segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Faísca, o Palhaço


Faísca, o Palhaço

Trinados mil se espalham pelo ar
E a multidão se agita na Ribeira
É a força do Faísca que ao chegar
Alegra toda a gente  a tarde inteira

Arrufos do tambor soam no alto
Da mágica da batuta do palhaço
E a pequenada grita em sobressalto
E sente-se feliz naquele abraço!

E o palhaço espalha em toda a parte
Fascínio e alegria, amor e arte,
E uma mensagem linda, pura, plena

E numa tarde mágica e feliz,
O rosto do palhaço a rir nos diz
Quão bom ter um sorriso como lema!

José  Sepúlveda

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Divulga Escritor, Revista m. 10


Na Serra

Pintura de Amy Dine

Na serra

Vagueio solitário pela  terra,
E cedo alcanço o vale dos perdidos
Silencio... tudo é calmo lá na serra...
E sento-me a ouvir os seus gemidos
                 
A águia no seu voo estonteante
Mergulha pela névoa matutina
E com olhar fugaz e penetrante
Perscruta o alimento, peregrina

Do seu covil a loba parda grita
Em estridente uivar e a turba aflita
Porfia o seu refugio com temor

E nesta intensa luta, prova a prova,
A vida se transforma, se renova,
Ditando as suas regras com rigor!

José Sepúlveda


segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Jardim de Afectos


A Tela


São verdes os teus olhos cor de esperança,
São doces os teus lábios de rubi
Dourados teus cabelos de criança
Que afago quando estou ao pé de ti

E entrando nessa tela colorida
Que envolve o teu viver num mar de cor
Descubro como é bom viver a vida
Sorvendo em cada impulso um grande amor

No verde, no azul, no rubro intenso,
Encontro neste colorido imenso
Fulgor, volúpia, intenso o seu poder,

E ao mundo eu lanço um grito de alegria,
Tão cheio de prazer e fantasia
E então descubro como é bom viver!


José Sepúlveda

sábado, 1 de novembro de 2014

Respira comigo

Poema: José Sepúlveda
Pintura: Glória Costa
Respira comigo

Eu sinto o coração pulsar de amor
Num respirar profundo, envolto em ti,
É nessa tela de prazer e cor
O teu, o meu silêncio nos sorri.


E neste enleio pleno de fulgor,
Pulsando no teu peito, descobri
Que a vida é sentimento, luz e cor
Momento após momento, de per si.


Deixa abraçar teu coração imenso,
Olhar teu lindo rosto e, no silêncio,
Cantar a paz, o amor e a alegria…


E neste abraço puro e singular,
Olhar no céu estrelas e cantar
Um hino à vida, um hino à fantasia!


José Sepúlveda

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Madrinha dos Poetas


Madrinha dos Poetas

 à minha amiga Conceição Lima

Madrinha dos poetas, vem cantar
A melodia linda do teu peito
E a trovadores e vates alargar
O seu caminho às vezes tão estreito

Que possas nesse imenso caminhar
Concretizar seus sonhos e a teu jeito
Abrir as portas desse imenso mar 
Aonde se navega sem respeito

Rainha dos poetas, vem cantar, 
Estende o teu abraço e faz brilhar
A estrela que ilumina o seu caminho.

E quer seja poeta ou trovador,
Não deixes de afagar com muito amor
As aves que se aninham no teu ninho

José Sepulveda

domingo, 26 de outubro de 2014

Parabéns, Luís

Feliz Aniversário, Luís

Já vão quarenta anos... Nem parece
Que o tempo se passou com tanta pressa
O certo, é que o fervor da nossa prece
Gerou um belo fruto bem depressa

E agora que esta vida desvanece
E o tempo que passou já não regressa
Não peças a esse tempo que regresse
Que a cada instante a vida recomeça

E pensa no alvor da tua vida;
Que possas resguardar-te na corrida
E vivas os teus dias sem assombro

E mesmo que haja pedras no caminho,
Não quero que te encontres mais sozinho
Mas sintas minha mão sobre o teu ombro

José Sepúlveda


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Mar de Prata


Mar de prata

Argente mar, que ocultas no teu ventre
Coberto por teu manto de fissuras?
São peixes, são sereias, será gente
Ou também tu não sabes quem procuras?

A gente jaz silente em tua mente,
Roubada nas marés cheias de agruras;
Os peixes, filhos teus, tu, ternamente,
Os vais alimentando de algas puras...

E oiço-te a chorar, a marulhar,
Murmúrios mais murmúrios pelo ar,
Nesse vaivém sem fim, cheio de encanto!

