terça-feira, 5 de maio de 2015
terça-feira, 21 de abril de 2015
Nas Asas do Falcão
Nas asas do falcão
Nas asas do falcão voei bem alto
Em busca dum amor que não sentia
Meu coração saltou em sobressalto
Quando no alto o teu amor sorria
Nas asas do Falcão fiquei voando
Na plenitude desse imenso céu
E sinto o teu olhar tão puro e brando
Olhando e desbravando o peito meu
Nas asas do Falcão eu vou voar
Naquele imenso dia de luar,
Tão cheio de prazer e de alegria
E nesse voo puro e singular
Que no meu peito sempre irei guardar,
Tu hás-de vir voar comigo um dia!
Jose Sepúlveda
Nas asas do falcão voei bem alto
Em busca dum amor que não sentia
Meu coração saltou em sobressalto
Quando no alto o teu amor sorria
Nas asas do Falcão fiquei voando
Na plenitude desse imenso céu
E sinto o teu olhar tão puro e brando
Olhando e desbravando o peito meu
Nas asas do Falcão eu vou voar
Naquele imenso dia de luar,
Tão cheio de prazer e de alegria
E nesse voo puro e singular
Que no meu peito sempre irei guardar,
Tu hás-de vir voar comigo um dia!
Jose Sepúlveda
segunda-feira, 13 de abril de 2015
Meu sonho
Meu sonho
Vi-te correr além da pradaria,
Cabelo ao vento e com sorriso franco,
Coberta de desejo, de alegria,
Voando nesse teu formoso manto...
Cabelo ao vento e com sorriso franco,
Coberta de desejo, de alegria,
Voando nesse teu formoso manto...
Como eras linda, amor, quanta magia,
Soberba nesse teu vestido branco
Bordado de sorrisos, simpatia,
E com teu longo olhar cheio de encanto!
Soberba nesse teu vestido branco
Bordado de sorrisos, simpatia,
E com teu longo olhar cheio de encanto!
E enquanto tu corrias pra meus braços,
Sorvi com avidez teus largos passos
E no mais puro abraço te enlacei...
Sorvi com avidez teus largos passos
E no mais puro abraço te enlacei...
Passaram-se momentos de loucura
E nesse abraço cheio de candura
Ficamos em silêncio ... E acordei!
E nesse abraço cheio de candura
Ficamos em silêncio ... E acordei!
José Sepúlveda
Canção do Mar
Sentado junto ao mar a namorar,
A segredar-lhe versos bem baixinho
Tentando nos meus versos recordar
O teu imenso o amor, o teu carinho
A segredar-lhe versos bem baixinho
Tentando nos meus versos recordar
O teu imenso o amor, o teu carinho
E lanço-me na areia e ao caminhar
Contigo em meu olhar sigo sozinho
Seguindo neste enlevo do meu mar
Pegadas que deixaste no caminho
Contigo em meu olhar sigo sozinho
Seguindo neste enlevo do meu mar
Pegadas que deixaste no caminho
Ó ninfa, meu amor, vem me abraçar,
Eu quero nos teus braços embalar
O sonho deste amor em que me inspiro.
Eu quero nos teus braços embalar
O sonho deste amor em que me inspiro.
E quando nos teus braços me encontrar
Num longo abraço havemos de encontrar
A essência desse amor que em ti respiro.
Num longo abraço havemos de encontrar
A essência desse amor que em ti respiro.
