segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
Aridez
Aridez
Perdi-me no mundo
Num mundo as avessas
Saí num segundo
Por poetas travessas
Ao ver me perdido
Tristonho e sem norte
Meu corpo ferido
Esvaiu-se na sorte
Segui pela estrada
Buscando saída
Uma alma penada
Perdida na vida
No meu rumo incerto
Silente, sózinho,
Do longe fiz perto
Trilhei meu o caminho
Errante, à deriva,
Que triste sentir
Minha alma ferida
Não quer desistir
E vi num rochedo
Tão frio e sem cor,
Surgir sem ter medo
A mais linda flor
Um grito, um apelo;
Sorri de contente
Um quadro tão belo
Surgiu-me na frente
Corri confiante;
Quem sabe, algum dia
Regresse num instante
A paz e a harmonia
José Sepúlveda
Perdi-me no mundo
Num mundo as avessas
Saí num segundo
Por poetas travessas
Ao ver me perdido
Tristonho e sem norte
Meu corpo ferido
Esvaiu-se na sorte
Segui pela estrada
Buscando saída
Uma alma penada
Perdida na vida
No meu rumo incerto
Silente, sózinho,
Do longe fiz perto
Trilhei meu o caminho
Errante, à deriva,
Que triste sentir
Minha alma ferida
Não quer desistir
E vi num rochedo
Tão frio e sem cor,
Surgir sem ter medo
A mais linda flor
Um grito, um apelo;
Sorri de contente
Um quadro tão belo
Surgiu-me na frente
Corri confiante;
Quem sabe, algum dia
Regresse num instante
A paz e a harmonia
José Sepúlveda
Perdido
Perdido
Perdi-me no caminho. De repente,
Qual pária, triste e só, eu fiz-me à estrada
Sózinho, como vão delinquente,
Chorando, com minha alma amargurada.
Qual pária, triste e só, eu fiz-me à estrada
Sózinho, como vão delinquente,
Chorando, com minha alma amargurada.
Deixei meus sonhos. E eis que, indiferente,
Parti para uma longa caminhada...
Pra trás deixei amigos, muita gente
Que ao meu viver já nada acrescentava.
Parti para uma longa caminhada...
Pra trás deixei amigos, muita gente
Que ao meu viver já nada acrescentava.
E vagueei por vales e florestas,
Dormindo em matagais, entre as giestas,
Embebedado em noites de luar.
Dormindo em matagais, entre as giestas,
Embebedado em noites de luar.
E nessa solidão imensa e pura,
Bem longe dos caminhos da amargura,
No meu silêncio a paz fui encontrar!
Bem longe dos caminhos da amargura,
No meu silêncio a paz fui encontrar!
José Sepúlveda
Diana Bar
Diana Bar
Diana Bar, recanto de poetas
Que ali procuram paz p’ra se inspirar.
E vão por prateleiras e gavetas
Buscando textos para se inspirar.
E quando em horas mortas, mais discretas,
Nós vamos até ali p’ra ver o mar,
Alguns fazem erguer suas canetas
Como quem diz: - Estou a versejar!
Diana Bar. Há muito, no passado,
Eu via o Régio ali acompanhado,
A ver o mar, olhando, sem ter pressa.
E às vezes, ao passar, informalmente,
Paravamos ali à sua frente,
Trocávamos dois dedos de conversa.
José Sepúlveda
Diana Bar, recanto de poetas
Que ali procuram paz p’ra se inspirar.
E vão por prateleiras e gavetas
Buscando textos para se inspirar.
E quando em horas mortas, mais discretas,
Nós vamos até ali p’ra ver o mar,
Alguns fazem erguer suas canetas
Como quem diz: - Estou a versejar!
Diana Bar. Há muito, no passado,
Eu via o Régio ali acompanhado,
A ver o mar, olhando, sem ter pressa.
E às vezes, ao passar, informalmente,
Paravamos ali à sua frente,
Trocávamos dois dedos de conversa.
