Que refrigério, ó Deus, este aconchego
Do Templo teu, da Casa de Oração, 
As suaves melodias, o enlevo
Tão pleno de harmonia e perfeição

Quando aqui venho, sempre de Ti levo
Conforto, muita paz, consolação
E sinto o Teu carinho, o Teu apego
Acalentando um frágil coração

E mesmo sendo vil e pecador,
Aqui me encontro, Ó Deus, ó meu Senhor.
Sentindo o Teu amor, o teu carinho

E neste enleio, em minha devoção,
Te peço, vem, estende Tua mão
E leva-me, Senhor, p'lo teu caminho

José Sepulveda

Mudar o Mundo

Montagem da minha amiga Ana Stoppa

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Mar

Mar

Um mar de azul se expande traço a traço
Num misto de volúpia e de harmonia
E cada rosto grita em seu espaço
Naquela tela viva, crua e fria

Pincel e dor, pedaço após pedaço,
Dão brilho e cor, amor e alegria
E um mágico poder que é puro e lasso
Vagueia entre o sonho e a fantasia

E o mestre abraça a sua criação
Que grita ao mundo, cheia de ilusão,
Mostrando o seu frescor e galhardia

E nesse mundo azul cheio de cor
Desabrochou, com lágrimas de amor,
A paz, a flor, a vida, a poesia

Meu livro

MEU LIVRO
Meu Livro

Tu eras meu refúgio, esse caminho
Aonde procurava algum sossego.
Buscava o teu conforto, o teu carinho,
Levava-te escondido e em segredo.

E ao pisar as pedras do caminho,
Às vezes me perdia, tinha medo
De calcorrear a estrada tão sozinho,
Desamparado neste meu degredo.

E, quando em minha mão, te devorava,
Tragava-te palavra após palavra
Na ânsia de uma nova descoberta.

E página após página encontrava
O lenitivo que me consolava
E me indicava sempre a estrada certa.

terça-feira, 17 de junho de 2014

As Cores da Poesia

As cores da minha vida 

Lancei meus sentimentos numa tela
E pus-me a pincelar na noite escura
Olhei e então notei ser tão singela
A tela desta minha vida obscura

Pintei naquela tela uma aguarela
Com as cores que ditava o coração
Senti-me aprisionado numa cela
De amor, de fantasia e de ilusão 


E quando já no fim olhei meu quadro
Fiquei olhando um lado, o outro lado,
A minha estrada em cores ressarcida


Nos traços dessa tela eu descobri
As sensações estranhas que vivi
Nas tensas pinceladas desta vida

Tela da Vida



TELA DA VIDA

Lancei meus sentimentos numa tela
e pus-me a pincelar na noite escura
Olhei e então notei ser tão singela
A tela desta minha vida obscura

Pintei naquela tela uma aguarela
Co`as cores que ditava o coração
senti-me aprisionado numa cela
De amor, de fantasia e de ilusão

E quando já no fim olhei meu quadro
Fiquei olhando um lado, o outro lado
A minha estrada em cores ressarcida

Nos traços dessa tela eu descobri
As sensações estranhas que vivi
Nas ternas pinceladas desta vida

Entrevista no Audiência


Refrigério

Refrigério

Que refrigério, ó Deus, este aconchego
Do Templo teu, da Casa de Oração, 
As suaves melodias, o enlevo
Tão pleno de harmonia e perfeição

Quando aqui venho, sempre de Ti levo
Conforto, alegria e união
E sinto o Teu carinho, o Teu apego
Acalentando um frágil coração

E mesmo sendo vil e pecador,
Aqui me encontro, Ó Deus, ó meu Senhor.
Sentindo o Teu amor, o teu carinho

E neste enleio, em minha devoção,
Te peço, vem, estende Tua mão
E leva-me, Senhor, p'lo teu caminho

Lingua Mater

LINGUA MATER

Que a força das palavras seja sempre
Expressa em versos, textos e canções,
Transforme o teu falar numa corrente
Que una e alimente corações

Que seja o teu pulsar a voz pungente
Que espalha em toda a parte, entre as nações,
O mágico sentir eloquente
Da triunfante língua de Camões

Que em Cabo-Verde, Angola ou na Guiné,
Brasil, em Moçambique ou S.Tomé,
Na Índia, em Timor ou Portugal

Tu possas gritar alto, com destreza,
Que a nossa língua é a língua portuguesa,
Indómita, divina, triunfal!!!

Subindo o Douro

Douro

Nas águas desse Douro eterno e quente
Navego calmamente, rio acima...
Paisagem luxuriante à minha frente
Num manto de verdura que me anima

Que sensação de paz, como é dif'rente
Buscar o novo verso, a nova rima,
No plácido verdor, com minha mente
A mergulhar na água cristalina

Navego sem parar... Ao longe, a Régua
O Douro estende o braço numa trégua
Ao turbilhão da vida vã, perdida...

