quinta-feira, 9 de abril de 2015
Vida
Vida
A vida é sofrimento, é alegria,
É lágrima, é sorriso, é ilusão,
A vida é guerra, é paz, é fantasia,
É sombra, é sol, é luz, escuridão
É lágrima, é sorriso, é ilusão,
A vida é guerra, é paz, é fantasia,
É sombra, é sol, é luz, escuridão
A vida é cruz, é virgo, é dor, é cria,
É carne, é tronco, é mar, imensidão,
A vida é frustração, paralisia,
É crença, é lar, é amor, é uma canção
É carne, é tronco, é mar, imensidão,
A vida é frustração, paralisia,
É crença, é lar, é amor, é uma canção
A vida é loa, é mito, é noite, é dia,
É fé, é sede, é fonte, é fome, é pão,
É lentidão, coragem, agonia.
É fé, é sede, é fonte, é fome, é pão,
É lentidão, coragem, agonia.
A vida é roda imensa que nos guia,
É sonho, é despertar, é uma paixão
Aonde o nosso corpo rodopia
É sonho, é despertar, é uma paixão
Aonde o nosso corpo rodopia
Jose Sepulveda
Pintura de Bárbara Santos
Pintura de Bárbara Santos
Poema de Sol Figueiredo
PARABÉNS, JOSÉ SEPÚLVEDA!
J á disse a ti, meu amigo além mar,
O quanto és tão especial pra mim?
S ou a amiga que tanto o adora sim,
É s tudo de bom da vida, o sonhar!...
O quanto és tão especial pra mim?
S ou a amiga que tanto o adora sim,
É s tudo de bom da vida, o sonhar!...
S e só o amor é feito de amizade,
E sperança de um dia ao te encontrar,
P aira no ar deste teu lindo Solar...
U m doce és tu, carinho, vem saudade!...
L eve és como uma tão suave brisa,
V ai e vem, logo, o vento já me avisa,
E sorris em mim: - Quão doce a cantar!
D a resposta em ternura, então eu falo:
A poesia há em ti e não me calo:
- É feita na harmonia e pra encantar!
E sperança de um dia ao te encontrar,
P aira no ar deste teu lindo Solar...
U m doce és tu, carinho, vem saudade!...
L eve és como uma tão suave brisa,
V ai e vem, logo, o vento já me avisa,
E sorris em mim: - Quão doce a cantar!
D a resposta em ternura, então eu falo:
A poesia há em ti e não me calo:
- É feita na harmonia e pra encantar!
Acróstico para meu amigo José Sepúlveda, grande poeta e parceiro. Muitas felicidades e muitos sucessos sempre!!
© SOL Figueiredo
segunda-feira, 30 de março de 2015
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Esperança
Esperança
Fecham se as portas
Dum labirinto
Que ha trevas mortas
Nesse recinto
Dum labirinto
Que ha trevas mortas
Nesse recinto
Trabalho mouro
Que triste sina
Aves de agouro
E de rapina
Que triste sina
Aves de agouro
E de rapina
Portas coelhos
Todos pra rua
Novos e velhos
Coutada sua
Todos pra rua
Novos e velhos
Coutada sua
Na assembleia
Tigres leões
A casa cheia
Mas de ladroes
Tigres leões
A casa cheia
Mas de ladroes
Com que desmando
A reles gente
Vive roubando
Impunemente
A reles gente
Vive roubando
Impunemente
Fecha essa lura
Ó vil Coelho
Ja nao tens cura
'Stas podre e velho
Ó vil Coelho
Ja nao tens cura
'Stas podre e velho
Lobos à solta
A ocasião
Pra dar a volta
À situação
A ocasião
Pra dar a volta
À situação
Que um ano novo
Pleno de esperança
Traga a este povo
Paz e bonança
Pleno de esperança
Traga a este povo
Paz e bonança
José Sepúlveda
O Voo da Águia
O voo da águia
À sombra dum pinhal, com minha amada,
Um dia me encontrei pela tardinha
E nessa tarde amena recatada
Quis por a toda a prova a vida minha
Ouviam-se ruidos lá na estrada
E gente curiosa se avizinha,
Mas ela olhou pra mim determinada,
E abraçou-me até dobrar a espinha
Passámos bons momentos de prazer;
Depois, mostrando raça da mulher,
A águia ousou voar no descampado
Qual Fénix, libertou-se das amarras,
Lançou sobre meu corpo as suas garras
E ali compôs comigo um outro fado!
José Sepulveda
À sombra dum pinhal, com minha amada,
Um dia me encontrei pela tardinha
E nessa tarde amena recatada
Quis por a toda a prova a vida minha
Ouviam-se ruidos lá na estrada
E gente curiosa se avizinha,
Mas ela olhou pra mim determinada,
E abraçou-me até dobrar a espinha
Passámos bons momentos de prazer;
Depois, mostrando raça da mulher,
A águia ousou voar no descampado
Qual Fénix, libertou-se das amarras,
Lançou sobre meu corpo as suas garras
E ali compôs comigo um outro fado!
José Sepulveda
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Lucy Bream
Lucy Bream
Lançaste numa tela imensa e fria
Um manancial de cor, cian e green...
Com qual perícia, viste que pedia,
Yellow ... E assinaste Lucy Bream...
Brilhante! Vi na tela o teu semblante
Rejubilante. cheio de alegria...
E, então, sonhei
que vi naquele instante
A Deusa da Floresta, eterna, amante,
Moldada entre o verdor e a fantasia!
José
Sepúlveda
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
Teresa Almeida
Teresa Almeida
Trago no peito o
brilho desse olhar
E o teu sorriso
lindo que, a cantar,
Repousa em meu
olhar com alegria!
