segunda-feira, 13 de julho de 2015
Dom Baco
Dom Baco
Cresce a parra, nasce a uva
Pinta o bago devagar
Vem o sol e vem a chuva
Para boa uva pintar
(Coro)
Saia um copo, venha outro
E mais outro devagar
Nao te importes, ficas louco
Tu és louco se calhar
Vinhateiro, vem depressa
Monda os cachos com cuidado
E fiquemos co'a promessa
Da colheita de bom bago
Venham todos colher uva
Transportá-la p'ró lagar
E quer faça sol ou chuva
A uva é pra apanhar
Pisa a uva pisa pisa
Nesse intenso labutar
Solta a fralda da camisa
Não vás a coisa molhar
Vinho doce, vinho bom
Que nos eleva às alturas
Tragam-nos toucinho e pão
Que as uvas estão maduras
Salta o vinho pró caneco
Vermelhinho, com sabor
Sai docinho, vai direto
Prá boca do meu amor
Canta, canta, nobre gente
Que alegria esfuziante
Tudo é feliz e contente
Bebamos em cada instante
Escorrega devagar
Vejam bem que a vida é bela
Não se importem se calhar
De apanhar uma piela
Fico alegre, não me sinto,
Com temor ou com receio
Ja nem sei se é branco ou tinto
Que se lixe, venha cheio
Só quando raiar a aurora
Deixamos este buraco
Festejemos esta hora
De Dionísio, ou de Baco
Deserto
Deserto
Perdido na multidão,
Piso a areia do deserto
Numa triste solidão
Porque não ando aqui perto
Piso a areia do deserto
Numa triste solidão
Porque não ando aqui perto
Cambaleio, vou seguindo
Mitigando a sede, a fome,
Minhas forças se esvaindo
Na chaga que me consome
Mitigando a sede, a fome,
Minhas forças se esvaindo
Na chaga que me consome
Os abrutes e os chacais
Vagueiam ao meu redor
Contam os passos fatais
Que acabem com tanta dor
Vagueiam ao meu redor
Contam os passos fatais
Que acabem com tanta dor
É meu sonho de criança
Ver o oásis peregrino
Que me alimente a esperança
De chegar ao meu destino
Ver o oásis peregrino
Que me alimente a esperança
De chegar ao meu destino
Meu caminho hei-de seguir
Com a firme decisão
Que qualquer dia o porvir
Venha abrir meu coração
Com a firme decisão
Que qualquer dia o porvir
Venha abrir meu coração
José Sepúlveda
Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro
Diana Bar
Diana Bar
Diana Bar, recanto de poetas
Que ali procuram paz p’ra se inspirar.
E vão por prateleiras e
gavetas
Buscando textos para se inspirar.
E quando em horas mortas, mais discretas,
Nós vamos até ali a ver o mar,E quando em horas mortas, mais discretas,
Alguns fazem erguer suas canetas
Como quem diz: - Estou a versejar!
Diana Bar. Há muito, no passado,
Eu via o Régio ali acompanhado,Diana Bar. Há muito, no passado,
A ver o mar, olhando, sem ter pressa.
E às vezes, ao passar, informalmente,
Parávamos ali à sua frente,E às vezes, ao passar, informalmente,
Trocávamos dois dedos de conversa.
Jsé Sepúlveda
Jsé Sepúlveda
Fantasia (sonho)
Como era bela! Os seus
cabelos blondos,
Brilhando como a noite de luar,
Desciam como um manto pelos ombros
Deixando o seu perfume pelo ar.
Brilhando como a noite de luar,
Desciam como um manto pelos ombros
Deixando o seu perfume pelo ar.
Seus olhos doces, brilho cintilante
Da mais formosa estrela do meu céu,
Quais fontes de ternura, num instante
Nos fazem abraçar tudo o que é seu.
Da mais formosa estrela do meu céu,
Quais fontes de ternura, num instante
Nos fazem abraçar tudo o que é seu.
Quisera tê-la agora ao pé de
mim,
Sentir no seu olhar, em frenesim,
Seu àvido desejo de paixão.
Sentir no seu olhar, em frenesim,
Seu àvido desejo de paixão.
Dizer-lhe com ternura, com
carinho,
Que quero o seu abraço apertadinho
E partilhar consigo essa afeição.
Que quero o seu abraço apertadinho
E partilhar consigo essa afeição.
José Sepúlveda
sexta-feira, 26 de junho de 2015
Turquia
Turquia
Eis-me de novo algures em Istambul
Nao sei se surpreendido ou encantado;
Espero um avião que rume a Sul,
P'ra meu pais à-beira-mar plantado
Turquia, onde em magia transparecem
Jardins em flor cuidados com carinho
São cor e poesia que ali crescem
Em pétalas de rosa sem espinho
Turquia, aonde gente peregrina,
Caminha em cada rua, em cada esquina
Tão cheia de magia, luz, dulçor
Aonde em cada instante se descobre
A história duma gesta pura e nobre
Narrada pedra a pedra com amor
Eis-me de novo algures em Istambul
Nao sei se surpreendido ou encantado;
Espero um avião que rume a Sul,
P'ra meu pais à-beira-mar plantado
Turquia, onde em magia transparecem
Jardins em flor cuidados com carinho
São cor e poesia que ali crescem
Em pétalas de rosa sem espinho
Turquia, aonde gente peregrina,
Caminha em cada rua, em cada esquina
Tão cheia de magia, luz, dulçor
Aonde em cada instante se descobre
A história duma gesta pura e nobre
Narrada pedra a pedra com amor
Rota da Seda
Rota da Seda
Vagueio peregrino pelo mundo
Calcorreando estradas da Turquia
País de historias mil, assaz fecundo
E cheio de beleza e fantasia
Calcorreando estradas da Turquia
País de historias mil, assaz fecundo
E cheio de beleza e fantasia
E neste caminhar longo e profundo
Aonde prolifera a utopia
Eu levo na mochila o vagabundo
E a aventura envolta em nostalgia.