José Sepulveda
Ilustração: Lucy Bream
Olhando a Serra
Olhando a Serra
Sentado na varanda, vejo a Serra
Na sua imensidão à minha frente
E oiço nos silêncios que ela encerra
Histórias ancestrais de tanta gente
Pequeno paraíso nesta terra
Que faz sonhar… E agora, de repente,
Eu sinto-me tão longe dessa guerra
Que torna a nossa vida deprimente
Silêncio e paz, beleza e majestade,
Imensa a sensação de liberdade
Que sinto quando venho para aqui
E neste canto lindo do meu céu,
Eu louvo ao meu Senhor que me ofereceu
O dom de estar tão próximo de ti
José Sepúlveda
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Serenidade
Serenidade
O mar esta sereno esta acalmia
Me traz paz e descanso ao coração
E fico olhando o mar a maresia
Perdido na penumbra da ilusão
Me traz paz e descanso ao coração
E fico olhando o mar a maresia
Perdido na penumbra da ilusão
Ai quem me dera ter sossego um dia
Viver a paz imensa que vivi
E olhando ao meu redor, quanta alegria,
Sentir que minha vida me sorri
Viver a paz imensa que vivi
E olhando ao meu redor, quanta alegria,
Sentir que minha vida me sorri
O vento sopra solto esta sereno
Gaivotas pelo céu num voo ameno
Silencio e paz se espalha ao meu redor
Gaivotas pelo céu num voo ameno
Silencio e paz se espalha ao meu redor
E nesta nostalgia fria e quente
Meu coração transmite a paz silente
Dum frágil coração cheio de amor
Meu coração transmite a paz silente
Dum frágil coração cheio de amor
Pintura de Bárbara Santos
Poeta
Poeta
Pegou numa palavras ocas, vãs,
Tiradas do seu antro de venturas…
Juntou-lhes coisas boas, coisas más
E polvilhou com frases bem maduras
E o sentimento livre que se faz
De coisas simples, quem sabe, inseguras
Partiu à descoberta, sem afãs,
De vivo colorido, imagens puras…
E de repente viu-se confrontado
Com mil palavras, num amontoado…
Poliu-as, burilou-as, deu-lhes brilho…
Deixou gritar bem alto o pensamento
Em plena liberdade… e num momento
Soltou seu grito: - Ó Deus, nasceu-me um filho!
José Sepúlveda
Pomba Branca
Pomba branca
Olhei o gineceu da branca flor
Em busca do amor... E descobri
Que o gineceu é o fio condutor
Da pomba do amor que nos sorri
Em busca do amor... E descobri
Que o gineceu é o fio condutor
Da pomba do amor que nos sorri
E ao penetrar no seu tão puro alvor,
Eu paulatinamente adormeci
Enebriado num suave olor
Que emana desse amor que em mim senti
Eu paulatinamente adormeci
Enebriado num suave olor
Que emana desse amor que em mim senti
Lancei-me em suas asas puras, belas,
Senti-me levitar entre as estrelas
Voando para além da eternidade
Senti-me levitar entre as estrelas
Voando para além da eternidade
E nesse imenso voo intenso e forte
Alicercei o meu viver e sorte
Num sonho lindo rumo à liberdade!
Alicercei o meu viver e sorte
Num sonho lindo rumo à liberdade!
Jose Sepúlveda
Mar em fúria
Mar em fúria
No cálido fragor da madrugada
O mar, esse mar-cão, em seu furor,
Lançou-se em correria desalmada
Na praia, enchendo a gesta de pavor...
O mar, esse mar-cão, em seu furor,
Lançou-se em correria desalmada
Na praia, enchendo a gesta de pavor...
As tenebrosas ondas pela estrada
Espalham suas águas num torpor;
Depois, qual manta rota, esfarrapada,
Esvaem-se na areia, sem vigor...
Espalham suas águas num torpor;
Depois, qual manta rota, esfarrapada,
Esvaem-se na areia, sem vigor...
Neptuno, o rei do mar imenso e forte,
Fustiga sem piedade o molhe norte
Que sem temor ou pranto lhe resiste...
Fustiga sem piedade o molhe norte
Que sem temor ou pranto lhe resiste...
E, junto à praia, o bravo pescador,
Sereno, resguardado em sua dor,
Impávido, silente, atento, assiste!
Sereno, resguardado em sua dor,
Impávido, silente, atento, assiste!
Vendaval
Vendaval
Perdi a inspiração, não sou capaz
De ver e transmitir tudo o que sinto...
O jogo das palavras é falaz
E quando comunico apenas minto
De ver e transmitir tudo o que sinto...