José Sepúlveda
A voz do amor
A voz do amor
Se ouvires a voz do pássaro cantar
Quando nascer o sol, de manhãzinha,
Sou eu a soletrar o verbo amar
Que vive no meu peito, queridinha.
Quando nascer o sol, de manhãzinha,
Sou eu a soletrar o verbo amar
Que vive no meu peito, queridinha.
Se ouvires a voz do vento que ao soprar
Leva em suspiros uma voz tão pura
Aceita esse meu sopro que beijar
Te quer o peito cheio de candura
Leva em suspiros uma voz tão pura
Aceita esse meu sopro que beijar
Te quer o peito cheio de candura
Se ouvires a voz do mar no seu lamento
Levando para ti o sentimento
Dessa saudade imensa que aqui vivo
Levando para ti o sentimento
Dessa saudade imensa que aqui vivo
Transforma-te num pássaro de lira
Voando para mim e em mim respira
E não esperes mais, fica comigo!
Voando para mim e em mim respira
E não esperes mais, fica comigo!
José Sepúlveda
Meu querubim
Meu querubim
Voavas com teu véu de seda pura
Naquela linda noite de luar
E para enaltecer tua candura
Os anjos deleitavam-se a cantar.
Naquela linda noite de luar
E para enaltecer tua candura
Os anjos deleitavam-se a cantar.
E o teu corpo, esbelta criatura,
Desnudo ao vento, solto e a voar,
Sorria e me trazia essa ternura
Às ondas mais serenas do meu mar.
Desnudo ao vento, solto e a voar,
Sorria e me trazia essa ternura
Às ondas mais serenas do meu mar.
E enquanto o corpo teu transparecia
No céu de anil, tão cheio de harmonia,
Meu coração te canta e te sorri
.
E com imenso amor te transmitia
O seu fulgor, o amor que recebia
Do querubim amado que há em ti.
No céu de anil, tão cheio de harmonia,
Meu coração te canta e te sorri
.
E com imenso amor te transmitia
O seu fulgor, o amor que recebia
Do querubim amado que há em ti.
José Sepúlveda
Rosa
Quantas pétalas formosas
Caindo sobre o teu ser
Espinhos? Vê bem que as rosas
São perfume em teu viver!
Caindo sobre o teu ser
Espinhos? Vê bem que as rosas
São perfume em teu viver!
José Sepulveda
Querubim
Querubim
Se um dia despertar e não te vir,
Nao te encontrar feliz na minha frente,
Se não te vir sonhar, te vir sorrir,
Então, amor, morri, parti pra sempre!
Nao te encontrar feliz na minha frente,
Se não te vir sonhar, te vir sorrir,
Então, amor, morri, parti pra sempre!
Tu és o meu farol, a minha vida,
O coração que bate sem parar,
Sem ti não sei viver, minha querida
Não tenho inspiração pra versejar.
O coração que bate sem parar,
Sem ti não sei viver, minha querida
Não tenho inspiração pra versejar.
Fica comigo, amor, fica comigo,
Viver sem ti não faz qualquer sentido,
Dá-me teu peito aberto em frenesim.
Viver sem ti não faz qualquer sentido,
Dá-me teu peito aberto em frenesim.
E quando tu me deres o teu abraço
Viajarei sem tempo e sem cansaço
No teu abraço imenso, querubim!
Viajarei sem tempo e sem cansaço
No teu abraço imenso, querubim!
José Sepúlveda
Alvura
Quão alvo e puro é teu peito,
Deleite de minha mão...
Afago-o com respeito
Ao ouvir teu Coração
Deleite de minha mão...
Afago-o com respeito
Ao ouvir teu Coração
Seu tom suave, pureza
Que brilha no Meu olhar
Encerra rara beleza
Nessa alvura de encantar
Que brilha no Meu olhar
Encerra rara beleza
Nessa alvura de encantar
Deixa- me beija-lo, amada,
Com amor e frenesim
E nem preciso mais nada
Pra te sentir junto a mim
Com amor e frenesim
E nem preciso mais nada
Pra te sentir junto a mim
Meu rio lindo
Meu Rio Lindo
Nao é desse meu rio que vos falo...