Aonde prolifera a utopia
Eu levo na mochila o vagabundo
E a aventura envolta em nostalgia.
Rota da Seda, antiga, enfeitiçada...
Partimos era ainda madrugada
Por um percurso pleno de magia.
Partimos era ainda madrugada
Por um percurso pleno de magia.
Ao caminhar, surpreendente,
Eu sinto no meu peito tão presente
A tua sempre terna companhia.
Eu sinto no meu peito tão presente
A tua sempre terna companhia.
José Sepúlveda
terça-feira, 12 de maio de 2015
Meu Anjo
Meu Anjo
Seguia calmamente pela estrada
E o choque acontecia. De repente
Senti ali a morte à minha frente,
Que a fútil vida não valia nada...
A viatura, louca, desvairada,
Levava o que encontrava à sua frente...
E um anjo que não vi, suavemente,
Meu rosto no seu ombro acalentava
Mexi as mãos, os pés, o corpo, a mente,
Tentei abrir a porta lentamente
E vi-me a caminhar nos passos meus
Na paz dos céus, contrito, agradeci
Ao Deus de amor p'lo Anjo que não vi
E ali foi enviado por meu Deus!
Seguia calmamente pela estrada
E o choque acontecia. De repente
Senti ali a morte à minha frente,
Que a fútil vida não valia nada...
A viatura, louca, desvairada,
Levava o que encontrava à sua frente...
E um anjo que não vi, suavemente,
Meu rosto no seu ombro acalentava
Mexi as mãos, os pés, o corpo, a mente,
Tentei abrir a porta lentamente
E vi-me a caminhar nos passos meus
Na paz dos céus, contrito, agradeci
Ao Deus de amor p'lo Anjo que não vi
E ali foi enviado por meu Deus!
quinta-feira, 7 de maio de 2015
Penedo da Saudade
Penedo da Saudade
Na tua imensidão parei um dia
Lendo, relendo versos com dulçor
E vi nessa torrente de alegria
Vibrar em mim a força amor
Penedo da Saudade, poesia
Que nasce em cada rocha em cada flor
Momentos de ternura, nostalgia,
Pedaços de alegria, de candor
Um par de namorados mil promessas,
Momentos que se esvaem sem ter pressas
Mil beijos, mil sorrisos de criança
,
E neste idilio, fonte do amor,
Se eleva um monumento multicor
No nosso coração cheio de esperança
José Sepúlveda
terça-feira, 5 de maio de 2015
Gaivota
Gaivota
Gaivota deste meu sonhar de Abril,
Não deixes que meu sonho desvaneça,
Vem e alimenta a ideia pueril
Que em cada instante a vida recomeca!
Não deixes que meu sonho desvaneça,
Vem e alimenta a ideia pueril
Que em cada instante a vida recomeca!
Renasce o sol, é já de madrugada
E a noite se renova em novo dia;
A vida, mesmo assim, fragilizada,
Aos poucos se transforma, se recria!
E a noite se renova em novo dia;
A vida, mesmo assim, fragilizada,
Aos poucos se transforma, se recria!
E a graça desse teu voar ao vento
Não deixes que derive num lamento
Que traga sofrimento, até saudade...
Não deixes que derive num lamento
Que traga sofrimento, até saudade...
E nesse teu voar tão confiante
Renasça em nós a chama, doravante,
Em novo Abril de paz e liberdade!
Renasça em nós a chama, doravante,
Em novo Abril de paz e liberdade!
Rubro Maio
O céu esta choroso, o mar em fúria
Procura libertar-se dos grilhões
Impostos sem pudor p'la corja espúria
Formada por corrupos e ladrões!
Do ventre do poder expelem merda
E o mexilhão, cativo dos rochedos,
É quem se quilha e sem querer quem herda
A merda envolta em roubos e segredos
Ai, povo meu, dos galeões, das guerras,
Que conquistaste terras e mais terras
Mostrando à gente a força que em ti vive!
Lança o teu grito, impõe a tua lei,
Irrompe dos grilhões, mostra que és Rei
No teu jardim florido, amado e livre!
O céu esta choroso, o mar em fúria
Procura libertar-se dos grilhões
Impostos sem pudor p'la corja espúria
Formada por corrupos e ladrões!
Do ventre do poder expelem merda
E o mexilhão, cativo dos rochedos,
É quem se quilha e sem querer quem herda
A merda envolta em roubos e segredos
Ai, povo meu, dos galeões, das guerras,
Que conquistaste terras e mais terras
Mostrando à gente a força que em ti vive!
Lança o teu grito, impõe a tua lei,
Irrompe dos grilhões, mostra que és Rei
No teu jardim florido, amado e livre!
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