segunda-feira, 13 de julho de 2015

Cristina Fernandes


Maria Sousa


Romy Macedo


Manuela Matos


Fatima Veloso


Dom Baco


Dom Baco
 
Cresce a parra, nasce a uva
Pinta o bago devagar
Vem o sol e vem a chuva
Para boa uva pintar
 
(Coro)
Saia um copo, venha outro
E mais outro devagar
Nao te importes, ficas louco
Tu és louco se calhar
 
Vinhateiro, vem depressa
Monda os cachos com cuidado
E fiquemos co'a promessa
Da colheita de bom bago
 
Venham todos colher uva
Transportá-la p'ró lagar
E quer faça sol ou chuva
A uva é pra apanhar
 
Pisa a uva pisa pisa
Nesse intenso labutar
Solta a fralda da camisa
Não vás a coisa molhar
 
Vinho doce, vinho bom
Que nos eleva às alturas
Tragam-nos toucinho e pão
Que as uvas estão maduras
 
Salta o vinho pró caneco
Vermelhinho, com sabor
Sai docinho, vai direto
Prá boca do meu amor
 Canta, canta, nobre gente
Que alegria esfuziante
Tudo é feliz e contente
Bebamos em cada instante
 
Escorrega devagar
Vejam bem que a vida é bela
Não se importem se calhar
De apanhar  uma piela
 
Fico alegre, não me sinto,
Com temor ou com receio
Ja nem sei se é branco ou tinto
Que se lixe, venha cheio
 
Só quando raiar a aurora
Deixamos este buraco
Festejemos esta hora
De Dionísio, ou de Baco

Deserto


Deserto
Perdido na multidão,
Piso a areia do deserto
Numa triste solidão
Porque não ando aqui perto
Cambaleio, vou seguindo
Mitigando a sede, a fome,
Minhas forças se esvaindo
Na chaga que me consome
Os abrutes e os chacais
Vagueiam ao meu redor
Contam os passos fatais
Que acabem com tanta dor
É meu sonho de criança
Ver o oásis peregrino
Que me alimente a esperança
De chegar ao meu destino
Meu caminho hei-de seguir
Com a firme decisão
Que qualquer dia o porvir
Venha abrir meu coração
José Sepúlveda

Poemas


Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro


Obrigado pelo carinho

Diana Bar

Diana Bar


Diana Bar, recanto de poetas
Que ali procuram paz p’ra se inspirar.
E vão por prateleiras e gavetas 
Buscando textos para se inspirar.

E quando em horas mortas, mais discretas,
Nós vamos até ali a ver o mar,
Alguns fazem erguer suas canetas
Como quem diz: - Estou a versejar!

Diana Bar. Há muito, no passado,
Eu via o Régio ali acompanhado,
A ver o mar, olhando, sem ter pressa.

E às vezes, ao passar, informalmente,
Parávamos ali à sua frente,
Trocávamos dois dedos de conversa.

Jsé Sepúlveda

Fantasia (sonho)

Fantasia (sonho)

Como era bela! Os seus cabelos blondos,
Brilhando como a noite de luar,
Desciam como um manto pelos ombros
Deixando o seu perfume pelo ar.

Seus olhos doces, brilho cintilante
Da mais formosa estrela do meu céu, 
Quais fontes de ternura, num instante 
Nos fazem abraçar tudo o que é seu.

Quisera tê-la agora ao pé de mim,
Sentir no seu olhar, em frenesim,
Seu àvido desejo de paixão.

Dizer-lhe com ternura, com carinho,
Que quero o seu abraço apertadinho 
E partilhar consigo essa afeição.


José Sepúlveda

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Turquia

Turquia

Eis-me de novo algures em Istambul
Nao sei se surpreendido ou encantado;
Espero um avião que rume a Sul, 
P'ra meu pais à-beira-mar plantado

Turquia, onde em magia transparecem
Jardins em flor cuidados com carinho
São cor e poesia que ali crescem
Em pétalas de rosa sem espinho

Turquia, aonde gente peregrina,
Caminha em cada rua, em cada esquina
Tão cheia de magia, luz, dulçor

Aonde em cada instante se descobre
A história duma gesta pura e nobre
Narrada pedra a pedra com amor

Rota da Seda

Rota da Seda
Vagueio peregrino pelo mundo
Calcorreando estradas da Turquia
País de historias mil, assaz fecundo
E cheio de beleza e fantasia
E neste caminhar longo e profundo
Aonde prolifera a utopia
Eu levo na mochila o vagabundo
E a aventura envolta em nostalgia.
Rota da Seda, antiga, enfeitiçada...
Partimos era ainda madrugada
Por um percurso pleno de magia.
Ao caminhar, surpreendente,
Eu sinto no meu peito tão presente
A tua sempre terna companhia.
José Sepúlveda

terça-feira, 12 de maio de 2015

Meu Anjo

Meu Anjo

Seguia calmamente pela estrada
E o choque acontecia. De repente
Senti ali a morte à minha frente,
Que a fútil vida não valia nada...

A viatura, louca, desvairada,
Levava o que encontrava à sua frente...
E um anjo que não vi, suavemente,
Meu rosto no seu ombro acalentava

Mexi as mãos, os pés, o corpo, a mente,
Tentei abrir a porta lentamente
E vi-me a caminhar nos passos meus

Na paz dos céus, contrito, agradeci
Ao Deus de amor p'lo Anjo que não vi
E ali foi enviado por meu Deus!

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Penedo da Saudade


Penedo da Saudade

Na tua imensidão parei um dia
Lendo, relendo versos com dulçor
E vi nessa torrente de alegria
Vibrar em mim a força amor

Penedo da Saudade, poesia
Que nasce em cada rocha em cada flor
Momentos de ternura, nostalgia,
Pedaços de alegria, de candor

Um par de namorados mil promessas,
Momentos que se esvaem sem ter pressas
Mil beijos, mil sorrisos de criança
,
E neste idilio, fonte do amor,
Se eleva um monumento multicor
No nosso coração cheio de esperança

José Sepúlveda

terça-feira, 5 de maio de 2015

Gaivota


Gaivota
Gaivota deste meu sonhar de Abril,
Não deixes que meu sonho desvaneça,
Vem e alimenta a ideia pueril
Que em cada instante a vida recomeca!
Renasce o sol, é já de madrugada
E a noite se renova em novo dia;
A vida, mesmo assim, fragilizada,
Aos poucos se transforma, se recria!
E a graça desse teu voar ao vento
Não deixes que derive num lamento
Que traga sofrimento, até saudade...
E nesse teu voar tão confiante
Renasça em nós a chama, doravante,
Em novo Abril de paz e liberdade!
Rubro Maio 

O céu esta choroso, o mar em fúria
Procura libertar-se dos grilhões
Impostos sem pudor p'la corja espúria
Formada por corrupos e ladrões!

Do ventre do poder expelem merda
E o mexilhão, cativo dos rochedos,
É quem se quilha e sem querer quem herda
A merda envolta em roubos e segredos

Ai, povo meu, dos galeões, das guerras,
Que conquistaste terras e mais terras
Mostrando à gente a força que em ti vive!

Lança o teu grito, impõe a tua lei,
Irrompe dos grilhões, mostra que és Rei
No teu jardim florido, amado e livre!

Saudade

Recordando...

Na sazão da vida
Vi esvair-se 
O coração
De minha mãe,
Um coração
Humilde e bom
Que soube amar
Como ninguém...

Descansa em paz,
Mãe querida!
Descansa,
Mãe!

Dia da Mãe


Academia Virtual de Letras

Obrigado