quarta-feira, 23 de março de 2016
quarta-feira, 9 de março de 2016
Além, o Infinito
Oltre, l'infinito
.
Se sei in riva al mare, tenta di abbracciarlo
Con tutto il tuo amore e sorridendo
Afferra un ditale e cerca di svuotarlo
E vedi cosa mai riesci a ottenere!
Seduto lì sulla spiaggia, cerca di seguire
Le onde in questa melopea eterna,
E cerca nel vasto mare, infinito,
Conta grano per grano i granelli di sabbia ...
E quando il sole comincia a declinare
E si abbandona in questo immenso mare
Riempiendo lo spazio di gioia e colore,
Prova a contare nel cielo, nel bellissimo spazio
Miriadi di stelle che, brillando,
Nell'infinito mostrano il loro splendore!
.
José Sepúlveda
.
Traduzione di Massimo Penna 09/03/2016
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Se sei in riva al mare, tenta di abbracciarlo
Con tutto il tuo amore e sorridendo
Afferra un ditale e cerca di svuotarlo
E vedi cosa mai riesci a ottenere!
Seduto lì sulla spiaggia, cerca di seguire
Le onde in questa melopea eterna,
E cerca nel vasto mare, infinito,
Conta grano per grano i granelli di sabbia ...
E quando il sole comincia a declinare
E si abbandona in questo immenso mare
Riempiendo lo spazio di gioia e colore,
Prova a contare nel cielo, nel bellissimo spazio
Miriadi di stelle che, brillando,
Nell'infinito mostrano il loro splendore!
.
José Sepúlveda
.
Traduzione di Massimo Penna 09/03/2016
Jose Sepulveda
Além, o Infinito
Se fores junto ao mar, tenta abraçá-lo
Com todo o teu carinho e a sorrir
Pega um dedal e tenta esvaziá-lo
E vê que nunca o hás-de conseguir!
Com todo o teu carinho e a sorrir
Pega um dedal e tenta esvaziá-lo
E vê que nunca o hás-de conseguir!
Sentado ali na praia, vai seguindo
As ondas nessa eterna melopeia,
E tenta no areal imenso, infindo,
Contar-lhe grão a grão os grãos de areia...
As ondas nessa eterna melopeia,
E tenta no areal imenso, infindo,
Contar-lhe grão a grão os grãos de areia...
E quando o sol começa a declinar
E se aconchega nesse imenso mar
Enchendo o espaço de alegria e cor,
E se aconchega nesse imenso mar
Enchendo o espaço de alegria e cor,
Tenta contar no céu, no espaço lindo
Miríades de estrelas que, luzindo,
No infinito mostram seu esplendor!
Miríades de estrelas que, luzindo,
No infinito mostram seu esplendor!
José Sepúlveda
sexta-feira, 4 de março de 2016
Jesus chorou
Naquele tempo, lá na Galileia,
Andava S. José, o carpinteiro,
A trabalhar com a sua alma cheia
De graça e de louvor o dia inteiro.
Andava S. José, o carpinteiro,
A trabalhar com a sua alma cheia
De graça e de louvor o dia inteiro.
E sempre que descia p'rá cidade
Para se abastecer de pão, de vinho,
Um presentinho havia na verdade
Que S. José comprava p'ra o menino.
Para se abastecer de pão, de vinho,
Um presentinho havia na verdade
Que S. José comprava p'ra o menino.
Um dia, do presente se esqueceu...
Jesus, ao vê lo, para si correu
Gritando: - O meu presente? - E o abraçou!
Jesus, ao vê lo, para si correu
Gritando: - O meu presente? - E o abraçou!
E o pai, chorando, disse com carinho:
- Perdoa, não o trouxe, meu filhinho!
E reza a lenda que Jesus chorou...
- Perdoa, não o trouxe, meu filhinho!
E reza a lenda que Jesus chorou...
José Sepúlveda
.
Nel solco della più bella, antica e genuina tradizione popolare in questo sonetto, semplice e nel contempo sofisticato il nostro amico e poeta José Sepúlveda appaga il nostro desiderio di sentir raccontare altre storie su Gesù bambino, al di là delle scarse conoscenze che sono scritte e direttamente derivate dai Vangeli canonici.
…
Gesù pianse
A quel tempo, lì in Galilea
Andava San Giuseppe, il falegname,
A lavorare con la tua anima piena
Di grazia e di fatica tutto il giorno.