Ai, mar de prata, casa de segredos,
Que escondes desventuras e os degredos
No impávido clamor desse teu pranto!


José Sepúlveda

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Teus Olhos

Pintura de Glória Costa
Teus olhos

Rios de amor descendo p'la colina
Por entre os pedregais e os abrolhos,
Regatos de água pura, cristalina,
Que saltam do verdor desses teus olhos.

E sigo esperançoso, rio acima
Envolto nesse olhar e vou seguindo
Buscando nos teus olhos de menina
O enlevo dum amor tão puro e lindo


E quando atinjo o cume em paz e em Glória
Eu sinto em mim o gozo da vitória
No olor de cada flor eu sou matiz

E com o teu olhar no pensamento
Eu canto aos quatro ventos num momento
Os versos tão singelos que te fiz.


José Sepúlveda

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Menina Marota

Menina Marota

O teu sorriso lindo, franco, aberto, 
Que me ilumina em toda a madrugada,
Esconde o olhar mais vivo, bem desperto, 
Que descobri na minha caminhada

E quando esse sorriso está mais perto
E brilha com mais luz e resplendor,
Meu coração se sente mais liberto
P'ra desvendar a fonte desse amor.

Vem, mostra o teu sorriso de menina
Pois essa fonte de água cristalina 
É o curso desse olhar que não se esgota


No teu olhar tão puro e natural
Esconde-se o sorriso divinal
Dessa menina linda, da Marota!

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Meigo olhar

Ao ver o teu olhar tão puro e manso
Olhando o meu olhar com tal brandura,
Eu olho para ti e não me canso
De olhar a tua imensa formosura

E busco em meu jardim a linda flor
Na esperança de algum dia te encontrar
E ao procurar eu sinto o imenso amor
Que só consigo ver no teu olhar

E se algum dia no raiar da aurora
Tu vires que chegou a aquela hora
Que enche os corações de luz e cor

No teu olhar sereno, puro e manso
Hás-de encontrar por fim paz e descanso,
Sei lá, viver pra sempre um grande amor
Lançamento do livro Ventos do Norte, Antologia I, 
dos Poetas Poveiros, lendo o poema de Tina Tinoco


VENTOS

ventos violentos
empurram,
massacram,
atordoam,
levam algo valioso…
mas não derrubam…!
outros ventos surgem,
outras vontades nascem,
outros momentos acontecem,
| VENTOS DO NORTE · ANTOLOGIA I 245
e aquele vendaval que outrora amachucara,
metamorfoseia-se num subtil bailado,
onde os sentimentos se acasalam
e a vida brota miraculosamente,
entranhando- se nos recônditos do Eu,

tocando o topo da existência.

Tina Tinoco
Divulgando o Solar de Poetas, Poetas Poveiros, e Divulga Escritor 
no XIV Encontro Nacional de Poetas no Gerês

Mar de Prata

Mar de prata

Argente mar, que ocultas no teu ventre
Coberto por teu manto de fissuras? 
São peixes, são sereias, será gente
Ou também tu não sabes quem procuras?

A gente jaz silente em tua mente, 
Roubada nas marés cheias de agruras;
Os peixes, filhos teus, tu, ternamente, 
Os vais alimentando de algas puras...

E oiço-te a chorar, a marulhar, 
Murmúrios mais murmúrios pelo ar, 
Nesse vaivém sem fim, cheio de encanto!

Ai, mar de prata, casa de segredos, 
Que escondes desventuras e os degredos 
No impávido clamor desse teu pranto!

José Sepúlveda

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Serenidade

O mar esta sereno esta acalmia
Me traz paz e descanso ao coração
E fico olhando o mar a maresia
Perdido na penumbra da ilusão

Ai quem me dera ter sossego um dia
Viver a paz imensa que vivi
E olhando ao meu redor esta acalmia
Sentir que esta vida me sorri

O vento sopra solto esta sereno
Gaivotas pelo céu num voo amena
Silencio e paz se espalha ao meu redor

E nesta nostalgia fria e quente
Meu coração transmite a paz silente
Dum frágil coração cheio de amor

Pintura de Bárbara Santos

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Paz

Paz

A chuva cai, o mar em tom aflito
Lança o seu grito em todo o seu furor...
E nesta solidão, eu vou contrito
Seguindo nas pegadas do Senhor

Silêncio e paz... Entrei na Tua Igreja
E à minha volta tudo é paz e calma
A solidão se foi. Louvado seja!
E o júbilo voltou à minha alma