O jogo das palavras é falaz
E quando comunico apenas minto
A musicalidade se desfaz
E a cor que dou as telas que vos pinto
É deslavada e fria e já não faz
Vibrar os corações... E me ressinto
E a cor que dou as telas que vos pinto
É deslavada e fria e já não faz
Vibrar os corações... E me ressinto
E quando no silêncio mais soturno
Eu tento adormecer e já não durmo
E caio na apatia ou desespero,
Eu tento adormecer e já não durmo
E caio na apatia ou desespero,
Eu sinto um frio intenso ao meu redor
E vivo no mais torpe despudor
Por não transmitir tudo o que eu quero
E vivo no mais torpe despudor
Por não transmitir tudo o que eu quero
José Sepúlveda
Pintura de Glória Costa
Mar de cor
Mar de Cor
(Ao Mutes Pintor)
Deixa que a cor se estenda pela tela
Com toda a rebeldia e sedução
E que no fim essa pintura bela
Traduza o que te vai no coração
E a amálgama de cor e sentimento
Que trazes para nós com devoção
Nos possa transmitir o pensamento
Tão fruto desse amor, dessa ilusão!
E quando em nós brilhar o mar de cor
Que para nós partilhas com labor
Possamos entender esse teu mundo
Onde o real as vezes nos parece
Um desabafo, de onde transparece
Um coração rebelde e tão profundo!
José Sepúlveda
Pintura de Mutes Pintor
Mar Alto
Navego nestas aguas, desconforme,
Em busca duma paz que não é minha
E neste rodopio tenso, enorme,
Eu sinto uma esperança que não tinha
Em busca duma paz que não é minha
E neste rodopio tenso, enorme,
Eu sinto uma esperança que não tinha
Ai quem me dera que esse ser disforme
Que vive em mim e aos poucos me espezinha
Me desse nessa esperança que não dorme
O fim dessa agonia vã, mesquinha
Que vive em mim e aos poucos me espezinha
Me desse nessa esperança que não dorme
O fim dessa agonia vã, mesquinha
E se meu barco perde o rumo, o porto,
Eu sigo a navegar com desconforto
Naquele imenso mar, vago e escuro
Eu sigo a navegar com desconforto
Naquele imenso mar, vago e escuro
E dia-a-dia sigo sem guarida
Com esp'rança que esta minha nau perdida
Um dia encontre um porto mais seguro
Com esp'rança que esta minha nau perdida
Um dia encontre um porto mais seguro
José Sepúlveda
Pintura de Paulo Gonçalves
Canção do mar
Canção do Mar
Sentado junto ao mar a namorar,
A segredar-lhe versos bem baixinho
Tentando nos meus versos recordar
O teu imenso amor, o teu carinho.
A segredar-lhe versos bem baixinho
Tentando nos meus versos recordar
O teu imenso amor, o teu carinho.
E lanço-me na areia e ao caminhar
Contigo em meu olhar, sigo sozinho
Pisando neste enlevo do meu mar
Pegadas que deixaste no caminho.
Contigo em meu olhar, sigo sozinho
Pisando neste enlevo do meu mar
Pegadas que deixaste no caminho.
Ó Ninfa, meu amor, vem me abraçar,
Eu quero nos teus braços embalar
O sonho deste amor em que me inspiro.
Eu quero nos teus braços embalar
O sonho deste amor em que me inspiro.
E quando nos teus braços me enlaçar,
Num longo abraço havemos de encontrar
A essência desse amor que em ti respiro.
Num longo abraço havemos de encontrar
A essência desse amor que em ti respiro.