E ogni volta che scendeva in città
a fare scorta di pane, di vino,
Un piccolo regalo portava sempre
Chè San Giuseppe aveva comprato per il bambino.
Un giorno, si dimenticò del presente ...
Gesù, nel vederlo gli corse incontro
Gridando: - Il mio regalo? - E lo abbracciò!
E il padre, piangendo, disse con affetto:
- Perdonami, non l'ho portato, figliolo mio!
E la leggenda vuole che Gesù pianse ...
José Sepúlveda
Traduzione in italiano di Massimo Penna
Molto grato , il mio amico . Sinceramente
José Sepúlveda
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
Aridez
Aridez
Perdi-me no mundo
Num mundo as avessas
Saí num segundo
Por poetas travessas
Ao ver me perdido
Tristonho e sem norte
Meu corpo ferido
Esvaiu-se na sorte
Segui pela estrada
Buscando saída
Uma alma penada
Perdida na vida
No meu rumo incerto
Silente, sózinho,
Do longe fiz perto
Trilhei meu o caminho
Errante, à deriva,
Que triste sentir
Minha alma ferida
Não quer desistir
E vi num rochedo
Tão frio e sem cor,
Surgir sem ter medo
A mais linda flor
Um grito, um apelo;
Sorri de contente
Um quadro tão belo
Surgiu-me na frente
Corri confiante;
Quem sabe, algum dia
Regresse num instante
A paz e a harmonia
José Sepúlveda
Perdi-me no mundo
Num mundo as avessas
Saí num segundo
Por poetas travessas
Ao ver me perdido
Tristonho e sem norte
Meu corpo ferido
Esvaiu-se na sorte
Segui pela estrada
Buscando saída
Uma alma penada
Perdida na vida
No meu rumo incerto
Silente, sózinho,
Do longe fiz perto
Trilhei meu o caminho
Errante, à deriva,
Que triste sentir
Minha alma ferida
Não quer desistir
E vi num rochedo
Tão frio e sem cor,
Surgir sem ter medo
A mais linda flor
Um grito, um apelo;
Sorri de contente
Um quadro tão belo
Surgiu-me na frente
Corri confiante;
Quem sabe, algum dia
Regresse num instante
A paz e a harmonia
José Sepúlveda
Perdido
Perdido
Perdi-me no caminho. De repente,
Qual pária, triste e só, eu fiz-me à estrada
Sózinho, como vão delinquente,
Chorando, com minha alma amargurada.
Qual pária, triste e só, eu fiz-me à estrada
Sózinho, como vão delinquente,
Chorando, com minha alma amargurada.
Deixei meus sonhos. E eis que, indiferente,
Parti para uma longa caminhada...
Pra trás deixei amigos, muita gente
Que ao meu viver já nada acrescentava.
Parti para uma longa caminhada...
Pra trás deixei amigos, muita gente
Que ao meu viver já nada acrescentava.
E vagueei por vales e florestas,
Dormindo em matagais, entre as giestas,
Embebedado em noites de luar.
Dormindo em matagais, entre as giestas,
Embebedado em noites de luar.
E nessa solidão imensa e pura,
Bem longe dos caminhos da amargura,
No meu silêncio a paz fui encontrar!
Bem longe dos caminhos da amargura,
No meu silêncio a paz fui encontrar!
José Sepúlveda
Diana Bar
Diana Bar
Diana Bar, recanto de poetas
Que ali procuram paz p’ra se inspirar.
E vão por prateleiras e gavetas
Buscando textos para se inspirar.
E quando em horas mortas, mais discretas,
Nós vamos até ali p’ra ver o mar,
Alguns fazem erguer suas canetas
Como quem diz: - Estou a versejar!
Diana Bar. Há muito, no passado,
Eu via o Régio ali acompanhado,
A ver o mar, olhando, sem ter pressa.
E às vezes, ao passar, informalmente,
Paravamos ali à sua frente,
Trocávamos dois dedos de conversa.
José Sepúlveda
Diana Bar, recanto de poetas
Que ali procuram paz p’ra se inspirar.
E vão por prateleiras e gavetas
Buscando textos para se inspirar.
E quando em horas mortas, mais discretas,
Nós vamos até ali p’ra ver o mar,
Alguns fazem erguer suas canetas
Como quem diz: - Estou a versejar!