E às águas do meu rio eterno e belo
Eu lanço o meu pedido, o meu apelo,
Para que dê sentido à minha vida

José Sepúlveda

Leia mais: http://www.divulgaescritor.com/products/douro-por-jose-sepulveda/

Fado

Fado

Desço o douro e de repente
Entre tanta coisa bela
No meio de tanta gente
Surge o fado da viela

Trinam guitarras baixinho
Há poesia no ar...
Sente‐se amor e muito carinho
Que os fadistas vão cantar

Silêncio vamos ouvir
Guitarras no seu trinado
Ouçamo‐las a sorrir
Pois vai‐se cantar o fado

José Sepúlveda

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Antologia Palavras de Cristal II

Participalte nesta Antologia


Na minha Aldeia


Na minha aldeia

Na minha aldeia havia um lindo rio 
De cristalinas águas a jorrar 
E quer fizesse sol, fizesse frio, 
A gente ia até lá, p’ra se banhar. 

E era para nós um desafio
Passar pela turbina a trabalhar,
Atravessar o dique corredio
E ir na outra margem passear.

Seguíamos cantando por ali fora
Aqui colhendo zimbro, ali amora,
E desfrutando os sons da natureza.

E ao regressar a casa, p’la noitinha,
O nosso coração não se continha
Por termos desfrutado tal beleza!

José Sepúlveda

Septimpublica


Septimpública

O Duraton desliza das montanhas
E serpenteia à volta dos socalcos;
Parece que rebenta p’las entranhas,
Subindo, regredindo, sempre aos saltos.

Na compressão das margens algo estranhas,
Vislumbro nos seus pontos mais revoltos
Memórias de combates e façanhas,
Vitórias mais vitórias…, pontos altos!.

Fernan Gonzalez, conde de Sevilha;
A sua argente espada ainda brilha
No cimo das muralhas sós, abortas…

Sepúlveda, cidade maravilha!
Tomara ser soldado que perfilha
Manter inabaláveis tuas portas! (José Sepúlveda)

Entrevista ao Programa Pedra de Audiência RTV


Parte 1
https://www.youtube.com/watch?v=HpQmzyBvzz0

Parte 2
https://www.youtube.com/watch?v=oCfLUNHN26M

Ensina-me a Pintar


Ensina-me a pintar

Ensina me a pintar que ao ver brilhar
O teu pincel naquela tela mansa
Meu coração não para de saltar
Como se fora um sonho de criança

Ensina-me a pintar. Ó quanto almejo
Pegar pincel e tela e de repente
Lançar os tons da cor do meu desejo
E ver brilhar a luz que tenho em mente

Aí quem me dera um dia ser pintor
Lançar me na aventura sem pudor
Dar azo a toda a minha fantasia

Poder pintar no fundo duma tela
A cor da minha vida fresca e bela
E ver na tela a cor da poesia

O Quadro


A Árvore


Pai



quinta-feira, 8 de maio de 2014

Lingua Mater


Língua Mater

Que a força das palavras seja sempre
Expressa em versos, textos e canções,
Transforme o teu falar numa corrente
Que una e alimente corações

Que seja o teu pulsar a voz pungente
Que espalha em toda a parte, entre as nações,
O mágico sentir eloquente
Da triunfante língua de Camões

Que em CaboVerde, Angola ou na Guiné,
Brasil, em Moçambique ou S.Tomé,
Em Príncipe, em Timor ou Portugal

Tu possas gritar alto, com clareza,
Que a nossa língua é a língua portuguesa,
Indómita, divina, triunfal!


José Sepúlveda

terça-feira, 6 de maio de 2014

A Cor da Poesia

                                                         Pintura interpretativa do poema, do pintor Adiasmachado
TELA DA VIDA 

Lancei meus sentimentos numa tela
E pus-me a pincelar na noite escura
Olhei e então notei ser tão singela
A tela desta minha vida obscura

Pintei naquela tela uma aguarela
Co'as cores que ditava o coração
Senti-me aprisionado numa cela
De amor, de fantasia e de ilusão

E quando já no fim olhei meu quadro
Fiquei olhando um lado, o outro lado,
A minha estrada em cores ressarcida

Nos traços dessa tela eu descobri
As sensações estranhas que vivi
Nas ternas pinceladas desta vida.