E sinto aqui tão
perto o teu carinho
Sabendo que te
encontras num cantinho
Aonde abunda paz e
harmonia!
Ao longe, oiço
cantar o Mirandês;
Leio e releio
versos com fervor,
Mastigo cada qual
na sua vez
E deixo-me enlevar
no seu calor…
Iluminado por teu
doce olhar,
Desejo em cada
verso desfrutar
A luz do teu
sereno e puro amor,
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Adriana Henriques
Adriana Henriques
Ai quem me dera
abrir teu pensamento,
Deixar-me navegar
num mar sem fundo,
Roubar-te o sol e
nesse espaço-tempo
Incendiar teu
peito tão fecundo…
Ai quem me dera,
princesinha bela,
Nadar em cor,
entrar nessa aguarela,
Alinhavando as
rendas do teu mundo!
Há nessa tela um
filho a irromper,
Enaltecendo a
força que há em ti,
No teu olhar
profundo de mulher
Resguardas o amor
que existe em si…
Imensidão e sede
de infinito
Que imerge em
profusão em luz e cor,
Um filho a ser
parido em tom aflito,
Envolto em extasia
e no seu grito
Servindo a causa
eterna do amor!
José Sepúlveda
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
Subida ao Tronco
A subida ao tronco é uma
tradição antiga dos poveiros.
No dia 8 de Dezembro, junto à fortaleza de N. Sr.a da Conceição, ergue-se um troco besuntado, no cimo do qual se coloca um bacalhau (às vazes acompanhado por uma garrafa de vinho do Porto).
Um ou mais corajosos vão assim tentar a sua sorte, trepar ao poste e levar para casa o bacalhau para a consoada. Bacalhau suado, sem dúvida.
No dia 8 de Dezembro, junto à fortaleza de N. Sr.a da Conceição, ergue-se um troco besuntado, no cimo do qual se coloca um bacalhau (às vazes acompanhado por uma garrafa de vinho do Porto).
Um ou mais corajosos vão assim tentar a sua sorte, trepar ao poste e levar para casa o bacalhau para a consoada. Bacalhau suado, sem dúvida.
Subida ao tronco
O tronco estava negro e
encebado...
Mas, com um saco cheio de serrim,
Tentavas com teu ar determinado
Subi-lo ponta a ponta, até ao fim
Mas, com um saco cheio de serrim,
Tentavas com teu ar determinado
Subi-lo ponta a ponta, até ao fim
No cimo, um bacalhau bem
amarrado
E tu, olhando, olhando, ao vê-lo assim,
Pensavas com teu ar bem humorado:
- Aquele bacalhau vai ser pra mim
E tu, olhando, olhando, ao vê-lo assim,
Pensavas com teu ar bem humorado:
- Aquele bacalhau vai ser pra mim
E eis que chega a hora
da subida...
Então, sem dar tréguas nem guarida,
Te lanças com força, sem temor!
Então, sem dar tréguas nem guarida,
Te lanças com força, sem temor!
Contra a razão da força,
com vontade,
Lutando contra a própria liberdade,
Tu mostras para todos teu valor!
Lutando contra a própria liberdade,
Tu mostras para todos teu valor!
José Sepúlveda
Conceição Lima
Conceição Lima
Com faz bem estar à tua frente,
Ouvir tudo o que tens pra nos dizer
Naquele tom de voz eloquente
Com que nos brindas sempre com prazer!
E nesse teu estar perante a gente,
I
maginando um novo
alvorecer,
Conspiras p’ra roubar num só momento
Ao tempo que te foge como o vento
Os versos que nos tarzes p’ra dizer!
Levanta-te, poeta, aonde fores
Intenta ser na selva vâ, medonha
Madrinha de poetas, de escritores,
A terna mão amiga de quem sonha!
José Sepúlveda
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
Sabina sou
Pintura de Sabina Figueiredo
Sabina ….. sou
Deixai que o sentimento de
mudança
Que vibra nas entranhas de meu
ser
Transforme um lindo sonho de
criança
Em telas transbordantes de prazer
Deixai-me ouvir a voz da
esperança
Livrar-me das amarras, renascer
Num novo circuito de bonança
Liberta dos grilhões do meu viver
E ao raiar da aurora hei-de
mostrar
Com traços de magia singular
O meu pintar tão cheio de ilusão
E em cada quadro irei a cada
instante
Levar ao mundo aquela voz
vibrante
Que faz pular tão forte o
coração!
José Sepúlveda.
Meu barco
Pintura de Adiasmachado
Meu barco
Navego peregrino pela vida
Nas ondas mais revoltas deste
mar,
O medo e a incerteza dão guarida
Ao meu estranho e incerto
navegar.
E nesta senda louca, vã, perdida,
Por entre a multidão, fico a
remar
Tentando ver ao longe uma saída
Que não consigo nunca vislumbrar.
Os magos e os duendes serpenteiam
Por essa embarcação e lá semeiam
Mentiras e promessas sem ter
fim...
E nesse turbilhão imenso,
agreste,
Agarro no meu remo e entrego ao
Mestre
Que me sorri e diz: - Confia em
mim!
José Sepúlveda
Folhas de Outono
Folhas de Outono
Folhas de outono, a natureza grita
À nostalgia de um verão passado;
A folha cai, a passarada aflita
Procura o seu refúgio em qualquer lado.
O equinócio dita a sua lei
E as árvores revestem-se de cor
O amarelo, o rubro, já nem sei
Que lindo manto, colorido, amor!
Folhas de outono, a terra geme e chora...
O brilho, a cor, a luz, irão agora
À tela do pintor dar cor e forma…
Antoin’ Lavoisier já nos dizia:
“A natureza nada perde ou cria
Mas por magia tudo se transforma!”
José Sepúlveda
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