sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Junto ao Mar






Olhava aquele espelho à minha frente;
E ali sentado, inerte, eu via a água
Batendo, rebatendo numa frágua
E as gotas se espargindo, suavemente…

E enquanto caminhava ali, silente,
Eu partilhava aquele gozo ou mágoa…
E toda essa magia, agora trago-a
Gravada no meu peito, ternamente…

Depois, sentei-me ouvindo a melopeia
Das ondas e as gaivotas pela areia
Naquela sinfonia de encantar…

E, ali fiquei por tempos infinitos
Perdido entre a magia desses gritos,
Ouvindo os sons aflitos do meu mar…



José Sepúlveda



2 comentários:

Maria Ponte disse...

Fico encantada com os teus poemas.

Jose Sepulveda disse...

Obrigado, Manela, és uma ternura de menina.