Pintura de Bárbara Santos

A Cor da Poesia
 
O Músico, o Poeta e o Pintor
Juntaram- se ao luar no vale do Vez
Para levar o tom, o verbo, a cor
Ao cantos mais sagrados que Deus fez
 
E cheios de vontade, com labor,
Uniram seus talentos e a três
Cantaram a alegria, a paz, o amor
Que ousaram espalhar de lés a lés
 
Perfeita a simbiose ali gerada:
Poetas e pintores de mão dada
Criando imagens cheias de harmonia
 
E a alma do poeta, apaixonada,
Permaneceu por toda a madrugada
A transformar a cor em poesia

José Sepúlveda

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Em Braga, com amigos, entre os quais os pintores Adriana Henriques e Adiasmachado

José Sepúlveda, Amy Dine. Adriana Henriques, Teresa Teixeira/Zinha, Maria Tavares e Adiasmachado

Meu verso, Meu berço, Meu poema, por terres de Santa Cruv




Meu Livro

Imagem: Pintura de Adriana Henriques, interpretativa deste poema. Quadro e poema apresentados no Evento: As Cores da Poesia, organizado pela Fundação Jorge Antunes, casa da Cultura de Vizela


MEU LIVRO

Tu eras meu refúgio, esse caminho
Aonde procurava algum sossego.
Buscava o teu conforto, o teu carinho,
Levava-te escondido e em segredo.

E ao pisar as pedras do caminho,
Às vezes me perdia, tinha medo
De calcorrear a estrada tão sozinho,
Desamparado neste meu degredo.

E, quando em minha mão, te devorava,
Tragava-te palavra após palavra
Na ânsia de uma nova descoberta.

E página após página encontrava
O lenitivo que me consolava
E me indicava sempre a estrada certa.

José Sepúlveda





quinta-feira, 1 de maio de 2014

O Meu Abril

O meu Abril

Olho para o teu rosto de perfil
E lembro um outro Abril do meu passado,
Um lindo alvorecer, um céu anil
E um meigo olhar, tão puro e delicado.

Deixara há pouco tempo o meu redil
Tão cheio de alegria, esperançado
Nos dias de bonança, sonhos mil,
Em construção, contigo de meu lado

E vivo o nosso sonho eterno e doce
Cantando essa alegria que nos trouxe,
Subindo a nossa escada passo a passo

E neste canto à vida, à liberdade
Tu dás-me a tua paz, serenidade,
E eu dou-te o meu amor num longo abraço.

José Sepúlveda

A Ponte


Poema interpretativo da foto, por convite do autor

Um Tesouro chamado Livro

Mensagem na página da ANLPPB - Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro. Projeto "Um Tesouro Chamado Livro"

Com a participação dos queridos poetas portugueses José Jose Sepulveda, dos Poetas Poveiros, ( vários autores, nossa IV Antologia e o Mosaicos de Sabedoria de minha autoria, quatro tesouros em cumprimento ao
nosso importante projeto!




Tempestade


Pintura interpretativa do poema, pela pintora Barbara Santos (Barreiro)

As cores da vida



Aquele Maio

Meu Maio, lindo Maio, que saudade
Eu sinto desse Maio doutras eras
Levávamos no peito uma verdade
Sonhada no passar das primaveras

O povo se espalhava p’la cidade
A partilhar seus sonhos e quimeras;
As mínguas dessa longa eternidade
De lutas, de fracassos e de esperas

A paz, o pão, saúde, habitação,
Trabalho, liberdade de expressão,
O fim da guerra! Forte, essa vontade!

Naquele Maio alegre e pueril
Ousámos reviver o nosso Abril

Gritando pela nossa liberdade

sexta-feira, 18 de abril de 2014

25 de Abril



Liberdade

Salgueiro Maia sai com seus soldados
De Santarém naquela noite escura
E pra Lisboa vão determinados
A por um fim a longa ditadura

Chaimites e panhards avariados
Chegaram junto ao Tejo e - que loucura -
O povo os recebeu com rubros cravos
De braço dado em toda essa aventura

E ouvia-se gritar: - O Povo Unido
Agora nunca mais será vencido!
- Abaixo a opressão. - Haja igualdade!

- Ponhamos fim à guerra colonial!
- A Pide pra Caxias, Tarrafal!
- Morte ao fascismo! - Viva a liberdade!

José Sepulveda





Manhã de Abril

Naquela noite de quimeras mil
Salgueiro Maia, em plena madrugada, 
Juntou os seus soldados na parada
E ousou falar-lhes desse novo Abril

E disse-lhes: - Que Estados encontramos
Por esse mundo além? Capilalismo,
Fascismo, Socialismo, Comunismo
E este estado triste a que chegámos

- A este estado vamos por um fim;
E todo o que quiser venha após mim
Até Lisboa nesta noite escura...

E logo Companhia a Companhia
Seguiu seu Comandante e nesse dia
Ousaram derrubar a Ditadura!

José Sepúlveda

Butterfly