Ó!, como é bom o teu refúgio, ó Deus,
Sentir teu aconchego, a paz dos céus,
Em cânticos suaves de louvor

E almejo o nobre dia em que do céu
Vieres resgatar o povo teu,
Com glória e com poder, em resplendor!

quinta-feira, 24 de julho de 2014


A Biblioteca

De cada vez que entrava ali na sala,
Olhava para mim esfuziante...
Virava‐se e falava com voz rala,
Num grito de silêncio perturbante…

Garbosa, revestida de alta gala,
Mostrava‐me um sorriso penetrante,
Qual fonte do saber que em mim resvala
De cada folha ou livro, cada estante...

Um dia, fiquei sem respiração...
Entrei e não a vi. Desilusão,
Partiu sem um abraço à despedida!

E cada livro jaz encarcerado
Nas tábuas, na parede, ali ao lado,
Num atentado insano à própria vida!

José Sepúlveda

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Caminhos Cruzados


Caminhos cruzados

Dobrei aquela esquina e num instante
Estava frente a ti na noite escura...
O teu olhar altivo, provocante,
Escancarou pra mim tua forma impura

E descobri naquela vida errante
Que segues nesses trilhos de amargura,
Falácias dum viver periclitante
Que ilude a tua sede de aventura

Segui teus passos... Nesse caminhar
Eu descobri no teu tão meigo olhar
O anjo que há em ti, menina linda...

E almejo que no teu caminho incerto
Tu ouses descobrir um céu aberto
Aonde possas ser feliz ainda .

José Sepúlveda

domingo, 20 de julho de 2014

SONETOS DO UNIVERSO: CAMINHOS CRUZADOS

SONETOS DO UNIVERSO: CAMINHOS CRUZADOS: Caminhos cruzados Dobrei aquela esquina e num instante Estava frente a ti na noite escura... O teu olhar altivo, provocant...

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Sol

Sol 

Chegaste a Portugal e, de repente, 
Há gente que se encanta ao ver te aqui 
E junta‐se no Jô tão simplesmente 
Porque és dif'rente..., pois, gostou de ti... 

E envolta no calor de tanta gente
O teu olhar que em lágrimas senti,
Mostrou‐nos tua paz, como quem sente
Que o mundo à tua volta te sorri.

E agora, navegando além do mar,
Os teus amigos vão‐te recordar
Por teu olhar sereno e delicado.

E nosso abraço puro e singular
Guardado no teu peito há‐de ficar
Para poderes sentir-te ao nosso lado!

José Sepúlveda

SOL RENASCEU

Amigo tão querido, já senti
Saudades dos carinhos recebidos
de ti e de meus amigos daí,
Que mesmo longe são muito sentidos!...

Por emoção ao vê-los, eu sorri,
Nem sei dizer o quanto são queridos
Por mim... Naquele dia me perdi
Em meio de sentimentos aturdidos!...

No American Club com tanta gente,
Momento tão estonteante, um bar.
O coração ficou assim contente!...

Poetas e fadistas ao meu lado,
Amo amar Vocês!... Sempre vou amar!...
Quem dera a vida fosse um lindo fado!...

SOL Figueiredo – 16 de julho de 2014 – 14h.

Anjo Lindo


Anjo lindo
Essa menina frágil se estendia
Ali na dura palha dum colchão
Ao brilho da candeia que insistia
Em dar mais luz à sua escuridão.
Rendida ao tempo, ali permanecia
Lutando contra a sua condição;
Tuberculose, sim, ela sabia
Que não havia outra solução.
Aonde estás, gazela espavorida
Correndo com fulgor, cheia de vida,
Em mananciais de paz e de alegria?...
.... ... ...
Dormindo agora em teu vestido de anjo,
Vais renascer nos braços de um arcanjo,
Vencida a morte e a dor...naquele dia!
José Sepúlveda

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Meu Gelado Doce

Meu gelado doce

São frescas as palavras que te levo
Sentado ao fim da tarde a ver o mar
São frescas as carícias que recebo
Se sinto essa doçura em teu olhar

São frescos estes versos que te escrevo
Na taça dum gelado, em seu sabor,
São frescos esses beijos que recebo
Dos lábios teus tão cheios de dulçor

Sentado, saboreio a malvasia
Que rega o teu sorvete e com magia
Transforma toda a vida ao meu redor

E quando o sol se esconde no infinito,
Num longo e terno abraço eu canto e grito
Perdido neste teu imenso amor


José Sepúlveda