José Sepúlveda
Revolta
Revolta
Caminho pela estrada co'a ressaca
No meio desta praga que surgiu
Privado dessa bucha ja tao parca
Que um bando de gatunos me extorquiu
No meio desta praga que surgiu
Privado dessa bucha ja tao parca
Que um bando de gatunos me extorquiu
O povo grita com sua alma farta
De coisas das mais reles que ja viu
Ladrões! Que vao pró raio que os parta,
Perdoe a pobre madre que os pariu
De coisas das mais reles que ja viu
Ladrões! Que vao pró raio que os parta,
Perdoe a pobre madre que os pariu
Às armas, portugueses, nobre gente
Sigamos mao na mao todos em frente
Cortando essas algemas e grilhões
Sigamos mao na mao todos em frente
Cortando essas algemas e grilhões
E ao renasceu das brumas da memoria
Nós vamos recontar a nossa historia
Libertos dessa corja de ladrões
Nós vamos recontar a nossa historia
Libertos dessa corja de ladrões
José Sepúlveda
Pintura: Revolta, de Bárbara Santos
Pintura: Revolta, de Bárbara Santos
Vida
Vida
A vida é sofrimento, é alegria,
É lágrima, é sorriso, é ilusão,
A vida é guerra, é paz, é fantasia,
É sombra, é sol, é luz, escuridão
É lágrima, é sorriso, é ilusão,
A vida é guerra, é paz, é fantasia,
É sombra, é sol, é luz, escuridão
A vida é cruz, é virgo, é dor, é cria,
É carne, é tronco, é mar, imensidão,
A vida é frustração, paralisia,
É crença, é lar, é amor, é uma canção
É carne, é tronco, é mar, imensidão,
A vida é frustração, paralisia,
É crença, é lar, é amor, é uma canção
A vida é loa, é mito, é noite, é dia,
É fé, é sede, é fonte, é fome, é pão,
É lentidão, coragem, agonia.
É fé, é sede, é fonte, é fome, é pão,
É lentidão, coragem, agonia.
A vida é roda imensa que nos guia,
É sonho, é despertar, é uma paixão
Aonde o nosso corpo rodopia
É sonho, é despertar, é uma paixão
Aonde o nosso corpo rodopia
Jose Sepulveda
Pintura de Bárbara Santos
Pintura de Bárbara Santos
Poema de Sol Figueiredo
PARABÉNS, JOSÉ SEPÚLVEDA!
J á disse a ti, meu amigo além mar,
O quanto és tão especial pra mim?
S ou a amiga que tanto o adora sim,
É s tudo de bom da vida, o sonhar!...
O quanto és tão especial pra mim?
S ou a amiga que tanto o adora sim,
É s tudo de bom da vida, o sonhar!...
S e só o amor é feito de amizade,
E sperança de um dia ao te encontrar,
P aira no ar deste teu lindo Solar...
U m doce és tu, carinho, vem saudade!...
L eve és como uma tão suave brisa,
V ai e vem, logo, o vento já me avisa,
E sorris em mim: - Quão doce a cantar!
D a resposta em ternura, então eu falo:
A poesia há em ti e não me calo:
- É feita na harmonia e pra encantar!
E sperança de um dia ao te encontrar,
P aira no ar deste teu lindo Solar...
U m doce és tu, carinho, vem saudade!...
L eve és como uma tão suave brisa,
V ai e vem, logo, o vento já me avisa,
E sorris em mim: - Quão doce a cantar!
D a resposta em ternura, então eu falo:
A poesia há em ti e não me calo:
- É feita na harmonia e pra encantar!
Acróstico para meu amigo José Sepúlveda, grande poeta e parceiro. Muitas felicidades e muitos sucessos sempre!!