Diana Bar. Há muito, no passado,
Eu via o Régio ali acompanhado,
A ver o mar, olhando, sem ter pressa.
E às vezes, ao passar, informalmente,
Paravamos ali à sua frente,
Trocávamos dois dedos de conversa.
José Sepúlveda
A voz do amor
A voz do amor
Se ouvires a voz do pássaro cantar
Quando nascer o sol, de manhãzinha,
Sou eu a soletrar o verbo amar
Que vive no meu peito, queridinha.
Quando nascer o sol, de manhãzinha,
Sou eu a soletrar o verbo amar
Que vive no meu peito, queridinha.
Se ouvires a voz do vento que ao soprar
Leva em suspiros uma voz tão pura
Aceita esse meu sopro que beijar
Te quer o peito cheio de candura
Leva em suspiros uma voz tão pura
Aceita esse meu sopro que beijar
Te quer o peito cheio de candura
Se ouvires a voz do mar no seu lamento
Levando para ti o sentimento
Dessa saudade imensa que aqui vivo
Levando para ti o sentimento
Dessa saudade imensa que aqui vivo
Transforma-te num pássaro de lira
Voando para mim e em mim respira
E não esperes mais, fica comigo!
Voando para mim e em mim respira
E não esperes mais, fica comigo!
José Sepúlveda
Meu querubim
Meu querubim
Voavas com teu véu de seda pura
Naquela linda noite de luar
E para enaltecer tua candura
Os anjos deleitavam-se a cantar.
Naquela linda noite de luar
E para enaltecer tua candura
Os anjos deleitavam-se a cantar.
E o teu corpo, esbelta criatura,
Desnudo ao vento, solto e a voar,
Sorria e me trazia essa ternura
Às ondas mais serenas do meu mar.
Desnudo ao vento, solto e a voar,
Sorria e me trazia essa ternura
Às ondas mais serenas do meu mar.
E enquanto o corpo teu transparecia
No céu de anil, tão cheio de harmonia,
Meu coração te canta e te sorri
.
E com imenso amor te transmitia
O seu fulgor, o amor que recebia
Do querubim amado que há em ti.
No céu de anil, tão cheio de harmonia,
Meu coração te canta e te sorri
.
E com imenso amor te transmitia
O seu fulgor, o amor que recebia
Do querubim amado que há em ti.
José Sepúlveda
Rosa
Quantas pétalas formosas
Caindo sobre o teu ser
Espinhos? Vê bem que as rosas
São perfume em teu viver!
Caindo sobre o teu ser
Espinhos? Vê bem que as rosas
São perfume em teu viver!
José Sepulveda
Querubim
Querubim
Se um dia despertar e não te vir,
Nao te encontrar feliz na minha frente,
Se não te vir sonhar, te vir sorrir,
Então, amor, morri, parti pra sempre!
Nao te encontrar feliz na minha frente,
Se não te vir sonhar, te vir sorrir,
Então, amor, morri, parti pra sempre!
Tu és o meu farol, a minha vida,
O coração que bate sem parar,
Sem ti não sei viver, minha querida
Não tenho inspiração pra versejar.
O coração que bate sem parar,
Sem ti não sei viver, minha querida
Não tenho inspiração pra versejar.
Fica comigo, amor, fica comigo,
Viver sem ti não faz qualquer sentido,
Dá-me teu peito aberto em frenesim.
Viver sem ti não faz qualquer sentido,
Dá-me teu peito aberto em frenesim.
E quando tu me deres o teu abraço
Viajarei sem tempo e sem cansaço
No teu abraço imenso, querubim!
Viajarei sem tempo e sem cansaço
No teu abraço imenso, querubim!
José Sepúlveda
Alvura
Quão alvo e puro é teu peito,
Deleite de minha mão...
Afago-o com respeito
Ao ouvir teu Coração
Deleite de minha mão...
Afago-o com respeito
Ao ouvir teu Coração
Seu tom suave, pureza
Que brilha no Meu olhar
Encerra rara beleza
Nessa alvura de encantar
Que brilha no Meu olhar
Encerra rara beleza
Nessa alvura de encantar
Deixa- me beija-lo, amada,
Com amor e frenesim
E nem preciso mais nada
Pra te sentir junto a mim
Com amor e frenesim
E nem preciso mais nada
Pra te sentir junto a mim
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