O cheiro a alfazema e a perfume
Partiu há muito tempo e eu não calo
A minha dor à qual nao sou imune.
O cheiro a alfazema e a perfume
Partiu há muito tempo e eu não calo
A minha dor à qual nao sou imune.
Não vi a boga, o barbo e o escalo
Correr desenfreados em cardume...
Apenas vi um charco imundo e ralo
Fedendo a peixe morto e a estrume!
Correr desenfreados em cardume...
Apenas vi um charco imundo e ralo
Fedendo a peixe morto e a estrume!
O rio cristalino, fresco e puro
Desliza em turbilhão, lento inseguro
Para o seu mar ainda lá distante...
Desliza em turbilhão, lento inseguro
Para o seu mar ainda lá distante...
E em sua mancha espúria arrasta ainda
Um manto de verdura fresca e linda
Que o segue num cortejo agonizante!
Um manto de verdura fresca e linda
Que o segue num cortejo agonizante!
José Sepúlveda
O Jardim de Amy
O Jardim de Amy
Aquele pedacinho de roseira
Que com amor plantamos num vazinho,
Enfeita agora a nossa floreira
Em cima desse toalhão de linho
Que com amor plantamos num vazinho,
Enfeita agora a nossa floreira
Em cima desse toalhão de linho
Luis, Miguel e Pedro à dianteira,
Gerados com amor e com carinho...
E o pé de rosa encheu a casa inteira
Com rosas que perfumam o caminho
Gerados com amor e com carinho...
E o pé de rosa encheu a casa inteira
Com rosas que perfumam o caminho
O Hugo, a Joaninha e o Martim
Abigail e Marcos... um jardim
Que tem as flores mais lindas que já vi...
Abigail e Marcos... um jardim
Que tem as flores mais lindas que já vi...
Gerados com amor e com paixão,
Trouxeram muita paz, muita união,
Ao nosso lar de amor, graças a ti!
Trouxeram muita paz, muita união,
Ao nosso lar de amor, graças a ti!
José Sepúlveda
Vazio
Vazio
Este vazio intenso que me cerca
E faz de mim um corpo sem valor
Me está a conduzir a coisa incerta
Que nunca me trará qualquer favor
E faz de mim um corpo sem valor
Me está a conduzir a coisa incerta
Que nunca me trará qualquer favor
A falta de vontade é a porta aberta
Pra rumos sem ter rumo e esta dor
Traz sofrimento atroz e não desperta
Qualquer desejo seja p'ra que for
Pra rumos sem ter rumo e esta dor
Traz sofrimento atroz e não desperta
Qualquer desejo seja p'ra que for
Não sei o que fazer pois na verdade
Não vejo uma saida que a vontade
É coisa que morreu dentro de mim
Não vejo uma saida que a vontade
É coisa que morreu dentro de mim
E sinto que esta falta de sentido
Me faz peregrinar com o perigo
De descobrir que tudo tem seu fim
Me faz peregrinar com o perigo
De descobrir que tudo tem seu fim
José Sepúlveda
Mar revolto
Mar revolto
O grande Adamastor vagueia à solta
Durante as marés vivas lá do mar
E grita furioso e em revolta
Durante toda a noite sem parar
Durante as marés vivas lá do mar
E grita furioso e em revolta
Durante toda a noite sem parar
O povo assiste aflito e impotente
Temente do que vai acontecer
E junto às dunas chora - pobre gente ,
E solta os seus lamentos, seu sofrer
Temente do que vai acontecer
E junto às dunas chora - pobre gente ,
E solta os seus lamentos, seu sofrer
Ó mar revolto, pai do Adamastor,
Porque te esvais em ondas de terror
Perdido nesta luta nua e crua?
Porque te esvais em ondas de terror
Perdido nesta luta nua e crua?
Não vês que o povo sofre e num clamor
Está chorando com tristeza e dor
Vivendo essa revolta que é só tua?
Está chorando com tristeza e dor
Vivendo essa revolta que é só tua?
José Sepúlveda
Subscrever:
Mensagens (Atom)



