© SOL Figueiredo
segunda-feira, 30 de março de 2015
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Esperança
Esperança
Fecham se as portas
Dum labirinto
Que ha trevas mortas
Nesse recinto
Dum labirinto
Que ha trevas mortas
Nesse recinto
Trabalho mouro
Que triste sina
Aves de agouro
E de rapina
Que triste sina
Aves de agouro
E de rapina
Portas coelhos
Todos pra rua
Novos e velhos
Coutada sua
Todos pra rua
Novos e velhos
Coutada sua
Na assembleia
Tigres leões
A casa cheia
Mas de ladroes
Tigres leões
A casa cheia
Mas de ladroes
Com que desmando
A reles gente
Vive roubando
Impunemente
A reles gente
Vive roubando
Impunemente
Fecha essa lura
Ó vil Coelho
Ja nao tens cura
'Stas podre e velho
Ó vil Coelho
Ja nao tens cura
'Stas podre e velho
Lobos à solta
A ocasião
Pra dar a volta
À situação
A ocasião
Pra dar a volta
À situação
Que um ano novo
Pleno de esperança
Traga a este povo
Paz e bonança
Pleno de esperança
Traga a este povo
Paz e bonança
José Sepúlveda
O Voo da Águia
O voo da águia
À sombra dum pinhal, com minha amada,
Um dia me encontrei pela tardinha
E nessa tarde amena recatada
Quis por a toda a prova a vida minha
Ouviam-se ruidos lá na estrada
E gente curiosa se avizinha,
Mas ela olhou pra mim determinada,
E abraçou-me até dobrar a espinha
Passámos bons momentos de prazer;
Depois, mostrando raça da mulher,
A águia ousou voar no descampado
Qual Fénix, libertou-se das amarras,
Lançou sobre meu corpo as suas garras
E ali compôs comigo um outro fado!
José Sepulveda
À sombra dum pinhal, com minha amada,
Um dia me encontrei pela tardinha
E nessa tarde amena recatada
Quis por a toda a prova a vida minha
Ouviam-se ruidos lá na estrada
E gente curiosa se avizinha,
Mas ela olhou pra mim determinada,
E abraçou-me até dobrar a espinha
Passámos bons momentos de prazer;
Depois, mostrando raça da mulher,
A águia ousou voar no descampado
Qual Fénix, libertou-se das amarras,
Lançou sobre meu corpo as suas garras
E ali compôs comigo um outro fado!
José Sepulveda
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Lucy Bream
Lucy Bream
Lançaste numa tela imensa e fria
Um manancial de cor, cian e green...
Com qual perícia, viste que pedia,
Yellow ... E assinaste Lucy Bream...
Brilhante! Vi na tela o teu semblante
Rejubilante. cheio de alegria...
E, então, sonhei
que vi naquele instante
A Deusa da Floresta, eterna, amante,
Moldada entre o verdor e a fantasia!
José
Sepúlveda
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
Teresa Almeida
Teresa Almeida
Trago no peito o
brilho desse olhar
E o teu sorriso
lindo que, a cantar,
Repousa em meu
olhar com alegria!
E sinto aqui tão
perto o teu carinho
Sabendo que te
encontras num cantinho
Aonde abunda paz e
harmonia!
Ao longe, oiço
cantar o Mirandês;
Leio e releio
versos com fervor,
Mastigo cada qual
na sua vez
E deixo-me enlevar
no seu calor…
Iluminado por teu
doce olhar,
Desejo em cada
verso desfrutar
A luz do teu
sereno e puro amor,
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Adriana Henriques
Adriana Henriques
Ai quem me dera
abrir teu pensamento,
Deixar-me navegar
num mar sem fundo,
Roubar-te o sol e
nesse espaço-tempo
Incendiar teu
peito tão fecundo…
Ai quem me dera,
princesinha bela,
Nadar em cor,
entrar nessa aguarela,
Alinhavando as
rendas do teu mundo!
Há nessa tela um
filho a irromper,
Enaltecendo a
força que há em ti,
No teu olhar
profundo de mulher
Resguardas o amor
que existe em si…
Imensidão e sede
de infinito
Que imerge em
profusão em luz e cor,
Um filho a ser
parido em tom aflito,
Envolto em extasia
e no seu grito
Servindo a causa
eterna do amor!
José Sepúlveda
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
Subida ao Tronco
A subida ao tronco é uma
tradição antiga dos poveiros.
No dia 8 de Dezembro, junto à fortaleza de N. Sr.a da Conceição, ergue-se um troco besuntado, no cimo do qual se coloca um bacalhau (às vazes acompanhado por uma garrafa de vinho do Porto).
Um ou mais corajosos vão assim tentar a sua sorte, trepar ao poste e levar para casa o bacalhau para a consoada. Bacalhau suado, sem dúvida.
No dia 8 de Dezembro, junto à fortaleza de N. Sr.a da Conceição, ergue-se um troco besuntado, no cimo do qual se coloca um bacalhau (às vazes acompanhado por uma garrafa de vinho do Porto).
Um ou mais corajosos vão assim tentar a sua sorte, trepar ao poste e levar para casa o bacalhau para a consoada. Bacalhau suado, sem dúvida.
Subida ao tronco
O tronco estava negro e
encebado...
Mas, com um saco cheio de serrim,
Tentavas com teu ar determinado
Subi-lo ponta a ponta, até ao fim
Mas, com um saco cheio de serrim,
Tentavas com teu ar determinado
Subi-lo ponta a ponta, até ao fim
No cimo, um bacalhau bem
amarrado
E tu, olhando, olhando, ao vê-lo assim,
Pensavas com teu ar bem humorado:
- Aquele bacalhau vai ser pra mim
E tu, olhando, olhando, ao vê-lo assim,
Pensavas com teu ar bem humorado:
- Aquele bacalhau vai ser pra mim
E eis que chega a hora
da subida...
Então, sem dar tréguas nem guarida,
Te lanças com força, sem temor!
Então, sem dar tréguas nem guarida,
Te lanças com força, sem temor!
Contra a razão da força,
com vontade,
Lutando contra a própria liberdade,
Tu mostras para todos teu valor!
Lutando contra a própria liberdade,
Tu mostras para todos teu valor!
José Sepúlveda
Conceição Lima
Conceição Lima
Com faz bem estar à tua frente,
Ouvir tudo o que tens pra nos dizer
Naquele tom de voz eloquente
Com que nos brindas sempre com prazer!
E nesse teu estar perante a gente,
I
maginando um novo
alvorecer,
Conspiras p’ra roubar num só momento
Ao tempo que te foge como o vento
Os versos que nos tarzes p’ra dizer!
Levanta-te, poeta, aonde fores
Intenta ser na selva vâ, medonha
Madrinha de poetas, de escritores,
A terna mão amiga de quem sonha!
José Sepúlveda
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
Sabina sou
Pintura de Sabina Figueiredo
Sabina ….. sou
Deixai que o sentimento de
mudança
Que vibra nas entranhas de meu
ser
Transforme um lindo sonho de
criança
Em telas transbordantes de prazer
Deixai-me ouvir a voz da
esperança
Livrar-me das amarras, renascer
Num novo circuito de bonança
Liberta dos grilhões do meu viver
E ao raiar da aurora hei-de
mostrar
Com traços de magia singular
O meu pintar tão cheio de ilusão
E em cada quadro irei a cada
instante
Levar ao mundo aquela voz
vibrante
Que faz pular tão forte o
coração!
José Sepúlveda.
Meu barco
Pintura de Adiasmachado
Meu barco
Navego peregrino pela vida
Nas ondas mais revoltas deste
mar,
O medo e a incerteza dão guarida
Ao meu estranho e incerto
navegar.
E nesta senda louca, vã, perdida,
Por entre a multidão, fico a
remar
Tentando ver ao longe uma saída
Que não consigo nunca vislumbrar.
Os magos e os duendes serpenteiam
Por essa embarcação e lá semeiam
Mentiras e promessas sem ter
fim...
E nesse turbilhão imenso,
agreste,
Agarro no meu remo e entrego ao
Mestre
Que me sorri e diz: - Confia em
mim!
José Sepúlveda
Folhas de Outono
Folhas de Outono
Folhas de outono, a natureza grita
À nostalgia de um verão passado;
A folha cai, a passarada aflita
Procura o seu refúgio em qualquer lado.
O equinócio dita a sua lei
E as árvores revestem-se de cor
O amarelo, o rubro, já nem sei
Que lindo manto, colorido, amor!
Folhas de outono, a terra geme e chora...
O brilho, a cor, a luz, irão agora
À tela do pintor dar cor e forma…
Antoin’ Lavoisier já nos dizia:
“A natureza nada perde ou cria
Mas por magia tudo se transforma!”
José Sepúlveda
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